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À Espreita Entrevista: Marcela Farias

A Entrevista de hoje é com uma escritora encantadora, Marcela Farias. Ela fala sobre si, seus trabalhos e seus sonhos.

Hoje temos a honra de conversar com uma grata revelação da literatura, Marcela Farias. A autora é formada em História, mas como se diz, tem a arte na veia. Participante de eventos das mais variadas vertentes artísticas como teatro, caligrafia, artesanato, pintura e claro… a literatura, Marcela nos conta hoje um pouco sobre sua trajetória em uma entrevista para lá de interessante. Confere aí:

Evan – Oi Marcela, primeiramente é uma satisfação poder conversar contigo e saber um pouquinho mais sobre a escritora Marcela Farias. Sua formação é de licenciatura em História. Como a literatura entrou na sua vida? Em que momento você decidiu que queria ser escritora também?

Marcela – Desde os dez anos de idade gosto de escrever versos, porém, somente na adolescência comecei a ler romances. Sobre ser escritora me veio depois de muito sofrimento e, de tentar me compreender nos meus erros e acertos, que eu poderia através de todas as minhas desventuras criar histórias. Sempre gostei de escrever, e, quando adolescente almejei escrever romances, mas não consegui. Não sonhava em ser escritora, até que quando finalmente consegui escrever o meu primeiro livro de ficção, percebi que queria criar outras histórias e, portanto, tornar-me uma escritora.

Evan – Você nasceu em Manaus, morou em diversas cidades e agora reside em Campo Grande. Quase se tornou freira e virou professora. Conte um pouquinho para nós como foi essa trajetória… como chegamos na Marcela Farias de hoje?

Marcela – Eu era uma adolescente manauara, que foi morar no Rio de Janeiro com quatorze para quinze anos de idade. Era muito religiosa, gostava de ler romances, pintar e estudar História. Foi um longo processo até compreender o que eu realmente queria, qual era a minha vocação… acredite, estou em constante construção como pessoa. A vida religiosa me ensinou muitas coisas, por isso, não me arrependi de ter entrado para congregação, só que apesar de ser uma bela vocação, eu mesma não tinha, então, não permaneci e, desisti. Estudei licenciatura em História por estar morando em Corumbá na época, e não havia muitas opções, eu não tinha como me sustentar morando em outra cidade. Infelizmente, não me adaptei a sala de aula. Mas a História Mundial serve de inspiração para criação das minhas estórias ou histórias. A Marcela Farias de hoje sonha em construir uma família, continua indo para igreja como leiga, gosta de pintar como hobbie e sonha em ver todos os seus livros publicados e sendo reconhecida internacionalmente. O último sonho é tão pequeno, né?! (Risos).

Evan – Toda realização começa com um sonho, não é mesmo? E por falar em sonhos, em “No Mundo dos Sonhos” você conta a história de Rosa, uma jovem do interior cheia de sonhos, mas que esbarra na falta de oportunidades do mundo real. Conte para nós um pouquinho dessa trama mágica e o que lhe inspirou a escrever esse livro.

Marcela – Muitas coisas da minha vida me inspiraram, como os meus próprios fracassos, a vontade de ser artista e, não conseguir. A Rosa tem de mim, principalmente o fato de eu ser birrenta, contudo, ela é principalmente como eu era quando mais jovem. Ainda possuo muitas coisas da adolescência, mas digamos, que eu mudei alguma coisa. (Risos). Mas é só uma inspiração. Resumidamente “No Mundo dos Sonhos” narra a história de uma adolescente de dezessete anos que faz um pedido para Deus para realizar sete sonhos. Depois disto, toda a noite passa a abrir uma passagem que a conduz para um mundo misterioso, onde ela vai tentar realizar os seus sonhos… contudo, lá tem um segredo. O que me inspirou para construir este mundo foram sonhos que tive quando estava dormindo, e o meu próprio espírito sonhador de querer conhecer outros países e culturas e ser artista plástica, entre tantas coisas. Mas não se engane, não é um livro de fantasia como qualquer outro, discute de modo profundo sobre o sentido da vida. “No Mundo dos Sonhos” foi meu primeiro livro, por isso, um grande aprendizado, tanto de experiência de vida, quanto de aprender a escrever, mesmo não sendo uma “gênia” da gramática e tendo dificuldade para memorizar. Da literatura, minhas fontes de inspiração são O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder e Alice No País das Maravilhas e através do Espelho.  Uma curiosidade é que quando vou escrevendo uma história, é como um filme sendo criado na minha mente.

Evan – Ter uma publicação física é o sonho de muitos escritores e “No Mundo dos Sonhos” tem sua versão física. Conte um pouco sobre o processo de encontrar uma casa literária para o seu livro. Como foi esse processo e quais foram os principais desafios?

Marcela – Foram inúmeros desafios, só consegui publicar depois de dois anos que terminei de escrever. Nunca imaginei que fosse tão difícil conseguir publicar um livro como físico, porque aliás, quase ninguém quando escreve o primeiro romance sabe. Em qualquer país é difícil, mas no Brasil, devido ao pouco hábito de leitura de maior parte dos brasileiros, entres outros fatores, conseguir publicar um livro numa grande editora brasileira é quase impossível, principalmente se for o primeiro. Então, meu padrasto fez um empréstimo para mim, e assim, precisei pagar para uma editora que cobra pela publicação. E depois disso veio outro desafio, divulgar e vender. Realmente não é fácil porque recai só sobre o escritor fazer isso. Contudo, eu ainda acredito como sonhadora que sou que uma grande editora ainda publicará os meus livros e, colocará nas livrarias de vários cantos do país e, quem sabe do mundo. Estou a procura, hein! Deixo uma dica: quando estiverem procurando uma editora “cuidado! ”, analise bem se valerá a pena e, se é tudo feito com honestidade.

Evan – Grande conselho! Não são poucos os relatos de escritores tendo enormes dores de cabeça com algumas editoras. Precisa pesquisar e se informar bem. Agora, conte-nos um pouco sobre seu segundo livro, “O que há no seu Coração?”

Marcela – “O que há no seu coração?” é uma linda história que mistura amor, suspense, ficção científica e drama. Falará também de questões existenciais, e vai dentro do coração da personagem, que se chama Heloise. Ela é descendente da aristocracia brasileira, foi criada pela avó, mas apesar de todas as oportunidades que teve na vida, possui um vazio no seu coração, como grande parte de nós. Contudo, não me prendo somente a tristeza, a vida tem seu lado bonito. Heloise vive uma aventura de viajar no tempo e, vai parar em plena década de 1950. É surpreendente o que vem depois. Para quem se interessar em ler este meu bebê, está a venda em plataformas, por enquanto, a Amazon.

Evan – Você ainda tem um livro de poesias, “Da Imaginação”. Que temas você aborda em suas poesias e no que você se inspira?

Marcela – “Da Imaginação: A poesia em meio ao caos”, tem temas como o amor, os sonhos, a simplicidade da vida, meus questionamentos existenciais. É uma reunião de pensamentos e poesias. As poesias para mim servem como um meio para desabafar, assim, em geral são poesias escritas em meio ao caos da minha vida, pois como encontrar beleza quando tudo está preto e branco, quando só quero chorar e me entregar? Os problemas dão belas poesias.

Da Imaginação: A Poesia em meio ao Caos de Marcela Farias

Evan – É como dizem por aí, o artista extrai o melhor de si em seus momentos de maior sofrimento. Muitas vezes isso é verdade. Você tem autores nos quais você se espelha, ou dos quais você recebeu influência? Que tipo de livros você costuma ler?

Marcela – Eu deixo me influenciar por muitos autores, mas eu diria que há mais obras que me influenciam do que autores. Gosto muito de histórias de amor e, como uma boa romântica gosto de Nicholas Sparks. (Risos). O Mundo de Sofia está entre meus livros preferidos. Eu poderia citar muitos outros livros como os clássicos O Jardim Secreto, Orgulho e Preconceito, Dom Casmurro… e, autores que me influenciam, não sei se sou tão boa como eles e, sempre tento ter o meu diferencial como escritora, ser a Marcela Farias.

Evan -Quais são seus hobbies? Existem projetos paralelos voltados à literatura ou à arte de um modo geral dos quais você participa?

Marcela – Meus hobbies são pintar, assistir filmes, gosto de caminhar entre a natureza, viajar, apesar de que não tenho dinheiro para isso e, estamos na pandemia. Amo ir a museus e teatros. Não coloco a leitura aí, porque agora isto é trabalho. (Risos). Enfim, muitas coisas. Já participei quando morava em Corumbá, do Passa na Praça que a Arte te Abraça do ALEC, na verdade, mesmo distante, ainda participo. E não sei se dá para incluir, mas também vez ou outra, participo de grupos de leituras.

Evan – Dá pra incluir sim. (Risos). Grupos de leituras são ótimos tanto como hobbies ou como projetos literários. O que podemos esperar da Marcela Farias em um futuro próximo? Projetos literários em andamento?

Marcela – Além dos livros citados, tenho mais dois romances escritos. Assim, o que podemos esperar é mais publicação de livros. Espero sinceramente que sejam publicados como físicos. Como estamos na Pandemia não dá para almejar a realização de muitas coisas em 2020.

Evan – Tempos muito complicados mesmo. Essa pandemia derrubou os projetos do mundo inteiro. Não há o que não foi afetado de alguma forma. Mas… que mensagem você deixaria para os colegas escritores e para os leitores?

Marcela – Leitores continuem amando a literatura e leiam livros de autores brasileiros também, incentivem seus filhos a lerem desde criança. E aos escritores, aqueles que são ativistas, meus parabéns pela doação ao outro! E aqueles que são apenas escritores, meus parabéns pelo dom maravilhoso! E vamos expandir a literatura brasileira dando oportunidades aos escritores da Literatura Fantástica também.

Evan – Isso aí! Vamos apoiar a literatura nacional e fazer a fantasia decolar. Temos ótimos escritores, inclusive de literatura fantástica no Brasil. Marcela, foi um grande prazer poder conversar contigo. Eu, particularmente, curti muito. Espero que nossos leitores gostem tanto quanto nós do À Espreita. Te desejamos todo o sucesso e que seus sonhos, grandes e pequenos, se realizem. Grande abraço da Equipe À Espreita.

Se você curtiu nossa entrevista com a escritora Marcela Farias, deixa aí seu comentário. Para conhecer melhor as obras da Marcela, clique nos links abaixo e adquira seus exemplares.

No Mundo dos Sonhos você pode adquirir por este link, que é o da editora ou diretamente com a autora. Segue as redes sociais para falar ou simplesmente seguir a Marcela Farias.

Instagram: @marcela.ofarias

Facebook: marcela.ofarias1987

O que há no seu Coração?

 

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À Espreita Entrevista: Eduardo da Costa Mendes

Escritor sul-mato-grossense é o destaque do À Espreita de hoje.

Hoje, vamos publicar a entrevista que fizemos com o autor Eduardo da Costa Mendes de Corumbá-MS. Eduardo tem 27 anos, é estudante de Pedagogia, dono de um sebo e de uma Editora artesanal, a Elmo Negro. Em 2019 o autor foi condecorado com a placa de Destaque Literário em Corumbá pela ALEC e com a medalha da Embaixada da Poesia, concedida pela Academia Virtual de Letras, Poesia e Cultura. Eduardo nos conta sobre suas obras, seus projetos e mais um pouquinho da vida desse destaque literário do Mato Grosso do Sul, para o Brasil.

Evan – Olá Eduardo, fico muito feliz em poder conversar contigo e falar um pouco sobre você, sua carreira como escritor, suas aspirações e sua maneira de ver a literatura atualmente. Conta um coisa pra gente. Como foi que a literatura entrou na sua vida?

Eduardo – Meu caso com a literatura é bem parecido com o da maioria dos escritores, pois também não me imaginava seguindo esse caminho. Porém, o fato do meu caso com a literatura ser semelhante ao de muitos outros não significa que a forma como eu comecei, se pareça também (risos). E você vai entender o motivo. Acredito que por função de eu ser um jovem “noventista”, um dos meus maiores sonhos era trabalhar com histórias em quadrinhos, até por que a influência dos desenhos sobre o meu processo criativo é bastante forte. Mas infelizmente não desenvolvi habilidades na área artística suficientes para fazer histórias em quadrinhos com os padrões de excelência os quais eu almejava. Mas o sonho sempre se manteve e com o passar do tempo, vi que muitas das minhas ideias tinham potencial para se tornarem enredos completos e bem trabalhados. Foi aí que decidi dar uma chance à literatura na minha vida. No ano de 2010, enquanto eu ainda servia às forças armadas, fiz uma viagem de navio para o Paraguai. E nessa viagem não havia muitas coisas diferentes do trabalho a se fazer e, por conta dos monótonos dias que passei à bordo, resolvi começar a escrever a primeira história da minha vida. E foi em um paiol de alimentos, onde eu descascava batatas quase que ininterruptamente, que comecei a escrever o livro “Ictus Vitae: O diário de Claudio”, em um caderno velho, onde fazíamos anotações dos materiais que entravam e saíam do paiol. Desde então não se passou um dia sem que eu escreva ao menos 200 palavras.

Evan – Você é um grande contista com mais de 30 contos escritos de gêneros que vão desde a ficção científica, passando pela fantasia e indo até o horror. Quem ou quais são suas inspirações para escrever?

Eduardo – Por escrever muitos gêneros literários, me baseio na escrita de muitos autores. Mas uma coisa que eu sempre gosto de esclarecer é que eu não me inspiro nas obras de outros autores, eu me atenho ao “poder de sintaxe” que cada um expressa em suas obras. Gosto muito dos autores que possuem uma qualidade linguística bem rebuscada, pois, acredito que dessa maneira aprendo a escrever melhor. Por conta disso, gosto muito do Charles Baudelaire, Edgar Alan Poe, Robert E. Howard, H.P Lovecraft, Machado de Assis… Mas falando dos autores atuais, tenho muito apreço pela escrita do André Vianco, Clecius Alexandre Duran e da Ana Lucia Merege.

Evan – Legal. Citar autores atuais é sempre bom para os valorizar enquanto estão entre nós, não é mesmo? (Risos) Gosto muito também desses três que você citou, inclusive sigo eles nas redes e fui em um lançamento do Vianco há uns dois anos. Mas vamos continuar falando sobre você. Além de escritor você também é desenhista. Você costuma ilustrar suas histórias? Conte-nos um pouco da sua relação com o desenho e se você tem algum projeto envolvendo esse talento.

Eduardo – Sim, eu costumo ilustrar minhas próprias obras, mas isso só acontece, por não possuir grana para mandar ilustrar o tanto de livros e contos que eu já escrevi (risos), pois se dependesse da minha vontade, pagaria para que fizessem esse trabalho. E quanto aos projetos relacionados a ilustrações feitas por mim, a resposta também é sim. Além das obras as quais eu já ilustrei, não somente minhas, mas também as das pessoas que buscam pelos trabalhos da minha editora, tenho a pretensão de ilustrar cada conto meu, pois a grande maioria possui mais de trinta páginas sem diagramação e acaba sendo mais vantajoso vendê-los separadamente. Por conta disso, atualmente estou trabalhando mais com os desenhos do que com a literatura em si.

Capa de Ictus Vitae: O diário de Claudio de Eduardo da Costa Mendes

Evan – Você levou 4 anos escrevendo a obra “Ictus Vitae: O diário de Claudio”, um romance que mistura ficção científica e distopia. Conte para nós um pouco sobre a trama dessa história.

Eduardo – Quando eu comecei a escrever o livro Ictus Vitae: O diário de Claudio, não imaginei que ele tomaria as proporções as quais possui. Foram quatro anos para apresentá-lo ao público. Dentre esses quatro anos, gastei um ano afinco com pesquisas que coubessem nas minhas pretensões para com a obra. Mais um ano escrevendo à mão e outro para digitar e por fim, foi gasto mais um ano para que o mesmo passasse por todos os processos de correção ortográfica e ilustração de capa. E foram quatro anos muito difíceis, pois eu nunca havia escrito nenhuma página vinda da minha própria mente antes e já de cara, comecei com um “calhamaço” que extrapola as 600 páginas. Mas no final das contas, deu tudo certo e o Ictus Viate: O diário de Claudio, se tornou o primeiro livro de uma série que já conta com o segundo volume pronto e o terceiro com mais que a metade escrita. Sua história se passa em um Brasil pós-apocalíptico devastado por uma terceira guerra mundial, a qual foi motivada por uma disputa internacional pelo conhecimento de uma nova bactéria descoberta na Amazônia. Todo o livro é narrado em primeira pessoa, justamente pela voz do personagem Claudio. Esse personagem é o supervisor de um esquadrão militar que faz a segurança do ambiente onde vivem. E após um estranho pedido de socorro, vindo de outro grupo de sobreviventes, esse esquadrão parte de Brasília rumo à Floresta Amazônica, e é durante toda essa trajetória, que a aventura se desenrola. O livro tem um estilo literário bem simples, bem diferente do qual eu adoto hoje em dia, mas é bastante detalhado e possui um tom de violência bem forte. Segundo os leitores que me deram retórica sobre a obra, os personagens são bem construídos e fáceis de se apegar (coisa que não recomendo, pois é muito provável que isso te frustre).

Evan – Isso parece bem interessante! No segundo livro, “Ictus Vitae: O diário dos sobreviventes”, você traz um pouco mais de ficção científica, com muita guerra envolvendo a trama. No que você se baseia para narrar suas histórias. Existem experiências reais que motivaram ou inspiraram as cenas de ação desse romance?

Eduardo – Depois de perceber que o Ictus Vitae se tornaria uma série, decidi tentar algo maior. Minha intenção é fazer com que essa série se destaque pela complexidade de sua trama principal e as secundárias e para isso tive que ir mais a fundo nas pesquisas, pois não sou um escritor de ficção científica que simplesmente escreve o que vem à mente. Eu sempre pesquiso sobre o assunto para tentar reproduzir o mais próximo da realidade, dando ao leitor uma imersão maior. E o fato de ter sido militar também me deu algumas bases para criar situações de maior ação, coisa que é o ponto chave da série Ictus Vitae.

Evan – Logo no início de O diário dos sobreviventes, existe uma nota do autor para os leitores. Nesta nota há meio que um desabafo seu sobre a supervalorização dos autores internacionais tanto pelas grandes editoras quanto pelo público em geral e da subvalorização dos autores nacionais e suas obras. Essa prática não é segredo algum para ninguém. No seu modo de ver, por que isso acontece? Qual sua visão sobre este assunto e o que deveria ser feito para que os autores nacionais pudessem ocupar lugar de destaque no cenário literário?

Eduardo – Seria impossível negar que, talvez por conta da pouca valorização, em sua grande maioria, os autores brasileiros não se esforçam tanto para escrever, quanto os autores internacionais. E isso está nítido na qualidade literária expressa nos livros nacionais. Parece que nós autores não lemos tanto quanto deveríamos e quase sempre apresentamos obras que não passam do “mais do mesmo”, acreditando que estamos sendo super inovadores. Outro fato é que as editoras não são realizadoras de sonhos, elas são empresas interessadas em faturar grana alta e como os leitores dão preferência para os autores internacionais, elas acabam “puxando a sardinha” para o lado com a maior probabilidade de lucro. Acredito que a única maneira desse quadro ser revertido é com o interesse dos leitores nas obras nacionais. A partir do momento que os leitores começarem a comprar mais obras nacionais, as coisas melhoram. Do contrário… ficaremos nessa mesma situação sempre.

Evan – Concordo, esse é um problema de preconceito dos leitores para com os autores nacionais. Existem uma infinidade de ótimos escritores nacionais ainda pouco conhecidos do grande público. Você tem também um livro dedicado ao público infantojuvenil, “O Jogo dos Planetas”. Fale um pouquinho sobre esta história para nós.

Capa de O Jogo dos Planetas de Eduardo da Costa Mendes

Eduardo – A obra “O Jogo dos Planetas” é o romance mais recente que escrevi. Estranhamente tive a ideia da história enquanto assisti o caminhar de uma daquelas aranhas pernudas, que cismam fazer ninhos no alto das paredes das casas. Exatamente! Todo esse livro foi visto e planejado, por mim, durante a observação do caminhar de uma aranha “domiciliar”. E se trata de uma obra de ficção científica espacial, a qual relata a aventura de um casal de irmãos gêmeos durante uma competição intergalática, que tem como prêmio, a evolução de seu planeta natal. A Terra no caso. Lá eles se deparam com uma porção de outros jovens dos mais variados planetas e competem em corridas, que os levam aos mais variados planetas. É bem interessante ressaltar que a dupla de irmãos não é brasileira, eles residem nas ilhas Maldivas e participam da competição com o mesmo barquinho o qual usam para tirar seu sustento do mar. Apesar de eu definir a obra como infantojuvenil, é importante ressaltar que sua linguagem não é tão coloquial, tornando-a um pouco complexa para leitores com poucos hábitos de leitura. Mas acabo por resumir que é uma boa obra e bastante original em muitos aspectos.

Evan – “Marianas” é uma história curta, mas parece diferente de suas outras obras. Fale um pouco sobre o que lhe inspirou a escrever esta história. Você tem algum novo projeto em andamento ou para realizar em um futuro próximo?

Eduardo – A obra Marianas é uma peça de teatro que criei para trabalhar com meus alunos. É uma história que envolve temáticas relevantes para se trabalhar com os adolescentes. Teve muito sucesso e aceitação na escola e pelos pais dos alunos. A história gira em torno de uma jovem chamada Mariana, residente na Cidade Mariana. Daí se deu o nome: Marianas. Mariana engravida de seu namorado, mas decide não contar, pois ele está prestes a ir realizar seu maior sonho, cursar medicina na capital paulista. Por conta disso, a jovem se depara com uma porção de problemas comuns na adolescência. A um primeiro momento, eu não ia publicar como obra, mas por conta dessa peça ter ajudado muitos dos meus alunos a compreender melhor a vida em si, resolvi refinar o texto e publicar. E quanto a novos projetos, para esse ano publicarei uma coletânea de contos de horror que já está escrita e talvez o terceiro volume da série Ictus Vitae, que se chamará Ictus Vitae: O diário da Expansão (Notícia de primeira mão).

Evan – Além de tudo isso você ainda é estudante de pedagogia, tem um sebo e uma editora artesanal. Como você concilia o tempo para dar conta de tantas atividades? Fale um pouco sobre elas para nós.

Eduardo – Eu não sou o tipo de cara que planeja o próprio tempo, mas sou muito disciplinado no que diz respeito os meus afazeres profissionais. Dessa maneira consigo dar conta de tudo o que me proponho fazer. Amo muito tudo o que faço e por isso não vejo meus afazeres como obrigações.

Evan – Que mensagem você deixaria para os colegas escritores, que como você, buscam seu espaço e para os apreciadores da literatura de um modo geral?

Eduardo – Se empenhem tanto quanto possam, meus camaradas. Os gozos desse mundo não pertencem a nós escritores, mas somos os maiores responsáveis pela sanidade da humanidade e por obrigação, temos que nos doar para que nosso legado se perpetue. Não desistam jamais.

Eduardo, obrigado por falar conosco e compartilhar de suas experiências. Nós estamos sempre abrindo espaço para novos autores falaram sobre si e suas obras e apreciamos muito a conversa. Espero que os leitores tenham gostado também e aguardamos os comentários. Sucesso sempre e um grande abraço da equipe À Espreita.

Para conhecer melhor as obras do Eduardo da Costa Mendes é só clicar nos links abaixo e adquirir seus exemplares, se desejar.

O Jogo dos Planetas

Ictus Vitae: O diário de Claudio

Ictus Vitae: O diário dos sobreviventes

Marianas

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Vozes do Joelma – Resenha

Livro reúne 4 contos baseados em fatos e lendas sobre a maldição sobre o Vale do Anhangabaú, mais especificamente sobre o terreno do Edifício Joelma.

Quatro estilos diferentes bem demarcados. Marcos DeBritto, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos e Victor Bonini narram quatro histórias e tentam explicar a maldição encalacrada na região do Edifício Joelma.

Embarque em uma viagem pelas mentes de grandes autores do terror nacional, narrando histórias relacionadas com um dos maiores desastres já ocorridos no Brasil: o do incêndio no Edifício Joelma em 1974.

Vozes do Joelma tem a apresentação, do também escritor, Tiago Toy que prefacia cada um dos quatro contos contidos na obra. O objetivo é o de aproximar as diferentes narrativas em volta de um único centro, uma entidade, um ser que comunica-se com o leitor de maneira assustadora e sarcástica, o que funciona muito bem.

Pois bem, vamos as quatro contos de Vozes do Joelma: os gritos que não foram ouvidos.

“Os Mortos Não Perdoam” de Marcos DeBritto

O primeiro conto se passa em 1948, antes do Edifício Joelma existir, na região onde anos mais tarde o edifício arderia em chamas. É narrado em terceira pessoa e conta a história de Pablo, um rapaz que sonha em casar-se com sua namorada. No entanto, existe um grande empecilho: A família dele. Com o decorrer da narrativa o leitor começa a perceber alguns detalhes que vão dando mais corpo ao enredo e se mostram fundamentais para sua conclusão. Pablo é assistente do laboratório de Química da USP e utiliza-se de seu cargo para roubar produtos químicos que ele utiliza para drogar-se. Ele sustenta a mãe e duas irmãs, no entanto é desprezado pelas mesmas e tratado sempre como um serviçal e um fracassado. O relacionamento entre ele e a família é a problemática da história que vai ganhando forma e peso à medida que ele percebe ser impossível casar-se e ser feliz com sua amada e conviver com sua mãe e irmãs. O resultado é um conto muito bem desenvolvido, te prendendo na pele do protagonista e vendo o mundo pela sua ótica.

“Nos Deixem Queimar” de Rodrigo de Oliveira

Também contado em terceira pessoa, este conto trata do incêndio do Joelma em si, em 1974. No entanto, o autor traz personagens e acontecimentos que culminam no desastre em uma narrativa que demonstra toda a sua imaginação visceral. Em um dos escritórios do Joelma, Samara denuncia seu próprio chefe, Gabriel, de ter cometido um terrível crime à polícia. Ele precisa fugir antes que seja pego. As coisas não acontecem como o esperado nem para Gabriel e nem para Samara que veem seu mundo pegar fogo. Este conto, traz uma celeridade maior, é mais violento e sanguinário que o primeiro, que é mais introspectivo e psicológico.

“Os Treze” de Marcus Barcelos

Narrado em primeira pessoa, Os Treze conta a história de Amilton da Correia, um rapaz pobre que enquanto garoto sofre juntamente com a mãe, a violência do pai até que são abandonados por ele. Desde cedo Amilton aprendeu a se virar e a cuidar de si e da mãe doente, tornando-se como ele mesmo se intitula, um “faz-tudo”, um cara “especializado” em serviços gerais. De bico em bico ele se vira como pode até que a mãe morre e ele não tem como enterrá-la. É neste cenário que a história tem uma reviravolta e o seu destino acaba se cruzando com o das treze vítimas que morreram no incêndio do Joelma em um elevador e nunca foram identificadas. A história é muito bem elaborada e vai trazendo o terror aos poucos, na verdade, até demora um pouco para que ele chegue, mas quando chega faz valer à pena. Dos quatro contos foi o que me trouxe uma narrativa mais fluída e gostosa de ser lida, embora todos os quatro sejam muito boas. (Minha opinião).

“O Homem na Escada” de Victor Bonini

O último conto é também o mais longo. Narrado em primeira pessoa pela protagonista, dona Solange, ele traz a linguagem coloquial nos diálogos e nas introspecções da protagonista o que traz um toque de realidade à trama. A história se passa no prédio abandonado, (aqui não ficou bem claro para mim, se é o Joelma depois do incêndio ou antes de acabar a construção ou outro edifício da região) ocupado por uma comunidade de sem-tetos. Dona Solange tem uma filha que está grávida de um vagabundo que as maltrata e está envolvido com o tráfico. De uma maneira ou de outra, dona Solange tenta resolver a situação o que acaba em um crime. Ela recorre a ajuda de um misterioso homem na escada toda vez que precisa de algo para acobertar uma mentira ou um crime, mas tudo tem um preço e uma hora ele será cobrado. No início é possível que estranhe-se a narrativa, pois todo o tempo dona Solange fala com uma voz dentro da sua cabeça, depois que você entende isso fica mais tranquilo. De todos os contos esse é o que, para mim, foi mais perturbador. É tensão do início ao fim, é físico e psicológico e você sua frio junto com a protagonista.

A tragédia do Edifício Joelma é um dos maiores desastres já acontecidos no Brasil com mais de duzentos mortos. Mais de quarenta anos depois ainda vive na memória e assombra a imaginação de muitos. A região toda remonta lendas do período colonial e as atrocidades cometidas contra índios e escravos. Muita dor e sofrimento podem ter feito do local um lugar onde o ódio está preso e o mal acaba se manifestando. Tanto criam nisso que os indígenas nomearam o lugar como Anhangabaú ou, Águas do Mal.

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À Espreita Entrevista: Emivaldo Alves

Emivaldo Alves, autor de “Vidas Que Se Encontram”, fala sobre si e sua carreira em uma entrevista muito legal.

Na última semana publicamos um artigo sobre o livro “Vidas Que Se Encontram” e agora entrevistamos o autor da obra, Emivaldo Alves. Foi um papo muito legal onde ele falou sobre si mesmo, seus projetos e um pouco mais sobre seu livro. Acompanhem!!

Evan – Olá Emivaldo, é um prazer poder conversar contigo. Confesso que fiquei bem intrigado com a premissa do seu livro “Vidas Que Se Encontram”, até curioso de como a história se desenrolaria. Então hoje vamos conhecer você um pouco melhor. Você tem uma carreira bem diversificada, jornalista, fotógrafo, músico e escritor. De tudo isso o que é profissão e o que ainda é hobby?

Emivaldo – Sou jornalista e fotógrafo de formação, entretanto, músico e escritor são puramente hobby, mas ainda sou uma pessoa apaixonada por esportes.

Evan – Também adoro esportes, é quase como um vício (risos). Você pretende tornar os hobbys em profissão futuramente. Tem já algum plano?

Emivaldo – Pretendo sim. Mas ainda não fiz planos.

Evan – Legal, queremos ser avisados quando fizer estes planos, hein! Vamos falar um pouquinho sobre sua carreira de escritor. Quando e por que você decidiu se tornar escritor?

Emivaldo – Tudo começou em Tocantins, minha terra natal em 1980. Desde garoto fui fascinado por poesia, tinha vários cadernos escritos e não levava a coisa muito a sério. Tinha uma professora que pegava no meu pé para que publicasse os escritos, mas a vida sempre nos guarda surpresas, um dia por ironia do destino acabei perdendo tudo.  Quando mudei para Brasília passei por um aprendizado fantástico, como sempre gostei de ler, passei a ser mais crítico quando lia um livro, o nível da escrita e o público ao qual era destinado, isso foi um laboratório e tanto para mim. Resolvi cursar Comunicação Social, o que de fato me deu base para escrita e assim prossegui com o hobby. Confesso que não tinha pretensão em me tornar escritor, mas sabe aquele hobby que a gente tem e de repente chegamos a conclusão: O que vou fazer agora? Então pensei, chegou o momento de publicar.

Evan – Conte um pouco para nós sobre “Vidas que se Encontram” e como foi a concepção da história?

Emivaldo – A história em si é baseada sim num evento catastrófico, o que de fato ocorreu. Tive um amigo que viajou com sua namorada para a Tailândia naquela época, de acordo com seus relatos foi uma experiência desafiadora para ambos. Quando ele me contou seus relatos dramáticos eu pensei: “Essa história é realmente fascinante”. Então decidi escrever o livro, o que não foi uma tarefa fácil, pois tive que jogar toda minha emoção na dramaticidade, e então o autor acaba sofrendo junto com o personagem, foi uma experiência muito rica para mim.

Evan – “Vidas Que Se Encontram” é seu primeiro livro? Você tem outros livros ou escritos?

Emivaldo – Na verdade publicado sim. Mas ao todo são 22 livros escritos, inclusive estou finalizando um denominado: DILEMAS.

Evan – 22 livros? Esperamos ver mais do seu trabalho em breve! Como é sua rotina como repórter do Tribuna Rural?

Emivaldo – Quem almeja trabalhar como jornalista é preciso entender que a maioria das vezes vai ser preciso marcar compromisso e desmarcar, vai ter que trabalhar nos finais de semana, vai sair correndo quando o chefe te liga mesmo estando em casa. Você precisa realmente gostar da coisa, não é uma profissão glamourosa como muito pensam.

Evan – É verdade. Quando vemos o repórter na TV ou lemos suas matérias nos jornais, não fazemos ideia do trabalho que há por trás disso tudo. Fale um pouco sobre seus projetos para o futuro. Podemos esperar mais algum livro para este ou o próximo ano?

Emivaldo – Em 2020 estarei participando de alguns eventos literários pelo Brasil, como a FLIP de Paraty, no Estado do Rio de janeiro e outras mais. Para 2021 estarei lançando um novo livro, ainda não sei por qual selo será lançado.

“Vidas Que Se Encontram” de Emivaldo Alves

Evan – A história narrada em Vidas que se Encontram fala de superação, luta pela sobrevivência e sobre um acidente que quase tirou a vida do protagonista. Você já nos falou sobre a história do seu amigo que inspirou o enredo do livro, mas quanto a você, já passou por algo semelhante, digo, tem algo de autobiográfico misturado com a ficção?

Emivaldo – Quando garoto passei por um drama terrível em minha vida, na verdade creio que cada um de nós já passamos. Em algum momento da história eu levei isso para o personagem, o que me leva a crer que existe sim algo de biográfico junto com a ficção.

Evan – Você tem alguma influência na literatura, um autor em que se inspira, um guru? (Risos).

Emivaldo – Quando garoto lia Monteiro Lobato, José Lins do Rego, Machado de Assim. Mas a verdadeira influência veio através de Gabriel García Marques, Ernest Hemingway e José Saramago.

Evan – Que mensagem você deixaria as pessoas que pretendem seguir a carreira de escritor?

Emivaldo – Primeiramente que você busque o público que quer atingir, isso já um bom começo, depois estar psicologicamente preparado para um mercado em que tal profissional não é valorizado pelas editoras, quem já publicou um livro sabe exatamente do que estou falando, já que estas preferem dar oportunidades para “autores de nome”, e isso deve ser o motor propulsor para que você quebre esses paradigmas. Que você escreva com paixão e emoção para tocar o coração do seu leitor, e que jamais desista do seu sonho, pois, por mais difícil que pareça, você vai chegar lá.

Esta foi nossa conversa com Emivaldo Alves, autor de “Vidas Que Se Encontram”. Espero que vocês tenham curtido da mesma maneira que a gente curtiu. Desejamos ao nosso amigo Emivaldo muito sucesso com este e os próximos livros e esperamos por mais notícias suas em breve. Se você não leu nosso artigo sobre “Vidas Que Se Encontram”, clique aqui.

Um grande abraço da equipe À Espreita.

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Vidas Que Se Encontram – Novos Autores

Uma viagem de férias, planos para toda uma vida, mas o inesperado bate à sua porta e o que era para ser lazer e descanso transforma-se em um terrível pesadelo.

Se você pudesse saber que sua vida mudaria completamente depois de um determinado episódio, o que você faria? Estaria preparado? Tentaria fugir do evento? Na verdade, este tipo de coisa é imprevisível e nunca sabemos o que nos espera na próxima esquina, nem no subsequente minuto de vida.

Vidas Que Se Encontram é o romance lançado pelo escritor tocantinense, radicado em Brasília, Emivaldo Alves, onde podemos encontrar uma história repleta de emoção, superação e autorrealização.

No enredo Tyller Fergison sai em uma viagem de férias. Esperava-se que tudo corresse bem, enfim, férias deve ser sinônimo de descanso, de curtição, de relaxamento, de matar as saudades ou de novas experiências. O acontece à seguir não deixa de ser uma nova experiência, mas aquele tipo de experiência que seria totalmente evitada, se houvesse uma maneira de a prever. Um terrível acidente muda por completo os planos de Tyller e em vez de descanso ele encontra a fadiga, em vez de curtição ele luta para sobreviver.

Longe de casa e sem ter a quem recorrer ou pedir ajuda, o protagonista precisa manter-se vivo a todo custo, agora cercado de privações e dificuldades, pois toda e qualquer tarefa se tornara um grande desafio. Além disso ele precisa administrar o fator psicológico para manter o equilíbrio e conseguir sair daquela situação. Na medida que os dias passam lutar contra a morte torna-se uma tarefa ainda mais árdua.

É neste momento em que parece que a vida de Tyller será abreviada que uma garota cruza seu caminho e consegue levá-lo de volta para sua família. Tendo conseguido sobreviver ao acidente ele agora precisa aprender a conviver com a dor e as marcas que o acidente deixou em sua vida, dar valor à pequenas coisas que antes eram imperceptíveis e abrir portas para novas possibilidades, uma nova maneira de se ver a vida.

Vidas Que Se Encontram nos traz uma reflexão muito interessante sobre o verdadeiro sentido da vida e se há motivos para certas coisas acontecerem ou se tudo não passa de obras do acaso. Vidas Que Se Encontram está disponível para venda no site da Amazon e pode ser baixado em sua versão digital clicando aqui.

Em breve entrevistaremos o escritor Emivaldo Alves, enquanto isso aproveite para conhecer esta história emocionante e cheia de reviravoltas.

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The Witcher – Dos livros à série

Saga do bruxo Geralt de Rívia chega à Netflix no fim deste mês. Conheça sua origem e o que esperar desta série que promete ser um grande sucesso.

Muitos fãs do bruxão estão em polvorosa aguardando o dia 20/12, estreia da nova série da Netflix, “The Witcher“. Seja pelos livros ou pelos games, a história do bruxo caçador de monstros tem uma legião de fãs em todo o mundo e depois da revelação do trailer, estão todos otimistas pois, deve vir coisa muito boa por aí.

Talvez você seja apenas um apreciador de séries, ou um leitor ávido. Quem sabe… um jogador de games compulsivo? Não importa! The Witcher promete meter o pé na porta e surpreender os fãs.

Mas, vamos lá. Você conhece a origem da saga The Witcher? Então, sabendo ou não, vamos dar uma pequena explanada para que você se familiarize com a série.

The Witcher nasceu de um concurso de contos.

Nos anos 80 a revista polonesa Fantastyka, especializada em ficção científica e fantasia abriu um concurso de contos. Um dos participantes foi Andrzej Sapkowski com o conto intitulado “Wiedźmin”, ou em tradução literal, O Bruxo. Andrzej não venceu o concurso, mas mesmo assim, ganhou fãs e continuou escrevendo outros contos sobre as aventuras de Geralt de Rívia e o universo que o cercava. Com o sucesso alcançado com estas primeiras obras, mais livros foram escritos

The Witcher – Capa de o Último Desejo

Na década de 90 estas histórias foram reunidas em duas coletâneas: “O Último Desejo” e “A Espada do Destino.” Em seguida vieram outros livros.

  • O Sangue dos Elfos – 1994
  • Tempo do Desprezo – 1995
  • Batismo de Fogo – 1996
  • A Torre da Andorinha -1997
  • A Senhora do Lago – 1999

O Universo de Geralt de Rívia.

As histórias são ambientas em um mundo medieval que lembra as jornadas épicas de J. R. R. Tolkien com algumas diferenças básicas. Aqui os seres humanos são retratados em sua maioria como pessoas traiçoeiras, corruptas e egoístas. Este mundo também é infestado por diversas criaturas inspiradas pelo rico folclore eslavo, como anões, elfos e muito mais. No entanto, os humanos são novatos neste mundo, habitando-o não mais de 500 anos antes das primeiras aventuras de Geralt. Antigamente este mundo foi colonizado por elfos que vieram de outra dimensão. Quando chegaram, encontraram gnomos e anões e houveram guerras entre eles. Os anões acabaram retirando-se para as montanhas enquanto os elfos ficaram nas planícies e florestas. Quando os humanos chegaram travou-se uma nova guerra da qual os últimos se tornaram vitoriosos e dominantes da maior parte deste mundo. Os, considerados não-humanos, tornam-se cidadãos de segunda classe vivendo em pequenos subúrbios.

O continente é dividido entre Os Reinos do Norte, onde acontecem a maior parte das histórias, o reino ao sul é O Império de Nilfgaard. Ao oriente existem outros lugares como o Deserto de Korath e as Montanhas Flamejantes, mas que ainda são desconhecidas em sua maior parte. Outros países ainda são citados, normalmente em transações comerciais com Os Reinos do Norte.

Por fim, vamos falar do protagonista: Geralt de Rívia. Geralt é um bruxo, termo que dá nome à série. Neste universo bruxos são caçadores de monstros, geneticamente modificados quando jovens, desenvolvendo habilidades sobrenaturais para o propósito de se exterminar ameaças mortais. Os cabelos brancos, que lhe dão o apelido de Lobo Branco é um dos resultados da tal mutação. Sendo um dos últimos bruxos, Geralt é contratado para dar fim à monstros ameaçadores em diversos lugares, agindo como uma espécie de mercenário.

Para o autor, Geralt foi criado justamente para esse propósito, humanos comuns não poderiam realizar a tarefa de matar monstros aqui e acolá:

Sapateiros pobres não matam monstros”, afirmou ao Eurogamer sobre outros contos populares da época. “Soldados e cavaleiros? Geralmente são idiotas. E padres só querem dinheiro e transar com adolescentes. Então quem mata monstros? Profissionais. Você não contrata um aprendiz de sapateiro para fazer seus sapatos, você contrata um profissional. E então eu inventei o profissional para matar monstros.

Geralt de Rívia versão Game

Outros personagens também têm destaque na série como Yannefer e Ciri. A primeira é uma poderosa feiticeira e tem papel importante na trama. Já a jovem Ciri é filha da princesa de Cintra. Ela acaba se tornando protegida de Geralt, mas não se engane, ela é também muito poderosa e uma das personagens mais interessantes deste universo.

Dos livros para as HQ’s e Games

Muitas histórias em quadrinhos foram escritas sobre esse universo contando as aventuras do bruxo Geralt de Rívia, mas foi nos jogos que ele tornou-se mundialmente famoso, introduzindo posteriormente as obras literárias que lhe deram origem. A história retratada nos games data de 30 anos após o último livro, então quem conhece The Witcher apenas pelos games não conhece todo o universo que envolve os personagens e vice-versa.

The Witcher – HQ

The Witcher – A série da Netflix

Não se precisa dizer que as expectativas dos fãs dos livros ou jogos deste universo são altíssimas. Mas não só destes como também da legião de fãs do ator Henry Cavill que interpreta o bruxão na série. O ator britânico ganhou notoriedade ao interpretar o Superman nos filmes “O Homem de Aço”, “Batman v Superman” e “Liga da Justiça”. Tendo agradado o público por seu trabalho interpretando o mais icônico super-herói de todos os tempos, Cavill começou a brigar por papéis mais relevantes e Geralt pode ser reflexo deste sucesso.

Pelo trailer apresentado, tanto Geralt na pele de Cavill, quanto as demais personagens, a ambientação e a história parecem muito fiéis ao que os fãs já estão acostumados. Isso é sempre muito positivo. A série deve seguir os acontecimentos da série literária pelos primeiros livros, então presume-se que será diferente das histórias dos jogos.

Segundo alguns críticos que já assistiram ao primeiro episódio da série, The Witcher vai fazer “Game of Thrones” parecer algo ruim. Exageros à parte, o que se espera da nova série da Netflix é algo de altíssima qualidade, mas isso, só o tempo poderá confirmar.

Segue o trailer da série para você ir se preparando e tirando suas próprias conclusões.

The Witcher – Trailer

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Sob As Luzes de Yule – Coletânea Natalina

Sob As Luzes de Yule apresenta 16 contos de ótimos autores nacionais de forma pouco ortodoxa.

Entramos no último mês do ano. Para a maioria das pessoas é a época favorita do ano, o mês das luzes, das festividades, dos reencontros, de reunir a família, etc. Eu também adoro a época do Natal, parece que há algo diferente no ar. Sem dúvida é uma época mágica, não só pelo que representa, mas também pelos sentimentos que são reavivados conforme o Natal se aproxima.

O Yule

O Yule é uma comemoração do norte da Europa pré-Cristã e era celebrado desde os dias finais de dezembro até o início de janeiro abrangendo o Solstício do Inverno. No hemisfério sul, a mesma celebração era realizada no mês de junho. Na celebração do Yule confeccionavam-se bonecas de milho que eram levadas às casas das pessoas ao som de canções típicas do Yule. Acreditava-se que este ritual atraía bênçãos aos moradores daquela casa. Com o passar do tempo à celebração do Yule foi-se incorporando ao Natal cristão e muitos símbolos da festa ainda são encontrados em nosso Natal tradicional como os pinheiros, as guirlandas e até mesmo as cores: vermelho, verde, dourado e branco. Outra tradição do Yule era a Tora do Yule, onde se faziam três buracos em uma tora e em cada uma delas colocava-se uma vela. Uma vermelha, uma branca e uma preta para simbolizar a deusa tríplice. O tronco era também decorado com azevinho, sempre verde, para simbolizar a união da deusa com o deus. Uma coincidência entre o Yule e a festividade do Natal é que ambos representam o nascimento de uma criança, a Criança da Promessa.

Sob As Luzes de Yule

Com uma proposta um pouco diferente, a Coletânea “Sob As Luzes de Yule” apresenta 16 contos de 14 autores nacionais que abordam o Natal de formas surpreendentes e muito diversificadas. Ficção Científica, Fantasia e o Gótico são explorados dando toques de magia, drama e suspense a esta época do ano que ainda tem uma carga positiva tão envolvente sobre nós até os dias de hoje.

Os Contos abordam a época do Natal e utilizam-se em seus enredos tanto das tradições natalinas cristãs como das pré-cristãs.

A capa intrigante e chamativa, uma obra de arte, é do artista José Neto. A difícil tarefa de reunir e selecionar os contos que fazem parte desta coletânea são as organizadoras Lu Evans, Ale Dossena e Graci Rocha. O prefácio da obra é assinado pelo professor Osvaldo Meza e a revisão da obra é de Valter Cardoso.

Abaixo relacionei os contos que fazem parte da coletânea, bem como seus respectivos autores, responsáveis pela chuva de experiências natalinas que permeiam as linhas de Sob As Luzes de Yule, das mais sublimes às mais horrendas.

  • Uma Jornada Histórica – Rafael Bertozzo Duarte
  • O Milagre de Yule – Julia de Sousa Dias
  • Tão Podre Quanto Eu – Júlia de Sousa Dias
  • Entrega de Natal – Luiz Felipe Vasques
  • A Pequena Heloise – Liana Zilber Vivekananda
  • Genitura – Valter Cardoso
  • O Últimos Presente de Yule – Vagner Abreu
  • A Batalha Antes do Natal – Henrique Duarte
  • Rei Azevinho – Kurousagi Yoyakin
  • Noite de Natal para Castigar – Evan Klug
  • Aventura de Natal – Patrícia Dias
  • Natal Restaurador – Roberto Minadeo
  • O Castelo de Joulupukki – Cristiano Konno
  • Krampusnacht – Lu Evans
  • Alaha – Lu Evans
  • APP PN – Ale Dossena
Sob As Luzes de Yule – “Os Culpados”

Sob As Luzes de Yule está disponível em formato e-book para compra no site da Amazon. Para adquirir o seu basta clicar aqui.

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A Garota da Capa – Novos Autores

A Garota da Capa, o Conto Repaginado – Livro 1 realiza o sonho de todo(a) nerd de maneira criativa e ousada.

Você já imaginou um universo onde os mais diversos personagens da cultura pop interagem em uma grandiosa aventura? Isto abre um leque de possibilidades infinito! Que tal personagens de contos de fadas frequentando escolas de magia, seres míticos adentrando universos de franquias consagradas do cinema? Personagens que fizeram história nas telas do cinema ou TV participando juntos, adentrando cenas ou se enfrentando. O mais legal de tudo isso são as sutis mudanças nos nomes de personagens e lugares, tudo para atiçar sua perspicácia em caçar referências.

Sim, ele existe e se chama Universo DG30. É a obra do autor Douglas Rufino, que depois da paródia “Rua Nova”, vem com uma continuação ainda mais ousada, A Garota da Capa, o Conto Repaginado – Livro 1. Pelo título seus instintos de caçador de referências devem estar apitando. Trata-se dela mesma, nossa Chapeuzinho Vermelho. Mas, não pense que você já conhece a história, como o subtítulo deixa claro, o conto foi repaginado… e repaginado aqui, quer dizer mudanças drásticas, mirabolantes e universos colidindo.

Quem já leu a obra anterior de Douglas Rufino, “Rua Nova”, pode ter uma ideia ao que me refiro e é claro, se a saga Crepúsculo não é mais a base desta paródia, muitos dos personagens oriundos desse universo ainda estão bem presentes nesta nova aventura. Na verdade, esta nova história passa-se 20 anos depois dos ocorridos em “Rua Nova”. Pois bem, A Garota da Capa, o Conto Repaginado – Livro 1 é apenas mais uma parte deste universo em constante expansão. Esta aventura traz novos rostos, origens e rumos aos personagens de contos de fadas e também trazem a descoberta de um passado distante e oculto.

Batalhas épicas, magia, cenas de ação (com ou sem slow-motion), e muitas… muitas referências. Rosanne Redine, é a protagonista, nossa já tarimbada Chapeuzinho Vermelho. Mas, uma coisa que gostei muito nessa personagem foram algumas mudanças realizadas pelo autor, como sua etnia. Diferente da Chapeuzinho tradicional, aqui ela é uma jovem negra e descolada. Confesso que ela me lembrou um pouco a caracterização da personagem Estelar na série live-action dos Titãs. Além disso ela é uma jovem comum que assim como muitas outras pessoas, questiona seu lugar no mundo e a realidade onde vive.

Devido à um grave acidente no laboratório da escola em que estuda que culminou com o desaparecimento de um professor, Rosanne e seus amigos começam a investigar os estranhos acontecimentos que se sucedem. As investigações são recheadas de diálogos que enchem a trama com muito mais suspense que seu antecessor e seu desfecho… abre ainda muitas outras possibilidades. É só o que posso dizer, acrescentando que o final fica aberto e o autor já está trabalhando na sequência.

As cenas de ação acontecem sempre em velocidade, você tem a sensação de que se piscar, vai perder algo. Sim, tem mortes, sangue, heroísmo e uma nova descoberta a cada capítulo. Tudo que os contos de fadas requerem com o adicional de não se saber o que esperar ou quem você vai encontrar no próximo parágrafo.

Não se preocupe com as “viagens” dessa trama. Os elementos clássicos também estão presentes. Tem uma vovó, uma casa na floresta. A Saga Crepúsculo ainda entrega o garoto vampiro e o musculoso menino lobo. Tudo está lá. A graça está em ver como esses dois universos coexistem e como os demais vão adentrar na história. O que mais posso dizer? Melhor parar por aqui, pois minha língua, ou melhor, meus dedos estão loucos para entregar “spoilers”. Então apenas… “Lerigou!”

Book Trailer – A Garota da Capa

Se você ainda não conhece o Universo DG30, recomendo que inicie por “Rua Nova”.

Rua Nova – A Saga Que Músculo

Para ler A Garota da Capa, o Conto Repaginado – Livro 1, disponível gratuitamente no Wattpad, clique aqui.

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Rua Nova – A Saga Que Músculo – Novos Autores

Paródia da Saga Crepúsculo e outros sucessos do cinema ganha as páginas de divertida história non-sense.

De Todo Mundo em Pânico à Os Vampiros que se mordam, de Top Gung à S.O.S. Tem um Louco Solto no Espaço. Sempre foi divertido dar gargalhadas assistindo às mais hilárias paródias sobre filmes hollywoodianos.

O autor Douglas Rufino criou um universo onde pode-se compartilhar personagens e as mais mirabolantes situações de diversos filmes famosos em uma única cena e assim por diante.

Rua Nova é o primeiro livro de uma série que promete estourar seus miolos com tantas referências. Como o próprio nome da obra já deixa a dica, este universo tem como base a Saga Crepúsculo, mas listando algumas das referências, personagens, situações e a própria narrativa que transforma tudo em um gigante non-sense, posso citar algumas:

  • A Origem
  • Transformers
  • Mad Max
  • Batman v Superman
  • Blade, o Caçador de Vampiros
  • Vingadores
  • Matrix

E muito mais.

Como a ideia principal encontra-se em Crepúsculo nossa protagonista não poderia ser ninguém nada mais, nada menos que Bella… ou melhor, Ella Zwan. Aliás, toda a narrativa da história é feita por ela. Nesta paródia a jovem que parece sempre estar sob o efeito de sedativos e alucinógenos, parte em busca de seu amado Etward Bullen, o pálido vampiro marmorizado que brilha ao sol. Também temos, a todo instante na trama, a aparição (das mais variadas e desvairadas formas) de Calientob Black, o jovem musculoso e descamisado que transforma-se em lobo.

À partir daí Ella, com toda sua falta de expressão facial, fará de tudo para reencontrar seu grande amor que deixou-a e seguiu para a Itália. Ela terá a ajuda, além do jovem e corpulento lobisomem, também de sua cunhada, Alince e mais uma gama de personagens quase infinitos, saídos das mais diversas produções cinematográficas.

Outra constante nesta absurda obra, são as referências à tecnologia recente, desde redes sociais à marcas e modelos de aparelhos celular.

Outra coisa que você precisa entender para não se perder na história e aproveitar o maior número de easter-eggs e referências possíveis, é que a todo momento a cena muda, como se Ella despertasse dentro de um novo sonho sempre (O que também é uma referência, fique ligado). Isso acontece o tempo todo, então não se preocupe, você estará entendendo certo. Os mais desatentos podem se perder. É assim que funciona!

O mais legal de toda a história é realmente sair caçando todas as referências possíveis. Elas estão lá, o tempo todo, esperando para serem descobertas.

Tenho um amigo, que como eu, adora tudo isso.

Rua Nova, encontra-se disponível gratuitamente no Wattpad e você pode embarcar nessa aventura muito louca clicando aqui.

Sinopse:

Enquanto inconscientemente se torna a razão da libido de seu melhor amigo Calientob Black; que por sua vez sente cada vez mais saudades do que eles ainda não viveram, Ella Zwan tem uma desagradável surpresa; quando seu namorado Etward Bullen vai embora para algum lugar misterioso da Itália, se despedindo apenas pelo Twitter. No entanto; isso não ocorre apenas nas redes sociais: todos os familiares dele também somem da mansão onde moram, no coração da floresta que cerca a pacata cidade de Enforks. Ainda arrasada com tudo o que houve, Ella descobre que terá de correr contra o tempo, pois graças a uma terrível mentira contada por Calientob, durante uma ligação misteriosa e de longa distância, Etward passa a acreditar, que realmente foi trocado por um famoso caçador de vampiros cinematográfico. Contando com a ajuda de amigos improváveis; Ella precisa impedí-lo de cometer um erro terrível, enquanto um fantasma do passado surge à espreita, para espalhar o caos.

O autor já prepara a continuação, Elipse, com ainda muitas loucuras e referências, então corre lá no Wattpad para acompanhar.

Rua Nova – Book trailer

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10 Dicas de Livros para o Halloween – O Velho de Morganville.

Finalmente chegamos ao Halloween, Dia do Saci, Dia das Bruxas, etc. A indicação de hoje é um Suspense de tirar o fôlego.

Sim, vou puxar a sardinha para minha brasa, afinal, o que será do escritor se não souber “vender” seu trabalho e sua imagem.

Evan Klug é escritor, roteirista, e editor no blog À Espreita. Embora sempre esteja envolvido em algum projeto mais relacionado à comédia, quando o assunto é escrever… algo acontece e as trevas tomam conta da sua mente.

Autor do livro “Olhos Vermelhos” e de contos como “Minha Pequena Fantasma” e “A Porta Trancada”, Evan Klug também é participante de várias antologias, inclusive poéticas. Além de ter obras disponíveis na Amazon, também disponibiliza seus escritos em plataformas gratuitas como Wattpad e Sweek.

A dica de hoje é o Conto “O Velho de Morganville“, já premiado diversas vezes como melhor conto ou melhor conto de terror. A história tem uma pegada policial, embora não envolva a polícia diretamente, mas há toda uma investigação realizada pelo padre Mitchell. Além do padre, na trama, há um condenado à morte aguardando sua execução, um massacre acontecido em uma fazenda e um personagem estranho que está no meio de toda a história: O Velho de Morganville.

Se você gosta de investigação, suspense, terror e sobrenatural, tudo alinhado com um ótimo enredo, O Velho de Morganville foi feito para você.

Sinopse:

“O jovem padre Mithell vai ouvir a confissão de um condenado à câmara de gás. O último desejo deste condenado é que o padre acredite na sua história. Diante de um relato tão surpreendente, Mitchell resolve investigar… e o que ele descobre irá mudar todo o seu futuro.”

Para baixar seu exemplar de O Velho de Morganville, clique aqui.

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10 Dicas de Livros para o Halloween – Nas Sombras do Horror

Na véspera do Halloween liberamos nossa penúltima dica de livros do gênero terror e suspense para você deliciar-se neste dia 31.

Pris Magalhães e Ivan Campelo trazem à luz essa obra de terror, lançada agora, apenas 4 dias antes do Halloween.

Nas Sombras do Horror é um livro de contos que promete trazer o que há de pior na mente do ser humano, mesclado ao terror físico que ele mesmo pode vir a cometer.

Os contos trazem a inquietante premissa que questiona: O que separa humanos de monstros?

Pris Magalhães e Ivan Campelo não são iniciantes quando se fala de suspense e terror, ambos têm livros e contos publicados com essa temática e sabem o que estão fazendo. Fica aqui o nosso convite para conhecer esta obra e saber mais sobre o que se passa nas profundezas das mentes sombrias de seus autores.

Nós curtimos a ideia do livro e o indicamos para que você conheça Nas Sobras do Horror.

“A loucura sempre foi inerente aos seres humanos, mantendo-se na parte obscura do subconsciente, mas abrir a porta e deixá-la dominar seus instintos é o que os separa dos monstros.
Porém, e quando os monstros saem do imaginário e tomam forma?
O que é humano e o que é sobrenatural se misturam nesses contos de puro terror, levando o leitor a suspeitar de tudo à sua volta.
Até que ponto você consegue ir com sua curiosidade?
O que o separa dos Monstros?”

Para adquirir o seu exemplar é só clicar aqui.

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10 Dicas de Livros para o Halloween – Numezu

Com o Dia das Bruxas se aproximando nossa dica de hoje é um livro que ainda encontra-se em pré-venda, quentinho das fornalhas do inferno.

Jorge Alexandre Moreira é autor de livros e contos de terror, já tendo participado de diversas antologias do gênero. Seu romance de estreia “Escuridão” foi considerado por alguns sites especializados como um dos melhores livros de terror já lançados no Brasil.

O autor está lançando agora sua nova obra de terror, Numezu. O livro está em pré-venda no site da Monomito Editorial.

Conheça Numezu:

É a última chance para Laura e Raoul. Mentiras, drogas e traição arrastaram seu casamento ladeira abaixo e esse casal de brasileiros aposta suas últimas fichas em férias no sul da França. Os dois isolados em um belo veleiro, em um lugar de sonho, com boa comida e boa bebida. Um dia Raoul volta de um mergulho trazendo uma estranha e antiga estátua – uma figura monstruosa, com detalhes apagados pelo tempo. A imagem de um ser esquecido, aprisionado por uma terrível maldição. Sob sua influência, para desespero de Laura, Raoul se transforma em um louco depravado sedento de sangue.

Enquanto isso, em terra, Gaspard, um jovem francês, foge desesperadamente de seus próprios demônios. Agora, por destino ou acaso, os caminhos de todos eles estão prestes a se cruzarem. As consequências serão aterrorizantes.

Ficou curioso assim como nós? Clique aqui e adquira seu exemplar de Numezu.

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10 Dicas de Livros para o Halloween – Horror na Colina de Darrington

Nossa sexta indicação de livros para você conhecer até o Halloween migrou do Wattpad para as prateleiras das grandes livrarias.

Marcus Barcelos, carioca, jornalista, amante dos esportes e da literatura, tem como influências Stephen King, H. P. Lovecraft e Edgar Allan Poe. Embaixador do Wattpad no Brasil, ele é um caso de sucesso de autor amador que publicava suas histórias em plataformas gratuitas e que alcançou notoriedade em uma grande editora.

A dica de hoje é Horror na Colina de Darrington. A história teve tanto sucesso que já tem um sucessor publicado, Dança da Escuridão.

Em 2004, Benjamin Simons deixa o orfanato em que viveu desde a infância para ajudar alguns parentes num momento difícil. No entanto, certa madrugada, a tranquilidade da colina de Darrington é interrompida por um estranho pesadelo, que vai tomando formas reais a cada minuto. Logo, Ben descobre-se preso numa casa que abriga mistérios e parece próxima do inferno. Dez anos depois, Ben decide contar tudo o que viveu, desvendando uma conspiração capaz de destruir até a sua própria sanidade. Onde termina o inferno e começa a realidade?

Curtiu a dica de hoje? Você pode adquirir seu exemplar de Horror na Colina de Darrington clicando aqui.

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10 Dicas de Livros para o Halloween – Elise e o Silêncio da Morte

Entrando na semana do Halloween nossa dica é um suspense psicológico cheio de mistérios.

Patrick Correa, autor de obras como Elise e o Silêncio da Morte e O Rosemberg, este gaúcho de Porto Alegre vem despontando no cenário do suspense nacional, trazendo sempre as narrativas que procuram sempre mostrar o lado poético da escuridão.

Nossa dica de hoje é Elise e o Silêncio da Morte.

Elise e o Silêncio da Morte – Patrick Correa

Vincent Hüller queria escapar de sua vida monótona dentro de seu próprio apartamento e de sua rotina diária, mas quando se encontrou em um paradoxo entre a realidade e a ilusão, soube que sua vida nunca mais seria a mesma. Nas sombras, Vincent segue os passos de Elise até o centro de um abismo de dúvidas e um passado manchado de horrores, mas que guarda um grandioso segredo. À beira da loucura, tentando de todas as formas manter sua sanidade para seguir até o fim o rastro de pistas que Elise deixa pelo caminho, ele consegue chegar ao centro de onde tudo emerge, descobrindo a origem dos fatos inquietantes que perturbam sua mente e revelando segredos do passado que pareciam apagados. Por trás de qual porta estará o perigo? Por trás de qual mentira estará a verdade? A porta aberta é um convite, a decisão de entrar é por conta e risco de cada um.

Gostou da nossa dica de hoje? Curta e comente aí o que você achou.

Para adquirir seu exemplar de Elise e o Silêncio da Morte, basta clicar aqui.

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10 Dicas de Livros para o Halloween – Museu do Crime

Faltando poucos dias para o Halloween, indicamos mais uma obra que merece muito ser conhecida, Museu do Crime.

Tito Prates é escritor de romances policiais, mistério e terror com contos publicados em mais de 25 antologias, alguns premiados. Possui também livros na Amazon e da biografia autorizada pelo neto da escritora Agatha Christie From My Heart, além de outros livros sobre a mesma. É Embaixador Brasileiro de Agatha Christie desde 2014 e Presidente da ABERST – Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror. Formado no curso de Editor de Textos da LabPub, ministrado por Pedro Almeida e Alessandra Ruiz. Editor das antologias Numa Floresta Maldita, Presentes Perigosos, O Melhor do Crime Nacional e outras.

A indicação de hoje é Museu do Crime, uma obra-de-arte do autor.

Uma série de mortes, até então desconectadas, começa a assombrar os moradores de São Paulo. Em todas elas o assassino deixa sua marca: a unha do dedinho do pé pintada de rosa. O delegado Meireles e sua equipe de investigadores se empenham em desvendar o mistério por trás dessas mortes horrendas e descobrem que lidam com um serial killer copycat e que a resposta à pergunta “quem será a próxima vítima?” Pode estar no Museu do Crime!

Agora a polícia enfrenta o relógio e sua limitação de recursos para tentar descobrir a identidade do assassino e impedi-lo de causar mais mortes e terror na sociedade, enquanto uma trama cheia de mistérios vem à tona e Tito Prates te convida a desvendá-la.

Para adquirir seu exemplar de Museu do Crime, clique aqui.

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10 Dicas de Livros para o Halloween – A Vila dos Pecados

Restando menos de uma semana para o Halloween liberamos a quarta dica de livros para você curtir até o Dia das Bruxas!

Soraya Abuchaim já é uma grande conhecida aqui do blog e de toda galera que curte um bom terror. Recentemente publicamos uma entrevista com ela aqui. Se você perdeu é só clicar aqui.

A dica de hoje é do Livro A Vila dos Pecados.

Final do século XIX. Enquanto o mundo passa por transformações importantes, existe uma vila inóspita, que vive à margem da civilização e que tem as suas próprias e estranhas leis.Lendas escuras a rondam e histórias macabras sobre Ponta Poente povoam o imaginário popular.

Quando o padre Alfonso Anes, um exemplo vivo de amor e resignação, chega à vila para substituir o seu antecessor, depara-se com segredos que o farão duvidar da própria sanidade, e uma onda de mortes trará o caos para aquele lugar ermo.

Quem estará a salvo? Serão estes segredos o fim de quem os esconde? O que esse universo tenebroso revelará para o mundo? Um suspense sinistro, que envolverá completamente o leitor e o levará a compartilhar dos segredos da Vila dos Pecados.

Curtiu a dica? Comenta aí!

Para adquirir seu exemplar de A Vila dos Pecados é só clicar aqui.

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10 Dicas de Livros para o Halloween – O Vale dos Mortos

Faltam 8 dias para o tenebroso e divertido Dia das Bruxas. Então hoje liberamos a terceira dica de livro para você curtir esta data.

Rodrigo de Oliveira é figurinha carimbada no cenário do terror e suspense nacional. Ele é autor do conjunto de obras que compõe “As Crônicas dos Mortos” e também do livro “Filhos da Tempestade”.

Hoje a dica fica por conta da saga de zumbis de “As Crônicas dos Mortos”, focando no primeiro livro: ” O Vale dos Mortos“.

Estamos em 2017 … Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…

Uma profecia esquecida do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…

“Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta são acometidas por uma estranha doença… E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9:2-6.

Então um grupo luta por sobreviver num mundo dominado pelo mal.
Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa órbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para restabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo. Uma história com muita ação, suspense, que vai deixar você eletrizado.

O Vale dos Mortos – Edição colombiana

O Vale dos Mortos estará, em breve, sendo publicado também na Colômbia.

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À Espreita Entrevista – Benedito C. G. de Lima, o Poeta Trovador do Pantanal.

Conheça o poeta, compositor, educador e incentivador da arte que colocou Corumbá no mapa da literatura brasileira.

Benedito Carlos Gonçalves de Lima é o que se pode chamar de “raiz”, poeta raiz, escritor raiz, professor raiz. É um pioneiro. Vindo de uma família humilde o garoto Benedito se transformou em um prodígio da literatura. Mesmo longe dos grandes centros, ele se destacou em tudo que fez. Poeta, escritor, compositor, ativista cultural e do movimento negro, professor, criador de entidades e movimentos culturais.

Eu tive o prazer de conhecer e entrevistar Benedito C. G. de Lima. Confesso que para mim foi uma honra, uma realização, entrevistar um dos pioneiros do ativismo cultural em nosso país. Espero que vocês curtam tanto quanto eu.

Evan – Desde muito jovem o senhor, como muitos brasileiros, passou por muitas dificuldades e privações na infância em Corumbá. Mesmo com muitos afazeres para ajudar a família, a sua paixão pelos livros começou cedo. Como isso aconteceu?

Benedito – Comecei cedo a escrever por estímulo de uma professora, a Eubéa Senna de Almeida, que nos fazia ler e escrever diariamente na Escola Reunidas Estrella do Oriente. A leitura era feita com impostação de voz, postura correta e em pé. E as Redações seguiam um padrão, via contemplar as Gravuras no Flanelógrafo e desenvolver o texto.

Evan – Ainda no período estudantil participou de jornais escolares. Como foi essa experiência? Isso influenciou para que o senhor se tornasse um poeta?

Benedito – No período estudantil, nos idos setenta/oitenta, os Jornais Alternativos mimeografados ou mesmo impressos eram feitos pelos alunos. E nestes jornais havia farta produção de poemas, crônicas e resumos de livros. Todo mundo procurava se primar na escrita, graças às revisões dos colegas que tinham maior domínio de gramática etc. Havia jornais em todas as Escolas. Cheguei a fundar o jornal O NOTURNO, quando frequentava o ginásio de noite. E, já na Escola Técnica de Comércio de Corumbá, criei o CORREIO ESTUDANTIL. Como eu já estava no Ensino Médio, consegui uma brecha num dos jornais da cidade, o Folha da Tarde e comecei a escrever uma coluna literária sobre o movimento cultural.

Evan – O senhor teve músicas de sua autoria que participaram de festivais, sendo interpretadas por cantores da época. Conte para nós como foi isso, e de onde veio seu interesse pela música?

Benedito – A música sempre esteve presente em minha vida, minhas irmãs afetivas tocavam piano e acordeão. E eu ficava a ouvi-las nos exercícios. De repente, num estalo comecei a compor. E apareceu um Concurso em Homenagem ao Centenário da Tomada da Vila de Corumbá. Foi a minha oportunidade. Fiz uma composição e convidei o cantor-mirim Tadeu Vicente Atagiba. Recebi menção honrosa. Mas valeu. Nos anos seguintes eclodiram os Festivais em São Paulo e no Rio, Corumbá não ficou atrás e muitos festivais surgiram. Participei de todos como letrista, compositor e até interprete. E como sempre me preocupava com a qualidade da letra, da música e da interpretação, escolhia pessoas certas para desenvolverem essa parte. Daí logrei sair no primeiro festival com menção honrosa, a minha intérprete, melhor intérprete: Norma Atagiba. No ano seguinte vem o Festival da Música Jovem e lá eu e muitos parceiros entramos com toda força. Eu já estava no Quartel na Banda de Música, tocava pratos e aprendia clarinete, sax. Classifiquei em segundo lugar, terceiro lugar, melhor letra, a minha intérprete, segunda melhor intérprete. Foi a maior emoção da minha vida, ver o ginásio completamente lotado, umas três mil pessoas, cantando o refrão da minha composição: Corumbá Cidade Branca.

Evan – O senhor é criador de alguns movimentos e instituições literárias como a ALEC. O que você pode nos contar sobre a ALEC?

Benedito – A primeira entidade cultural que eu e os amigos criamos foi a Escola Poética Castro Alves, depois a PEC (Poetas Estudantis de Corumbá) e mais tarde, o Grupo ALEC  (Arte Literária Estudantil de Corumbá) que se transformou em Academia de Literatura e Estudos de Corumbá. ALEC foi fundada em 07 de Janeiro de 1972. Praticamente, esta organização cultural liderou e deu origem a todas as entidades culturais. Lançamos livros, organizamos festivais, exposições de artes plásticas, festivais de músicas, festivais de teatro, torneios escolares, mini copa estudantil, mini maratona internacional.

Evan – Pode nos contar um pouco sobre o que foram os projetos “Labirinto Silábico” e “Bingo da Integração”?

Benedito – LABIRINTO SILÁBICO surgiu ante uma situação inusitada. Eu já professor da Rede, todavia, nunca havia lecionado nas séries iniciais, sempre no Ensino Médio ou Ensino Fundamental. Assim que eu fizera um concurso público, sendo aprovado em segundo lugar, fui designado para a Escola Estadual Maria Helena Albaneze e lá a diretora me manda para a Primeira Série (Alfabetização). Eu não sabia nada de prático nessa área. Somente crianças de 7 e 8 anos. E eu perguntei à diretora o que iria fazer. Ela me respondeu: Se vira! Você foi um dos melhores no Concurso. Não esquentei, fiquei imaginando como sair dessa enrascada. Aí como de um lampejo veio a ideia de criar um Jogo para a alfabetização e outras matérias. Baseado no famoso Labirinto grego. As crianças adoraram. Em pouco tempo já estavam lendo. Registrei a experiência e encaminhei para a Revista Nova Escola. E não é que publicaram? Foi um alvoroço na Sala dos Professores. Havia ali, só catedráticos, feras de anos de magistério. Um ano após fiz um outro Concurso Público e me classifico novamente em segundo lugar, mas na Prova de Títulos não apresentei Documentação para pontuar, desci ao terceiro lugar. Então assumi posse na Escola Octacilio Faustimo da Silva. Então surgiu uma Feira Estadual de Ciências. A direção me escolhe para montar um projeto. Fi-lo e coloquei-o na disputa na referida feira. Classificamos em Primeiro lugar com o BINGO DA INTEGRAÇÃO, o mesmo princípio dos bingos, só que integrando todas as disciplinas. Desta feira foi feita uma disputa a nível estadual. Em seguida o Estado do MS criou um Edital de Seleção de Projetos Educacionais e entre os cem selecionados eu passei com o Projeto ALFABETIZANDO LUDICAMENTE, essencialmente voltado para alfabetização além do valor mensal de meio salário para compra de material. Com a entrada do PT no governo, veio aquele discurso de que ao invés de se contemplar apenas 100 professores com Prêmio, iriam melhorar o salário. O que houve foi um achatamento. Suspenderam a bolsa de todo mundo e pararam os projetos.

Evan – O senhor já participou e organizou dezenas de coletâneas poéticas. Você pode citar algumas para nós e se você tem alguma preferida? Existe algum lugar onde elas possam ser adquiridas?

Benedito C. G. de Lima e a antologia Poeta do Café Literário

Benedito – Tive a oportunidade de organizar inúmeras Antologias: A Nossa Mensagem, Impacto Jovem, Ainda Nascem Flores, Poetas do Pantanal, Poetas do Café Literário, Passa na Praça que a Arte te Abraça. Todavia considero a mais importante a A NOSSA MENSAGEM (1972), pois foi a primeira dentre todas que organizei. O marco inicial de tudo. Alguns dos títulos podem ser encontrados na Banca de Revistas do Natércio, em Corumbá – MS.

Evan – Todo trovador é um poeta, mas nem todo poeta é um trovador. Em um país tão grande quanto o nosso e de uma cultura tão rica e diversificada, às vezes, deixamos de conhecer o significado de alguma expressão pertinente à nossa própria cultura. Indo direto à fonte, gostaríamos que o Poeta Trovador Benedito Carlos Gonçalves de Lima nos explicasse o que é poema em trovas.

Antologia Passa na Praça que a Arte te Abraça

Benedito – Na verdade a trova é um poema sintetizado em quatro versos, por isso, nem todo Poeta é Trovador, quando todo Trovador, no fundo, é um Poeta.

Evan – Conte-nos um pouco sobre o projeto “Passa na Praça que a Arte te Abraça”.

Benedito – O Projeto Passa na Praça que a Arte te Abraça, surgiu da necessidade de ocupar os outros espaços, começamos com a Praça da Independência que é bem central, todo mundo que vem ao centro tem que atravessá-la. A princípio foi numa das calçadas que eu, Leninha Dutra e Jamil Canavarros estendemos um tecido no solo e colocamos Livros, puxamos um Varal de Poesia e de Telas. Isso era feita uma vez por mês, sempre no segundo sábado a partir das 9 hs. Com o despertar do interesse do povo, passamos a fazer todos os sábados. Hoje temos Torneios de Xadrez, Damas, Aeróbica, Capoeira, Dança de Rua, Slam, Livros & Revistas no Banco da Praça, Oficina de Stêncil, Artesanato. Existem ideias semelhantes em outras cidades do Brasil, em Minas e até no Nordeste.

Evan – O senhor está envolvido em mais algum projeto literário no momento? O que podemos esperara do poeta trovador para um futuro próximo?

Benedito – São tantas as ideias que fui me esquecendo do projeto de Contação de Histórias, que iniciei nas Escolas e que se transformou na SEGUNDA-FEIRA FANTASIA DE PRIMEIRA, quando eu ia todas as segundas nas outras escolas contar histórias autorais. E a prática disso resultou em participar do Culturas Populares do MinC em 2017, onde concorri fazendo a maior pontuação dentre mais de três mil projetos de todo o Brasil. Fiz CEM PONTOS e recebi o Título de MESTRE DOS SABERES. Estou sempre às voltas com projetos e justamente agora que conseguimos a SALA DO POETA no Museu de Memória de Dr. Gaby será o BATE PAPO COM OS ESCRITORES. Todas as terças e quintas de manhã, para estudantes, professores e outros. Também sou fundador do Movimento Negro, existe até um Painel lá no Museu de História do Pantanal, com minha foto e biografia estampadas na Sala da Memória do Negro em Corumbá.

Poeta Benedito recebendo uma de suas várias condecorações

Evan – Como o senhor mesmo já comentou, em 2017 o senhor recebeu o título de “Mestre dos Saberes” através do Minc. Como foi receber este reconhecimento depois de tantos anos dedicados à cultura e o que isso significou para você?

Benedito – Essa premiação, tem um significado maior, em que pese ter ganho medalhas, troféus, comendas, etc, nesse andar da carruagem desde os meus dez anos de idade. Primeiro porque foi algo a nível nacional, onde um ativista cultural negro conseguiu se destacar. Segundo porque sou um exemplo de resistência, vindo de onde eu vim, criado sem pai, tendo apenas a mãe cozinheira que morava de favor na casa de uma família abastada que nos acolheu dando carinho, educação, respeito e dignidade.

Evan – Sempre que o senhor tem a oportunidade de criticar o descaso político com a arte e a cultura em nosso país, o senhor o faz. Que mensagem gostaria de deixar para as autoridades que detém o poder do investimento, para a iniciativa privada, que poderia ajudar mais com investimentos em cultura e também para nós, meros consumidores da arte, cultura e saber popular?

Benedito – Aprendi durante toda a minha trajetória que não se deve desistir dos seus sonhos. Em vista disso, compete a quem tem um dom, uma Arte, lutar por esta. Acreditar nela. Lutar por ela. Essa firmeza de convicção lhe garante o respeito dos entes, autoridades e os pares. A sociedade em seu todo precisa da Cultura. A Cultura não pode ficar petrificada, cristalizada a cadinho ideológico, ela é livre e pertence a todos. Investir em Cultura acoplada à Educação, resultará em algo positivo, um bem duradouro.

Espero que vocês tenham apreciado a oportunidade de conhecer uma figura tão inspiradora como a do nosso poeta Benedito C. G. de Lima. Muito provavelmente, a não ser que seja da região, você não terá a oportunidade de ir até a banca do Natércio para adquirir um exemplar das antologias organizadas pelo nosso poeta pantaneiro. Então, não só como mais uma entrevista, o blog À Espreita, gostaria de homenagear Benedito C. G. de Lima disponibilizando alguns de seus versos.



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10 Dicas de Livros para o Halloween – Sombrio

Faltando 9 dias para o Halloween ou Dia do Saci, como preferirem, liberamos a segunda dica de livros para curtir essa data.

Rafael Bertozzo Duarte é engenheiro aeronáutico, empresário, formado também em Letras, escritor, revisor e professor. O autor também é membro do NLCAC – Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro.

Sombrio é um livro de contos e a exemplo da dica de ontem, a vantagem de um livro de contos é poder começar e terminar uma determinada história em apenas alguns minutos despendidos na leitura.

Sombrio possui um total de 7 contos sombrios, nem todos necessariamente aterrorizantes, mas certamente perturbadores, como uma pedra atirada na água, que cria ondas para perturbar a calmaria e gerar movimento. Neste livro há histórias de lugares proibidos, monstros sádicos, gatos amaldiçoados, crianças transparentes, imortalidade, anjos rebeldes e pesadelos recorrentes. Você conhecerá desde uma singela e misteriosa cidade a meio caminho da eternidade até uma angustiante história sobre seres cósmicos devoradores de mentes. Não há como terminar de ler este livro e continuar a ser a mesma pessoa depois que suas palavras tocarem o lado mais sombrio e misterioso de cada leitor. Mergulhe nesta aventura e só pare quando todas as sombras se tiverem dissipado.

Espero que tenham gostado da dica de hoje tanto quanto nós. Para adquirir o seu exemplar de Sombrio, clique aqui ou entre em contato direto com o autor. https://www.facebook.com/rafaelbertozzoduarte

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10 Dicas de Livros para o Halloween – O Cordel de Sangue

Faltando 10 dias para o famigerado Halloween ou Dia do Saci, nós vamos indicar a cada dia 1 livro para você preparar-se para a data.

Aislan Coulter, escritor paulista de terror, presenteia-nos com uma coletânea de contos de terror que nós, aqui do À Espreita, curtimos muito. É uma ótima pedida para quem não quer encarar uma leitura muito longa. São várias histórias de narrativa curta onde você pode saber como termina aquela história e depois partir para a seguinte, se desejar. Se o tempo for curto, você deixa a próxima para ler no dia seguinte. É prático e você não fica naquela tensão de ter que parar sem saber como termina.

Agora, contanto um pouco do que encontrar nas páginas de “O Cordel de Sangue“, trata-se uma antologia de contos, como eu já comentei, ambientada no Sertão dos cangaceiros. As narrativas seguem a partir da morte de Lampião e seu bando. As onze histórias trazem o melhor do horror gore. Tripas caindo, crânios estourando – feito laranjas lançadas contra um muro -, lobisomens pisoteando vísceras, vampiros abocanhando pescoços, pactos em encruzilhadas, seres do folclore brasileiro, prostíbulos cheios de doenças, violadores de sepulturas.

E aí, curtiu a dica?

Você pode ler O Cordel de Sangue gratuitamente no Wattpad, basta clicar aqui.

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À Espreita Entrevista: Soraya Abuchaim

Escritora fala sobre sua carreira e seus planos para o futuro, as adversidades que os autores brasileiros enfrentam e muito mais.

Conhecida pelo suspense de suas obras, Soraya Abuchaim não dispensa uma boa história com sangue, não pensa duas vezes para matar um personagem e não esconde sua paixão por Stephen King. Afinal, quem não curte o mestre do terror, não é mesmo?

Tive a oportunidade de conversar com a autora e falar sobre o início da sua carreira como escritora, suas obras e seus projetos futuros. Então, não perca nada e acompanhe essa entrevista super interessante e descontraída com a nossa Dark Queen.

Evan – Primeiramente, obrigado por falar conosco, é uma grande honra para nós poder nos conceder uma exclusiva (risos). Você começou escrevendo contos em seu próprio blog. Como foi esse início e o que te levou a levar a escrita à um novo patamar, como escritora?

Soraya – Meu blog era literário, eu sempre amei ler, era a aluna que só tirava 10 em redação, inclusive, nunca falei isso em público, mas fiz o ENEM nas primeiras edições, e minha nota foi tão boa, especialmente redação, que tinha grande peso, que entrei na faculdade sem prestar vestibular (risos), mas não achava que escrever era para mim. No blog, entre uma resenha e outra, comecei a postar alguns contos curtos, bem amadores mesmo, para não deixar o blog ocioso, já que eu era a única colaboradora dele. E deu certo, aos poucos, as pessoas foram me motivando a escrever mais, me dando retorno de que gostavam dos meus escritos, que eram basicamente, motivacionais e de reflexão. Eu tinha parceria com a editora Andross, eles mandavam as ações para meu blog divulgar, e foi quando vi uma antologia chamada Horas Sombrias, que abriria suas inscrições. Resolvi arriscar e escrevi o conto O Vizinho Suspeito, que hoje está disponível na Amazon. O resultado foi tão bom que eu me tornei mais audaciosa e comecei a escrever histórias mais longas. Foi então que surgiu o thriller Até eu te possuir, e eu não parei mais, exceto nos meus meses “sabáticos”, mas isso é assunto para outro momento (risos).

Evan – Seu primeiro livro foi o suspense “Até Eu Te Possuir”. O sucesso veio e o livro já tem até uma versão em inglês. Para quem ainda não conhece, o que você pode falar do seu primeiro sucesso e como foi concebido?

Soraya – Ops, acho que meio que já respondi na pergunta anterior (risos). Mas essa história surgiu de uma forma engraçada, porque não era para ser um livro. Ela começou como um conto, mas quando percebi, não conseguia mais parar de escrever. Fiquei surpresa porque achei que só seria capaz de escrever histórias mais curtas. Esse livro é muito importante para mim porque, além de ser o primogênito, a Johanna (personagem cujo nome homenageia a Johanna de Saco de Ossos, meu livro queridinho do Stephen King) traz muito da Soraya. Ela é um alter ego, sua história ainda hoje me emociona. Tenho leitores que, apesar de tudo que já escrevi, consideram esse livro o melhor de todas as minhas histórias, e sua tiragem, graças à Deus, esgotou.

Evan – Além dos romances, você tem muita habilidade com histórias curtas, na verdade você começou assim. Para você, qual é a diferença entre produzir um conto e um romance, além do tamanho da obra? Como você decide qual ideia vai virar conto e qual vai ser desenvolvida para um romance?

Soraya – A diferença entre um e outro é o tempo de escrita, obviamente, e a complexidade. Enquanto o conto exige menos do autor, menos no sentido de que você não tem tantas peças e elementos para juntar, no romance é necessário um grande trabalho, mesmo pós escrita, porque não pode haver furos. Não que no conto possa (risos), mas é mais fácil de fazer o conto ficar homogêneo, digamos assim. Em contrapartida, no romance o autor pode explorar mais os personagens, os locais, o background, os elementos, o que fica limitado nos contos. São dois desafios bem distintos. Em geral, quando preciso escrever um conto, eu penso em uma trama que se encaixe em uma história mais curta. Mas às vezes não funciona (risos). A base de início do conto e do romance, para mim, vem sempre de uma micro ideia, e depois eu desenvolvo com mais ou menos complexidade, mais ou menos personagens.

Evan – Falando em contos, você também organizou a antologia “Insanidade” para a Skull Editora. Como é organizar uma antologia? Como é esse processo, foi um convite que veio por parte da editora ou você teve a ideia e apresentou o projeto? Como aconteceu a antologia “Insanidade”?

Soraya – Eu fui convidada pela Skull a organizar essa antologia. O tema, a sinopse, a base e tudo o que a envolveu foi desenvolvido por mim, inclusive a escolha dos contos. Foi bacana porque a editora me deixou bem livre, o que sei que nem sempre acontece. Organizar uma antologia é bastante trabalhoso, envolve muito tempo, mas é compensador, especialmente quando vende tanto quanto “Insanidade”.

Evan – Por vezes você é chamada de Dark Queen da literatura brasileira, o que eu acho muito legal. Como surgiu esse título? Tem alguma história por trás disso?

Soraya – Quando lancei “A Vila dos Pecados” pela Coerência, a revisora, Evelyn Santana, que depois se tornou minha amiga, comentava que eu gostava demais do lado sombrio das coisas, o que não é mentira (risos). Então, ela começou a me chamar de Dark Queen em todos os lugares e grupos. Aos poucos, o apelido pegou, e eu me sinto honrada por carregar essa alcunha.

Evan – “A Vila dos Pecados” é seu segundo livro. Nessa história há uma pequena vila, à margem da civilização, cheia de segredos e a chegada de um novo padre ao local vai começar a sacudir essa história. O que você pode nos contar sobre o que nos espera em “A Vila dos Pecados” e como surgiu a ideia para mais este suspense?

Soraya – Eu comecei com esse livro pensando simplesmente “quero uma história em uma vila” (risos). Sou fascinada por vilas, por lugares ermos, sombrios, tanto que uma das séries que mais gostei esse ano foi Labirinto Verde. Com base nessa premissa, comecei a escrever e desenvolver a Vila dos Pecados. Quando percebi, a história já estava ganhando minha mente e os personagens, meu coração. Eu raramente começo uma história sabendo tudo o que vai acontecer. Tenho uma ideia geral, mas só quando escrevo as situações vão se desenrolando e os personagens aparecem. Essa história tem uma pegada sombria, mas não chega a ser terror como alguns dos meus contos. Traz uma linha de acontecimentos que fazem o leitor duvidar de tudo e todos. Quando acha que descobriu algo, um novo segredo surge. O lado ruim e mesquinho do ser humano está bastante presente, bem como a hipocrisia nas relações.

Evan – O que você acha mais difícil na carreira de escritor. Por que?

Soraya – O mais difícil é ter que lidar com o preconceito que os autores brasileiros sofrem em relação aos estrangeiros. Ainda há essa mentalidade no Brasil, que por si só já lê quase nada, então ficamos “vendidos” e tendo que fazer um trabalho hercúleo para atingir o público e mostrar que sim, há coisa boa aqui, como há lá fora.

Evan – Você lançou recentemente “Pelo Sangue que nos Une” pela editora Cabana Vermelha. A trama desse livro aborda temas como violência, abusos, drogas e tráfico humano além do sobrenatural. Esses temas foram abordados propositalmente, ou seja, você planejou discutir esses temas ou eles simplesmente fazem parte do enredo sem nenhuma maior pretensão?

Soraya – Eu planejei abordar esses temas, especialmente o tráfico de crianças. Claro que muita coisa acaba surgindo no decorrer da escrita, eu costumo dizer que meus personagens tomam conta de mim, não o contrário, mas eu adoro explorar os dramas da natureza humana em seu lado mais sujo e cruel. Tive alguns feedbacks de leitores me dizendo que o sofrimento tem nome e se chama Soraya Abuchaim (risos).

Evan – Você deve estar envolvida em novos projetos para um futuro próximo. Tem algo que você pode nos adiantar sobre o que podemos esperar da Dark Queen Soraya Abuchaim para o ano que vem ou ainda este ano?

Soraya – Estou envolvida em um projeto muito grandioso e inédito, mas que infelizmente ainda é segredo, e ano que vem terei um novo livro para ser lançado. Também teremos uma nova edição de “Até eu te possuir”, revisada e com nova capa, os leitores pedem muito esse livro.  Além disso, estou participando de algumas antologias e, em breve, estrearei um podcast de terror chamado Aterrorizados, com a autora Mhorgana Alessandra e precisaremos muito do apoio dos amantes de terror.

Evan – Que mensagem você deixaria para novos autores que ainda estão buscando seu lugar ao sol, para seus leitores e para converter aqueles que não são muito chegados à leitura?

Soraya – Para os novos autores, eu devo dizer para não desistir. O caminho é mesmo demorado, a conquista do público é lenta, mas é muito, muito compensador. Para os leitores eu só tenho a agradecer. Sou realmente muito apaixonada pelos meus leitores, fico emocionada com o carinho deles. E para os que não gostam muito de leitura, eu diria que ler é um hábito. É como fazer academia. No começo parece que nunca vai engrenar, você começa por obrigação, mas quando pega o gosto, não consegue mais parar.

Evan – Mais uma vez, foi uma grande satisfação e oportunidade conversar com a autora Soraya Abuchaim e a casa está aberta para divulgar seus futuros trabalhos.

Soraya Abuchaim, como vocês puderam ler, falou da dificuldade que os autores nacionais enfrentam, visto o preconceito que o brasileiro tem em relação às obras de autores nacionais. Há uma supervalorização de autores internacionais, principalmente os norte-americanos e uma subvalorização de nossos autores, fato que também sinto na pele.

Fica aqui um pedido aos nossos leitores, dê uma chance à um livro nacional, não deixe de ler os internacionais, mas entre um e outro leia um autor brasileiro, tenho certeza que você vai se surpreender. Nossa literatura hoje é muito diversificada e pode atender à todos os gostos.

Para conhecer melhor o trabalho da autora Soraya Abuchaim deixaremos os links para adquirir qualquer de suas obras.

A Vila dos Pecados

A Vila dos Pecados (versão física)

Antologia Insanidade

Cotidiano

Excursão Noturna

O Vizinho Suspeito

Até eu te possuir

Pelo Sangue Que Nos Une

O Forasteiro

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Fruto Podre – Resenha

Um mundo distópico, uma trama original e um final surpreendente! O que mais você quer?

Fruto Podre é um livro que me surpreendeu. Trata-se de uma leitura curta, li ele todo em poucas horas, além disso o enredo te prende do início ao fim, tornando a experiência mais do que satisfatória.

Já tivemos a oportunidade de falar aqui no blog um pouco sobre este livro e conversamos também com seu autor, Mayko Martins ou M. M. Santos, que é como ele assina a obra. Depois de ter lido Fruto Podre completamente quero deixar aqui as impressões que tive do livro e escrever de maneira um pouco mais aprofundada, mas sem entregar “spoilers”.

A Grande Planície é um mundo distópico dividido em 3 cidades. A primeira é Lunaelumen, lar dos Hyacinthums. A descrição, tanto da cidade, quanto do modo de vida de seus habitantes nos remete à algo parecido com o período feudal. Um lugar de camponeses. A segunda cidade paira entre as nuvens à alguns quilômetros dali, é Soberania, lar dos Albas, uma raça superior e mais privilegiada. O lugar aqui é de luxo, ostentação e alta tecnologia. A terceira cidade flutua ainda acima de Soberania, é a Cidade Celestial, lugar de intelectos mais evoluídos e cercado de mistérios. Cada cidade é ligada uma a outra por um sistema de transporte similar à um elevador, até por isto, leva este nome “O Elevador”.

A Grande Planície é governada pelo Rei Solis e a rainha Caelis, logicamente estes são Albas e comandam tudo lá de Soberania.

É neste cenário que conhecemos nossa protagonista, Luna. Luna é uma garota de 17 anos que vive em Lunaelumen com sua mãe e dois irmãos menores. Durante sua infância até sua juventude, Luna foi treinada em diversas técnicas de luta pelo mestre Dominus. Este, deixou Lunaelumen para viver em Soberania após ser sorteado com o Passe prateado.

Falando em “Passe”, deixe-me falar sobre isto agora. Quando um Hyacinthum completa 30 anos, torna-se elegível para participar de um sorteio, não fica bem explícito de quanto em quanto tempo, mas, de tempos em tempos esse sorteio acontece e o sorteado ganha o privilégio de subir em “O Elevador” com destino a Soberania para viver entre os Albas.

Certo dia, em uma visita do rei Solis a Lunaelumen, um atentado contra a vida do rei acontece, utilizando-se de seus reflexos e técnicas de luta, Luna salva o rei, frustrando o ataque de seus algozes. Luna fica famosa instantaneamente, conhecida como “A Salvadora do Rei”.

Poucos dias após o ocorrido, Luna recebe em sua casa o tão sonhado “Passe” para viver em Soberania, presente do rei em retribuição ao seu ato de heroísmo. Luna se vê em uma difícil decisão, deixar a família para trás para viver em Soberania ou recusar o presente. Estimulada por sua mãe, a Salvadora do Rei, aceita a agraciação e vai viver na cidade flutuante.

Colhendo os frutos de ser a salvadora do rei, Luna é paparicada com festas e presentes e precisa se adaptar ao estilo de vida dos Albas. Pela primeira vez ela vê banquetes e luxo em tudo. A diferença social entre os povos fica cada vez mais evidente o que causa desconforto em Luna, desconforto que vai se transformando em revolta. Os instintos apurados da garota lhe dizem que além da ostentação existem outros problemas em Soberania. Que segredos essa cidade guarda?

Não é spoiler, pois já no Prólogo nos é revelado o destino do rei Solis:

“De repente, um movimento brusco no meio dos convidados que dançavam, chamou a atenção de todos. Vidro se estilhaçou no carpete. Um grito sufocado emergiu no meio do salão. Caos caiu sobre a festa do rei. Os guerreiros correram na direção do tumulto. Mas, era tarde demais.

O rei Solis estava morto.

Uma adaga cravada em seu peito. O sangue respingando sobre o trono. Naquele instante, a multidão encarou a convidada misteriosa.

A menina amada e acolhida, pois dias antes salvara o rei, agora usurpava-lhe a vida.”

O que poderia ter levado Luna a matar o rei que salvara apenas alguns dias antes? O que ela descobriu em Soberania?

A Cidade Celestial tem papel determinante no final da história, mas vou me ater apenas à dizer isto. Não vou contar mais nada sobre a trama da história, apenas vou listar alguns detalhes que me chamaram a atenção positivamente.

  • A cada novo personagem apresentado você tem a sensação de que não pode confiar em ninguém.
  • As pistas que se apresentam no decorrer do enredo aumentam cada vez mais o suspense.
  • Embora a história seja curta, é o suficiente para desenvolvermos empatia com a protagonista.
  • A trama é convincente.
  • A narrativa é envolvente e muito bem escrita. O suspense bem desenvolvido, não perde tempo explicando o óbvio, ajudando assim a narrativa a transcorrer de maneira fluída.
  • A questão de ser herói ou vilão, dependendo do ponto de vista de cada um, é bem desenvolvida e traz à reflexão, convidando o leitor a julgar à sua maneira.

O autor é realmente uma promessa da literatura nacional. Na verdade, é lamentável que o nosso cenário não seja propício para o aparecimento de novos autores no mercado editorial. No entanto, temos a esperança que isso mude em breve. Temos aqui, um grande escritor de sci-fi se apresentando ao Brasil. Por enquanto, ainda apenas na plataforma Wattpad, você pode conhecer o trabalho do autor M. M. Santos através de Fruto Podre.

Você pode ler Fruto Podre clicando aqui.

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Coringa – O Homem que Ri

Coringa é um dos mais icônicos personagens da cultura pop, no entanto, sua origem pode ter sido influenciada por obra de Victor Hugo.

Para Victor Hugo (1802-1885), o autor francês, desgraça pouca é bobagem. Isto é evidente em suas obras como “Os Miseráveis” ou “O Corcunda de Notre Dame”. Existe ainda outra obra de Victor Hugo, que talvez não seja tão famosa como suas irmãs mas, que contém o mesmo apelo trágico, característico.

O Homem que Ri, de 1869, transporta-nos para a Inglaterra dos séculos XVII e XVIII. Na história, um nobre, inimigo político do rei, é acusado de traição e executado. Seu filho pequeno é entregue aos “comprachicos” ou compra-crianças, um grupo que compra e vende crianças com o objetivo de entreter as pessoas, para isto, desfiguram-lhe o rosto, mutilando-o. O resultado é que o rosto do menino, chamado Gwynplaine, sempre mantém, a partir de então, um tenebroso sorriso.

Com o passar do tempo, Gwynplaine perde sua utilidade para os comprachicos e é simplesmente abandonado à sua própria sorte. Vagando no rigoroso inverno ele encontra uma garotinha cega, Dea, morrendo de frio ao lado da mãe que já estava morta. O garoto desfigurado, carrega a menina e se abrigam no carroção de Ursus, um artista mambembe e filósofo, que lhes concede abrigo e começa a cuidar dos dois. Assim como as crianças, Ursus não tem um lar, apenas a companhia de um lobo, seu amigo chamado Homo. Sim, impossível não perceber a ironia de um homem chamado Ursus e um lobo chamado Homo. Com o passar do tempo, o homem começa a utilizar as crianças em suas apresentações e Gwynplaine e Dea vão ganhando fama. Fama que trás junto de si o passado aristocrata de Gwynplaine, perseguição política e alguns dilemas. Seu amor por Dea é justo, já que ela é incapaz de vê-lo como desfigurado? Agora com dinheiro e um certo poder, Gwynplaine pode lutar pelos pobres e oprimidos o que também lhe trará, novamente, riscos à sua vida. Então, fazer a coisa certa ou ficar com a mulher que ama?

Se deseja conhecer melhor a versão em português deste clássico, clique aqui:

A Adaptação Para o Cinema

Conrad Veidt como Gwynplaine em O Homem que Ri

Em 1928, a obra de Victor Hugo ganha vida no cinema, dirigido por Paul Leni e estrelado por Conrad Veidt o filme se tornou um clássico, não só por seu clima gótico e mórbido, mas também pela sua maquiagem. Até hoje o filme é celebrado com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Existe também uma adaptação francesa, mais recente, de 2012.

Coringa, O Palhaço do Crime

Coringa

Em 1940, o vilão, arqui-inimigo do Batman era criado por Jerry Robinson (conceito), Bill Finger e Bob Kane.

Kane disse em uma entrevista, em 1994: “Bill era o escritor. Jerry Robinson veio até mim com uma carta de baralho do Coringa. Essa é a maneira como eu resumo. Mas, ele parecia Conrad Veidt. Então Bill tinha um livro com uma fotografia de Conrad Veidt, ele mostrou para mim e disse: ‘Aqui está o Coringa’.”

Há muitas características que assemelham os dois personagens, a boca sorridente com os dentes ocupando quase todo o rosto, o cabelo jogado para trás, além das roupas e do cenário sempre obscuro em paralelo à demonstração de uma mente perturbada.

Vários artistas já deram a sua versão do Coringa nas telas da TV ou cinema. Cesar Romero com seu Coringa caricato, Jack Nicholson com o palhaço-gangster, Heath Ledger com seu Coringa anarquista, Jared Leto traz uma versão mais “anarco-traficante-sociopata”. Temos também a versão perturbada, muito perturbada, do ator Cameron Monaghan, entregue na série Gotham. Agora temos também esta versão que estreou ontem, interpretada por Joaquin Phoenix.

O Novo Coringa

Ficou claro que a DC Comics e a Warner Bros não querem fazer deste filme, intitulado apenas de “Coringa“, parte do universo compartilhado dos super-heróis. Corre por fora em um universo paralelo, um filme solo, apenas sobre o protagonista em questão. As críticas até o momento têm sido extremamente positivas e esperamos o melhor, ainda mais vindo de um ator talentoso como Joaquin Phoenix.

Assistam ao filme e depois venham nos contar o que acharam. A nossa expectativa está lá em cima.

Coringa – Trailer final em português

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À Espreita Entrevista: Marcos Pontal – Autor de “A Restituição do Amor”.

Marcos Pontal fala de sua luta contra o preconceito, a prevenção ao suicídio, perseguição e outros temas abordados em seu mais novo livro.

Marcos Pontal nasceu em 1986 em Pontal-SP à 352 km da capital. Marcos Alexandre Machado, ou Marcos Pontal, como assina seus trabalhos, é Técnico em Química desde 2013, profissão que exerce atualmente. Ele é também Web Designer, cristão e um apaixonado por cinema, filmes e suas histórias. No dia 07/03/2019 lançou o seu 1° livro: A História dos Filmes Cristãos no Brasil, disponível em 2 versões: com fotos e sem fotos, publicado de forma independente, registrado e distribuído pela Amazon.

Nosso editor, Evan Klug, teve uma conversa inspiradora com Marcos Pontal, falando de sua paixão por filmes cristãos e a conscientização sobre alguns temas.

Evan – Primeiramente é uma grande satisfação para nós, do À Espreita, poder conversar contigo sobre quem é o Marcos Pontal. Você é técnico em química e web designer. Como um cara de exatas acaba se tornando também escritor de romance?

Marcos – Quando me converti ao cristianismo, protestante, logo no primeiro ano assisti à um filme cristão evangélico, achei diferente e por isso comecei a divulgar esse tipo de filme e a comprá-los. Em 2012 patrocinei 2 longas-metragens: “Nova Chance” e “O Pródigo”, com uma pequena quantia, mas nenhum deles foi produzido. Em 2013 fiz um investimento maior no filme do Daniel Silva “Labirintos Internos” e no ano de 2015 participei de uma “cooperativa de filmes”, com o filme “Perfume de Anjo 2”, um filme de Jairo Romão. No ano de 2013 abri um blog que divulga filmes cristãos brasileiros, em que compartilhei mais de 5 mil filmes. No começo desse ano, lancei 2 livros contando a história dos filmes cristãos no Brasil. E antes que você me pergunte porquê dois livros com esse mesmo nome, eu te digo que a diferença é que um contém fotos e o outro não. Sempre tive o desejo de escrever um longa-metragem e quando recebi um e-mail da Amazon falando que neste ano o Prêmio Kindle, iria escolher pelo menos 1 livro para virar filme, não pensei duas vezes, comecei a escrever um livro romântico com temas atuais.

Evan – Já vi que você tem uma relação estreita com filmes cristãos. Você também ajudava a fazer a divulgação. Como era isso?

Marcos – Tenho um site que divulgava filmes cristãos, comecei a comprar DVDs originais pela internet em 2006 e a compartilhar com meus amigos. Naquela época não passavam filmes cristãos protestantes no cinema e TV, por isso, abri um canal no You Tube colocando trailers de filmes que não existiam, e também dos filmes que já existiam.

Evan – Você também escreve no site “Visão Espiritual” e tem canal no YouTube e página no facebook. O que você pode contar para nós sobre o conteúdo que podemos encontrar lá, quais temas você aborda, além do que você já nos contou?

Marcos – Antigamente eu divulgava filmes cristãos no site, tinha um canal no You Tube, não tenho mais, mas agora tenho um canal no “Metacafe”. No site tem informações de mais de 600 filmes, originais que comprei e emprestava para as pessoas que conhecia. Tem também links que redirecionam à outros ‘blogs’ de filmes, que eu mesmo sou o administrador e divulgo os meus trabalhos, como livros, filmes, jogos.

Evan – Eu tive o prazer de escrever um artigo sobre “A Restituição do Amor”, livro de sua autoria, neste artigo dei apenas uma introdução sobre a temática da obra. Agora, como autor, o que você pode nos contar sobre o que vamos encontrar em “A Restituição do Amor”?

A Restituição do Amor – Capa

Marcos – Vai ter romance sírio que foi proibido e casamento arranjado pelos pais, e que mesmo assim resistiu fronteiras, reconstrução de vidas. Um drama romântico que aborda temas atuais como: suicídio, refugiados, violência contra mulher e perseguição à cristãos).

Evan – “A Restituição do Amor” fala sobre temas muito atuais e que vem se agravando com o passar dos anos. Qual o seu objetivo ao escrever um romance que demonstra essa realidade da guerra, dos refugiados, etc.?

Marcos – Meu objetivo é mostrar à todos que ninguém saiu de sua , sua terra natal ou país para tirar o emprego de ninguém, saem por necessidades. Aqui onde moro, já vi várias pessoas maldizerem os nordestinos que saem de sua terra para trabalhar no interior de São Paulo, onde moro, alegando que eles estão tirando o emprego de moradores da cidade. Isso não é verdade, eles são os responsáveis pelo crescimento da cidade, eles ficam longe de suas famílias, sofrem. Temos espaço para todos, assim acontece também com os refugiados. Temos que acolher à todos.

Evan – Você se baseou na história de alguém específico para escrever este romance ou você desenvolveu-o a partir das várias narrativas disponíveis na mídia de um modo geral?

Marcos – No começo eu queria escrever um livro baseado na poesia de meu pai, mas percebi que a poesia só poderia ser o final da história, aí surgiu a ideia de misturar vários temas de livros que eu queria escrever em um só, o suicídio, refugiados e perseguição à cristãos. A história foi escrita baseando-me no que a imprensa diz sobre a Síria, é um livro de ficção com compromisso com a verdade.

Evan – Além de “A Restituição do Amor” você tem outros livros. O que você pode nos contar sobre eles, além do que você já disse?

A História dos Filnes Cristãos no Brasil – edição com fotos

Marcos – Tem os outros 2 que lancei em março desse ano, que falei na primeira pergunta, “A História dos Filmes Cristãos no Brasil”.  Os livros contam a história da chegada dos filmes cristãos protestantes no Brasil que começou em 1970, e que termina com o Festival Internacional de Cinema Cristão no Brasil, que é realizado pela Agenda Cultural Brasil e tem como responsável a Veronica Brendler. O festival acontece todo ano no Rio de Janeiro.

Evan – O que podemos esperar do Marcos Pontal para o futuro? Está já desenvolvendo novos projetos literários?

Marcos – Meu próximo livro é um livreto de autoajuda, “O desafio dos 21 dias” que a personagem Aisha do livro “A Restituição do Amor” leu. O livro será disponibilizado de forma gratuita em campanha contra o suicídio. Também tenho outros projetos que têm como temas a sustentabilidade e o suicídio de pastores.

Evan – Você tem alguma influência na literatura, um autor em que se inspira, um guru? (Risos).

Marcos – No momento só autores da Bíblia, quando escrevi os livros, escrevi pensando neles como filmes, não sou uma pessoa que lê muitos livros, gosto mais de assistir filmes.

Evan – Que mensagem você deixaria para as pessoas que veem na TV sobre os problemas abordados no livro, como guerras, perseguição, violência e preconceito, a seu ver, o que nós, como sociedade, podemos fazer para aliviarmos o fardo do próximo e minimizarmos os problemas decorrentes destes temas ou, em outras palavras, como podemos fazer a nossa parte?

Marcos – O livro fala sobre a guerra na Síria, que matou milhares de pessoas, a bíblia diz: “Em primeiro lugar peço que sejam feitas orações, pedidos, súplicas e ações de graças à Deus em favor de todas as pessoas. Orem pelos reis e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação à Deus e respeito aos outros” (1 Timóteo 2:1-2). Se os rebeldes tivessem respeitados as autoridades, não aconteceria a guerra, sou a favor da liberdade de expressão e contra a violência física, devemos sempre resolver desavenças com um bom diálogo. Os verdadeiros cristãos perseguidos, não participam de guerra, participam de cultos escondidos, mas sempre respeitando as autoridades. Hoje vemos vários amigos e familiares tendo preconceito quando uma pessoa decide mudar de religião, minha vó paterna sempre foi um exemplo, quando meus pais saíram da igreja católica e foram para a evangélica, ela não criticou, apoiou. Depois de alguns anos decidiram voltar para a igreja católica, isso sim é um exemplo a ser seguido, não devemos obrigar ninguém a seguir aquilo que seguimos, as pessoas devem seguir à Deus por amor e não obrigadas.

Evan – Este é Marcos Pontal, obrigado por falar conosco, meu amigo. É muito importante a sua mensagem para o mundo de um modo geral, um mundo que se torna cada vez mais intolerante e fanático e esquece que, independente de qual nome você dá a seu Deus, em primeiro lugar, Ele deseja que você ame o seu irmão, seja quais forem as suas diferenças. Que uma luta contra o pecado não é uma luta contra o próximo e sim, como você faz, é uma luta pela multiplicação do conhecimento, com amor. Parabéns e os nossos sinceros desejos de sucesso em seu trabalho. Grande abraço da família À Espreita.

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À Espreita Entrevista – Mayko Martins Santos, autor de Fruto Podre.

Jovem autor fala sobre seu primeiro livro, sua relação com a cultura pop, suas influências em um bate-papo divertido.

Mayko Martins ou M. M. Santos, como assina suas obras, mora com a família em Guarulhos – SP. É estudante de Publicidade e Propaganda e apaixonado por cinema, embora, segundo ele, nunca tenha ganhado nenhum bolão do Oscar. Tem paixão pelo teatro, motivo pelo qual faz parte do Grupo Teatro Mix. Mayko se diz “preso” a muitas séries, mas a culpa de não terminar nenhuma delas é de Shonda Rhimes – criadora de “How To Get Away With Murder”, que o fez rever as temporadas várias e várias vezes. No momento está lendo o livro “Cemitério de Dragões” e ainda recuperando-se do final da terceira temporada de “Shingeki no Kiojin” (o anime). Muito bem-humorado, ele diz que prefere não falar do que mais gosta de comer, pois está fazendo regime e tem medo da fome aparecer. Mas, acima de tudo, ele ama escrever! Segundo ele, contar histórias é a melhor coisa.

Nós tivemos o prazer de ter um bate-papo super divertido com Mayko Martins, autor da obra “Fruto Podre”, da qual já falamos aqui no blog. Ele falou sobre suas influências, seu amor pela escrita, pela atuação e muito mais. Confira aí!

Evan – Olá Mayko, é um grande prazer poder conversar contigo. Sabemos que você tem uma forte relação com o teatro e a cultura geek. O que te levou a escrever com o intuito de contar histórias?

Mayko – Estou muito feliz com a entrevista; obrigado. Vamos lá. Passei minha infância toda escrevendo um “livro” sobre arqueologia, catalogando animais, momentos históricos e seres míticos, pois meu sonho era ser arqueólogo. A paixão pela escrita se manifestou cedo, mas eu não a enxergava. Estava ali, bem na minha cara, meu amor pela escrita, mas o “eu” criança não entendeu isso! Eu sempre aproveitava os momentos de tarefas para bolar histórias na mente, com personagens de filmes e animes. Foi somente com 15 anos que uma ideia estalou na minha cabeça. Após isso, rascunhei uns 6 cadernos com uma narrativa minha. E pouco a pouco, meu amor em contar histórias foi crescendo. Em suma, foi aquele sonho de infância em ser um quase “Indiana Jones” que me colocou no caminho da escrita.

Evan – De onde vem essa sua relação com o teatro?

Mayko – Acredito que seja culpa da vontade de “contar histórias”. Sempre me fascinei com o teatro e essa coisa “mágica” em criar/interpretar personagens.  Como eu digo para os meus amigos do Grupo Teatro Mix: “Hoje eu posso ser um pirata, amanhã posso ser um monstro, talvez, um dançarino. No teatro vivemos mil vidas”. Eu ingressei nesse grupo de teatro em 2015 como um membro. Hoje, somos um grupo independente e eu auxilio na coordenação, além de roteirizar algumas peças.

Evan – Nas divulgações do seu livro que você faz na internet, muito bem-humoradas por sinal, há diversas referências à personagens de séries e filmes, como Game of Thrones, Harry Potter e Jogos Vorazes. Conte para nós de onde vêm essas influências e o que você curte nesse cenário?

Mayko – J. K. Rowling foi a força da natureza que soprou em mim essa magia chamada ‘escrita’. A cada livro de Harry Potter que eu lia, mais a minha vontade em escrever histórias aumentava. Harry Potter me inspirou e continuará me inspirando para “sempre” (potterheads entenderão a referência!). Jogos vorazes foi um tapa na minha cara. Suzanne Collins, criadora do mundo de Panem, mostrou que um livro de Distopia é capaz de nos tirar da zona de conforto e nos fazer questionar tudo a nossa volta. A jornada de Katniss está cravada na minha mente. Game Of Thrones me ganhou com aquele medo de “meu personagem favorito pode morrer hoje!”. Ainda não li os livros de George R.R. Martin, mas acompanhei a série. Acredito que o forte de GOT sejam os personagens bem construídos. E as reviravoltas, é claro. Devo mencionar aqui também o pai da Literatura Fantástica: Tolkien. Foi lendo “O Hobbit” que vários personagens de minhas histórias surgiram em minha mente, como inspiração.

Evan – De onde veio a ideia para a história de “Fruto Podre”?

Mayko – Fruto Podre nasceu numa aula de “Redação” na faculdade, (obrigado pela exercício, Profº Claudio Filho!). Bom, a história nasceu como uma referência ao mundo da série “The Handmaid’s Tale – O Conto da Aia”, cuja sociedade é comandada por uma facção religiosa e ditatorial que obriga cada mulher fértil a ser barriga de aluguel; esse grupo opressor impõem certos cumprimentos na sociedade; um dele é o “Bendito seja o Fruto”, daí surgia a ideia da minha história “Fruto Podre”. Todavia, quando eu reformulei a história para lança-la no Wattpad, eu criei um mundo fantástico com outros personagens e apliquei a mensagem por detrás do título. O título possui um forte significado, que ficará claro no decorrer da história.

Evan – Frequentemente você utiliza a seguinte frase “Não coma! Não beba! Nada aqui foi feito para nós.” Obviamente isso tem relação com “Fruto Podre”. O que você pode falar para nós sobre esta sentença, sem contar demais (risos), para atiçar a curiosidade dos leitores?

Fruto Podre – Divulgação

Mayko – O medo de soltar um “spoiler” é grande! Bom, vamos lá. É uma frase dita por um personagem da história em um momento crucial. É um diálogo dentro da narrativa com um grande significado. Arrisco dizer, que essa frase em questão pode até ajudar os leitores a desvendar os mistérios de Fruto Podre. Será que algum aspirante a “Sherlock Holmes” ou a “Nancy Drew” consegue desvendar? (Risos).

Evan – Você tem alguma influência, digo, algum autor em quem você se inspira?

Mayko – Já citei quatro autores que me influenciam e muito. Portanto, vou aproveitar para citar outros dois. Veronica Roth, autora de Divergente, escreveu essa história de um modo que meus olhos não desgrudavam das páginas. Eu me sentia ao lado da protagonista Tris, sofrendo com ela e chorando com todas as consequências de suas escolhas. Preciso falar de outra grande escritora, uma mestre do suspense — Agatha Christie. Cada história dessa escritora é uma aula de como trabalhar o suspense linha por linha. Jamais esquecerei aquele poema da história “E não sobrou Nenhum”, começava mais ou menos assim: “Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move; um deles se engasgou, e então sobraram nove…”.

Evan – Há uma crítica social intrínseca em “Fruto Podre”. Isso foi proposital ou acabou entrando na história para incrementar o enredo?

Mayko – Foi totalmente planejado. Assim que esbocei o primeiro rascunho da história de Luna, eu anotei quais relações sociais as entrelinhas apresentariam. No decorrer da narrativa, foram surgindo outras críticas sociais. Meu maior objetivo é fazer o leitor se questionar sobre “atos heroicos ou não heroicos”, ou seja, o que faz um herói ser um “herói”? O que faz um vilão ser um “vilão”? No fim, eu desejei que o leitor de Fruto Podre fizesse essas perguntas e chegasse a sua própria conclusão. Espero que assim seja.

Evan – Você tem outras obras já publicadas ou em andamento?

Mayko – Fruto Podre é minha primeira obra. Hoje, estou com quatro histórias para desenvolver e postar no Wattpad. Além disso, estou desenvolvendo um conto para participar de um concurso (torçam por mim!). Além disso, existe uma história em formato de saga que escrevo a mão desde 2011, essa é a minha “grande aposta” que, se tudo der certo, pretendo lançar nas livrarias daqui a alguns anos.

Evan – “Fruto Podre” está disponível no Wattpad. O que você pode falar sobre essa plataforma? O quanto você acha que o Wattpad facilita a vida de novos escritores?

Mayko – A Plataforma do Wattpad é funcional e cheia de possibilidades, pois oferece interatividade entre escritores e leitores. O feedback é instantâneo, pois a cada parágrafo o leitor pode comentar suas impressões sobre a evolução da história. Além disso, os leitores adicionam livros em sua biblioteca virtual dentro da plataforma, podem até mesmo marcar outros amigos nos comentários dentro da história. Também acredito que seja uma boa oportunidade de escritores montarem seu portfólio.

Evan – Que mensagem você deixaria para os seus leitores, para os amantes dos livros e até para aqueles que não tem o hábito de ler sobre o bem que um livro pode fazer na vida delas?

Mayko – Essa pergunta me deixou sem palavras! (Pausa enorme para pensar)… Bom, galera, leiam aquilo que mais lhe agradarem. Deem livros, gibis, HQs e mangás de presente. Todo mundo ama ouvir histórias. Acredito que aqueles que não “gostam de ler livros” só não encontraram o livro certo, ainda! Sempre existirá um bom livro para qualquer pessoa ler, e sempre existirá uma pessoa certa para um bom livro.

Evan – Muito obrigado por conversar com a gente, Mayko, te desejamos sucesso no seu caminho como escritor e que venham ainda muitas outras obras e projetos como “Fruto Podre”.

E aí pessoal, gostaram da nossa conversa com o Mayko? Deixe seus comentários e inscreva-se no blog, assim você não perde nenhum conteúdo.

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A Restituição do Amor – Novos Autores

A história de duas refugiadas transporta-nos à dura realidade dos conflitos na Síria acompanhado de mortes, perdas, sofrimento e esperança.

Há livros feitos para entreter-nos, outros para nos fazer sonhar. Há livros que trazem novos mundos, diferentes de tudo que já imaginamos ou nos transportam para um futuro distante. Há livros que contam algo do passado, que nos apresentam um mundo paralelo imaginário. Alguns trazem amores improváveis, impossíveis, outros trazem trágicas histórias de fim do mundo e extinção da vida humana. Histórias de fantasmas, de monstros que não existem, de reinos, de dragões que cospem fogo ou de criaturas mitológicas que invadem nossos sonhos. De qualquer forma, um livro e uma boa história enriquecem nossa mente, nosso vocabulário, desestressam, fazem pensar.

Há, porém, livros que entram em nossa vida como uma bomba! Esfregam em nossa face a realidade. Aquela realidade que fingimos não ver. A dura realidade que não nos transporta a outros mundos mas transporta-nos para o nosso próprio mundo.

A Restituição do Amor – Um Amor que Resistiu Fronteiras do autor Marcos Pontal, é um desses livros. A narrativa começa contando como Aísha e Zayn se tornam um casal na Síria de 2008, conforme todas as tradições locais. No entanto em 2011, protestos da população pró-democracia desencadeia na Síria retaliações do presidente Bashar Assad. Toda e qualquer pessoa que se oponha ao governo do presidente é taxada de terrorista apoiada por estrangeiros. O saldo é que mais de 400 mil pessoas encontram-se mortas ou desaparecidas. É nesse contexto que começamos a acompanhar a história de Aísha e Fátima, nora e sogra, agora ambas viúvas, devido à guerra civil que assola o país.

As duas mulheres tornam-se muito próximas e um laço de amizade incondicional faz com permaneçam juntas. Elas refugiam-se no Brasil e aqui tentam recomeçar suas vidas, vidas essas que estão marcadas pelos horrores da guerra. A relação entre elas nos remete à história de Rute e Noemi no Velho Testamento. Mesmo com suas diferenças elas se unem para vencer a solidão, suas perdas e seus próprios fantasmas.

A Restituição do Amor, apresenta-nos os costumes do povo sírio e são abordados temas como a violência contra a mulher, suicídio, refugiados e perseguição a cristãos.

O livro ainda é encerrado com a poesia “Um Emprego no Vazio” de Mário Luiz Machado, pai do autor, escrita em 1981 mas, que permanecia em segredo até sua descoberta e publicação conjunta.

A Restituição do Amor – Capa

A Restituição do Amor pode ser encontrado na Amazon. Segue o link abaixo:

A Restituição do Amor

Você ainda pode ver um “teaser” do livro clicando aqui.

Em breve estaremos entrevistando o autor, Marcos Pontal, que falará mais sobre sua carreira, seus livros e as inspirações para escrever romances como A Restituição do Amor.

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Fruto Podre – Novos Autores

Fruto Podre é uma distopia fantástica, onde a autarquia prevalece e uma jovem súdita descobrirá quais são os frutos de se ter salvado a vida do rei.

A Grande Planície é um mundo distópico dividido em três partes, a primeira é Lunaelumen, lar dos Hyacinthums, uma raça inferior que vive em casebres empilhados e cercados por um mar de árvores. A segunda cidade fica à alguns quilômetros dali, pairando no ar entre as nuvens, está Soberania, lar do rei Solis e da raça dos Albas, seres mais distintos e privilegiados.

Embora haja muitas diferenças, essa distopia nos remete, em seu início, a lembrarmos do famoso Jogos Vorazes, mas isso é apenas pela crítica social que fica evidente em ambas as obras.

A terceira cidade fica ainda acima de Soberania. Celestial é destinada apenas a intelectos muito desenvolvidos chamados de Os Evoluídos. A cidade Celestial é lugar para poucos e cercada de mistérios.

A vida em Lunaelumen assemelha-se em muitos momentos ao período feudal, onde camponeses trabalham com afinco na esperança de um dia serem sorteados e contemplados com o “passe prateado”, que dá o direito à um Hyacinthum de viver entre os Albas.

É neste mundo que Luna vive com sua mãe e dois irmãos. Em certa ocasião o rei Solis, em visita a Lunaelumen, é atacado por misteriosos seres encapuzados. Um tumulto generaliza-se e Luna já se vê reagindo e contra-golpeando os agressores. Por ter recebido algum treinamento, seus reflexos a ajudam a frustrar a tentativa de sequestrar o rei.

Por seu ato heroico a garota recebe o tão almejado “passe prateado”. Ela precisa deixar a família em Lunaelumen para viver em Soberania. Agora, colhendo os frutos de ser a salvadora do rei, Luna é paparicada com festas e mimos mas, seguindo seus instintos a jovem desconfia que há algo de errado com aquele lugar e decide descobrir quais são os segredos que Soberania esconde.

Fruto Podre, do autor Mayko Martins dos Santos ou M. M. Santos, como assina a obra, faz com que o leitor questione o que, de fato, faz com que alguém se torne heroi ou vilão, exercendo a função de juiz para decidir quem é quem nessa história recheada de suspense e descobertas. Descobertas que deveriam permanecer nas sombras.

Ficou curioso? Você pode acompanhar as aventuras da jovem Luna gratuitamente no Wattpad, clicando aqui: Fruto Podre.

Em breve falaremos com o autor M. M. Santos que nos concederá uma entrevista exclusiva e logo teremos uma resenha completa de Fruto Podre. Não Perca!

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À Espreita Entrevista: Ale Dossena – Escritora

Escritora paranaense conta sobre sua trajetória na literatura em um bate-papo super legal com nossa equipe.

Alessandra Dossena, ou Ale Dossena, como assina seus trabalhos, nasceu em Curitiba, capital do Paraná. Filha de um caminhoneiro e uma dona de casa, ela aprendeu a ler com sua mãe aos cinco anos de idade ao lado do fogão a lenha. Recorda até hoje os momentos mais felizes da infância, quando seu irmão mais velho chegava do trabalho e lhe trazia cadernos e canetas que ela usava para seu passatempo preferido, escrever e desenhar. Desde pequena demonstrou um forte interesse pelas letras e após ler incansavelmente, nas inúmeras visitas à biblioteca da escola, não demorou para se aventurar na escrita. Aos doze anos escreveu sua primeira poesia e a partir daí não parou mais.

Ale Dossena, apesar do seu amor pelos livros, escolheu sua profissão na área de exatas. Graduou-se em Ciências Contábeis, Sistemas de Informação e pós graduou-se em Administração de Empresas. Atuou por mais de vinte e cinco anos na área corporativa, mas nunca deixou de lado a prática da escrita. Recentemente finalizou o curso de Licenciatura em Letras e atualmente trabalha como autora, produtora de conteúdo e apresentadora do canal “Portão Literário” no You Tube, um canal no qual divulga seu trabalho, faz comentários e análises de livros, e promove interações com o público.

Ao longo de sua história de vida acumulou textos e poemas que culminaram em sua primeira publicação, a coletânea de poesias “Sonhando & Poetizando”, no ano de 2012, que lhe rendeu, além do carimbo em seu passaporte literário, também o Prêmio “Destaque Poético 2013” pela Academia de Letras e Artes de Fortaleza, Ceará. O ano de 2013 foi bastante positivo, pois a escritora participou com seus contos literários de várias antologias e acumulou citações e honras, ganhando o prêmio de “Melhor Contista 2013” pela editora portuguesa Mágico de Oz. Não tardou para sua paixão de infância voltar à tona e ainda no ano de 2013, Ale publicou seu primeiro livro de contos infantojuvenis, “O Diário de Lirityl”, marcando de vez sua versatilidade como escritora.

Em 2015, Ale Dossena conquistou o Prêmio Literarte 2015 na categoria de “Melhor Livro Infanto-Juvenil” e o “Trofeo da Casa de Jorge Amado” na Argentina, prêmio que culminou no convite e reconhecimento da autora como membro do Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires.

No total de sua carreira, Ale já participou de mais de quarenta coletâneas de contos e lançou seu quinto livro solo em abril deste ano (2019), “Donatelo, o Dragão Amarelo”, também voltado para o público infantojuvenil.

Nosso editor, Evan Klug, bateu um papo com a Ale e nos trás a conversa que ele teve com a autora.

Evan – Você tem uma carreira bem diversificada pela literatura, livros infantis, coletâneas fantásticas, resenhas, blog, produção de conteúdo e atividades voluntárias. Como você gerencia a divisão de tempo para tantas atividades?

Ale – Uma primeira pergunta um tanto difícil de responder. Desconfio de que, quando fazemos o que gostamos, o relógio toca os ponteiros a nosso favor. Acho importante destacar que essas atividades são inerentes aos meus trabalhos com literatura, mas em paralelo também trabalho com a área corporativa, em minha profissão de formação. Embora atualmente eu trabalhe através da minha microempresa e tenha maior flexibilidade para gerenciar a agenda, ainda me sinto fazendo alguns malabarismos, inclusive para não falhar com a minha família, que merece um bocado generoso do meu tempo. Como dar conta de tudo? Eu acredito que minha carreira na área corporativa me ensinou muito sobre gestão de tempo.

Evan – Quando e por que você decidiu se tornar escritora?

Ale – Não consigo estipular uma data ou motivo específico para ter me tornado escritora. Quando faço um retrospecto da minha vida, percebo que a escrita sempre fez parte de mim, desde que a descobri na adolescência como uma terapia. Se houve alguma decisão, foi a de começar a publicar em 2012, meus escritos guardados após tantos anos. E essa primeira publicação foi um impulso para continuar escrevendo e aperfeiçoando técnicas de escrita.

Evan – Conte para nós um pouco sobre Donatelo, o Dragão Amarelo e como foi o processo de criação do enredo do dragãozinho?

Ale – Donatelo fez parte de uma história que criei para um blog que administrava com uma amiga. Um projeto que durou alguns meses e não conseguimos levar adiante. Eu escrevia histórias pelas temáticas planejadas e nesse caso, precisava de uma história que abordasse a aceitação das diferenças. No ano passado, eu precisei escolher uma história para enviar à editora e o Donatelo (que anteriormente se chamava Tuti) foi eleito para nascer como livro impresso e ilustrado. Quanto ao enredo, nunca usei nenhuma técnica para criar as histórias infantis, elas simplesmente fluíram naturalmente em um período (entre 2013 e 2014) que eu estava envolvida em vários projetos infantis. Naquela época, eu nem tinha iniciado a faculdade de Letras e não tinha feito nenhum curso de escrita.

Donatelo, o Dragão Amarelo

Evan – Donatelo não foi sua primeira obra para o público infantil. Como você começou?

Ale – Quando publiquei “O Diário de Lirityl”, meu segundo livro e primeiro na temática juvenil, foi porque juntei vários contos que escrevi para um colega que utilizou no seu TCC da faculdade. Gostei do resultado e decidi pela publicação. O conto que deu nome ao livro foi um incremento e se tornou um prequel de uma história de fantasia que estou escrevendo há anos e espero finalizar em breve.

Evan – Você está envolvida com projetos voluntários há bastante tempo. Pode falar um pouco sobre eles para nós e qual sua satisfação em participar deles?

Ale – Faço parte de projetos sociais desde 2004, mas iniciei com ações sociais mais diretas, voltadas à alimentos, roupas, brinquedos. Por alguns anos fui responsável por levar o Papai Noel e Coelhinho da Páscoa em ONGs, visitava asilos e orfanatos frequentemente. Essa prática sempre me realizou, me fazia sentir útil ao próximo, fazendo minha “gotinha no oceano”. Mas com a proximidade dessas ações, percebi que doações de itens básicos geralmente são mais fáceis de arrecadar, muitas empresas se envolvem, pessoas se mobilizam mais rapidamente. Mas o conhecimento, a informação, são muito mais inacessíveis. Essa percepção coincidiu com minha decisão de publicar meu primeiro livro, então decidi voltar minhas ações sociais para a democratização da leitura. Em 2015 conheci o Pegaí Leitura Grátis, através do seu idealizador Idomar Cerutti, e me tornei voluntária. Participei de várias ações com o projeto e hoje sou responsável por gravar dicas semanais de leitura para o projeto Pegaí, que são disponibilizadas em várias rádios do Paraná. E claro, também “dou meus pulos” e invento minhas campanhas, como a “Campanha Doe Donatelos”, que tem sido um sucesso, com vários empresários e apoiadores patrocinando doações de Donatelos para escolas públicas e outras instituições, que fazem da leitura um incentivo à superação e autoaceitação, que é a principal temática do livro.

Evan – Você também participa de clubes de leitura. Conte-nos como é participar de um clube de leitura e como ele funciona.

Ale – Já participei de alguns clubes e hoje sou mediadora do Clube de Leitura no SESC Paço da Liberdade, convite que recebi no início do ano. Sou incentivadora dos clubes porque acredito que debater o conteúdo de um livro é ainda mais gratificante que só ler o livro. Cada leitor é único e tem uma interpretação diferente, então trocar visões e experiências, opinar, concordar e até discordar, desde que mantendo o respeito, é extremamente agregador. Afinal de contas, discordar não precisa representar uma ameaça para ninguém, as pessoas são diferentes e certamente quem é aberto para ouvir vários pontos de vista só tem a ganhar em conhecimento. Além disso, os clubes de leitura permitem a aproximação de afinidades e muitas boas amizades surgem para além dos encontros do clube.

Evan – Fale um pouco para nós sobre o Portão Literário.

Ale – O Portão surgiu em 2016, a partir do incentivo do meu esposo André, que conhece um pouco desse mundo dos vídeos e das filmagens. Eu não me sentia apta a falar com a câmera e foi um processo de aprendizado incrível no início, mas hoje sou grata pela insistência dele, porque adoro gravar. O nome também foi ideia dele, queríamos algo que representasse o poder da leitura, como abrir um portão (e não uma porta com ambiente limitado) e enxergar inúmeras possibilidades de paisagem. O objetivo sempre foi abordar diversos gêneros de literatura, o que para mim não é difícil, pois sou muito eclética enquanto leitora. Eu acredito que o hábito de ler precisa começar naturalmente, sem imposições. O leitor precisa descobrir-se leitor e só conseguirá isso lendo um conteúdo que se harmonize com seus gostos, com sua personalidade. Neste ano, atendendo a pedidos, também criei uma série de vídeos voltados para a escrita, o “Divã de Escrita”, onde conto um pouco sobre meus trabalhos.

Evan – Você participou da organização da coletânea Feéricas. Conte-nos um pouco sobre a obra, do que se trata, etc.

Feéricas

Ale – Feéricas foi uma surpresa para nós, as organizadoras (Eu com Lu Evans e Graci Rocha). Começamos sem muitas pretensões, senão a de incentivar novos escritores que gostariam de ter seus nomes publicados e não sabiam por onde iniciar. Decidimos pela temática que era de fadas diferentes e nem imaginávamos que seria tão atrativa. Convidamos a escritora Ana Lucia Merege para participar com um conto e o professor Alexander Meireles da Silva para escrever o prefácio e seus trabalhos agregaram muito ao produto final. O resultado foi uma publicação em e-book que está disponível na Amazon com dezessete contos excelentes, com fadas protagonistas bem estranhas, como a minha, que é uma fada psicóloga de cemitérios e cita muito da cultura do velho oeste americano.

Evan – Você sempre está envolvida em algum projeto. O que podemos esperar da Ale Dossena para os próximos meses. Há algo que possa nos antecipar?

Ale – Estou envolvida em vários projetos e escrevendo um novo livro sem prazo para publicação, que não será para o público infantojuvenil. Adoro trabalhar com as crianças, mas minhas publicações na literatura infanto foram decorrentes das histórias que fluíram naquele período que mencionei. Gosto de escrever outros gêneros e estou em uma fase de muito aprendizado, principalmente nos encontros do NLCAC – Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro, do qual participo há pouco mais de um ano. As coletâneas devem continuar, estamos finalizando a de Natal e acredito que venha outra no primeiro semestre de 2020. Também fui convidada para ser uma das juradas do Prêmio Cubo de Ouro, a maior premiação geek do Brasil, na categoria Literatura Geek. Então minhas leituras do momento estão sendo as indicadas para o prêmio, que será revelado na cerimônia oficial, em outubro. Também aguardando o lançamento do livro “Sombrio”, do autor Rafael Bertozzo Duarte, que me convidou para escrever o prefácio, outra experiência gratificante em 2019.

Evan – Que mensagem você deixaria às pessoas que pretendem seguir a carreira de escritor(a)?

Ale – Algo que sempre falo a quem me pede aconselhamento é de que mantenha os pés no chão. Ser escritor é uma atividade introspectiva, que exige discernimento e amadurecimento. Dizer em alto e bom tom: “eu publiquei um livro” não lhe torna melhor e também não faz de você um maluco. É exatamente a palavra “carreira” que muitas vezes faz a diferença nas conversas que mantenho quando me procuram. Acho que a primeira pergunta a se fazer é: “eu quero a escrita como profissão ou só quero escrever porque isso me faz feliz?” Pode não parecer, mas existe um espaço muito grande aí, dependendo da sua resposta. Seguir carreira de escritor no Brasil é um desafio que exige paciência e integral dedicação. E dependendo do seu bolso, integral dedicação significa não ter retorno financeiro por um bom tempo, talvez muito tempo. É por isso que no meu caso sempre considero a escrita minha “profissão” extraoficial, porque dependo de outra atividade para me manter. Agora, se escrever lhe faz bem, lhe tira da rotina, lava sua alma, vá em frente! Comece devagar, sem almejar carreira, fama ou retorno financeiro, para não se frustrar caso as coisas não aconteçam como você imaginou. Procure conselhos de pessoas experientes e que possuem vivência na área. O futuro ao universo pertence e quando lançamos palavras ao mundo, elas podem voar longe! Quem sabe aonde vão parar? =)

Evan – Muito obrigado mesmo, Ale, por conversar com a gente e parabéns pela sua trajetória e batalha nesse meio, que nós sabemos que não é fácil mas… é gratificante. Muito sucesso para você!

Se interessou pelas obras da Ale Dossena? Temos alguns links para compra abaixo:

Donatelo: O Dragão Amarelo

Feéricas

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À Espreita Entrevista: Pedro Almeida – Sócio-Diretor da Faro Editorial.

Pedro Almeida fala sobre sua carreira, o crescente sucesso da Faro Editorial, bienal, o incidente com os livros LGBT e muito mais!

Com 26 anos de carreira no mercado editorial, Pedro Almeida é hoje um dos mais respeitados e prestigiados nomes do setor.

Pedro Almeida é jornalista profissional e professor de literatura, com curso de extensão em Marketing pela Universidade de Berkeley. É também autor de diversos livros. Atua no mercado editorial há 26 anos. Foi publisher em editoras como Ediouro, Novo Conceito, LeYa e Saraiva. E como editor associado para Arx, Caramelo e Planeta. Desde 2014 é professor de MBA Publishing e desde 2016 é membro do Conselho Curador do Prêmio Jabuti, inclusive, este ano, ele é o Curador do prêmio, em sua edição de número 61. Em 2013 iniciou uma nova etapa de sua carreira, lançando a própria editora: A Faro Editorial.

Evan Klug, nosso editor-chefe teve uma conversa muito bacana com o Pedro, que falou sobre sua carreira, suas lutas e o que espera para o mercado editorial brasileiro. Então, acompanhe a entrevista e conheça melhor, aquele que temos a grande honra de chamar de amigo, Pedro Almeida.

Evan – Oi Pedro, antes de falar da Bienal deste ano, gostaríamos que nos contasse um pouco sobre o início da Faro Editorial. Em 2013 você deixou a Lafonte para abrir sua própria editora, a Faro, digamos que não era um ano muito promissor ou otimista para o mercado editorial, mesmo assim você se lançou nesse projeto ambicioso, que é fundar uma editora. O que te levou a fazer isso e como foi o início da Faro Editorial?

Pedro – Sou editor há 26 anos e mais da metade da minha carreira estive em 3 editoras. Eu sempre alimentei o sonho de ter autonomia completa para publicar. Esse era meu sonho. Mas não foi um lance de impulso. 5 anos antes decidi começar a fazer as bases desse plano. Escolhi nomes para os selos, desenvolvi logo com designer e organizei uma lista de obras que gostaria de publicar. Eu não sabia quando iria colocar em prática, mas estaria preparado. Quando decidi sair da Lafonte, avisei à pessoas próximas e uma delas me colocou em contato com meu atual sócio. Este amigo sabia que Diego tinha o plano de abrir um negócio próprio. Eu havia trabalhado num período curto com ele na Lafonte, havia feito o teste-drive, então quando fomos conversar sobre a possibilidade eu tinha um conceito de que uma sociedade com ele poderia dar certo. A manchete da época, do anúncio de nossa editora que aconteceu no dia de abertura da Bienal do RJ de 2013 foi exatamente essa: jovens abrem editora em meio à crise… gostei mesmo por terem me chamado de jovem.

Evan – Já há algum tempo a Faro tem investido em novos talentos da literatura nacional. Pouquíssimas editoras têm feito isto efetivamente. Enquanto várias delas apostam apenas no óbvio que é trazer para seu catálogo best-sellers internacionais a Faro tem dosado as duas coisas de forma inteligente. Como vocês decidem o quanto se pode investir em cada segmento? Isso tem a ver com o momento do mercado também?

Pedro – No início da editora eu não sabia como iríamos fazer. Eu sabia apenas que não entraria em bolas divididas, em nichos muito disputados por grandes editoras. Assim, decidimos publicar autores nacionais novos, nas linhas que ainda não eram menina dos olhos das grandes editoras. O plano sempre foi de desenvolver autores para um momento futuro, quando estes gêneros seriam mais bem aceitos por grande parte dos leitores. Há dois tipos de editores, o que publica estrangeiros e o que edita nacionais. Eu sempre fiz os dois e tenho o maior prazer em editar nacionais. Comecei a editora com autores de não ficção que já me acompanham há bastante tempo, como Jacob Petry, então decidi investir no policial e terror nacionais e também no YA nacional, pois eram temas em ascensão no mercado internacional, mas aqui ainda não havia tanto investimento nos autores do país.

Evan – A Faro Editorial tem crescido exponencialmente e com poucos anos de vida já desponta entre as principais editoras do Brasil. Como você avalia o êxito desses primeiros anos e à que você atribui este sucesso?

Pedro – Uma empresa nova tem muitas vantagens. Mantivemos um plano enxuto em meio às dificuldades do setor. Todo mundo na editora aqui trabalha muito num tipo multitarefa. (Risos.) Atravessamos duas crises e nossa vantagem é que conseguimos prever as crises, tomar medidas rapidamente para reduzir seus danos, e reagir ativamente, para retomar o plano. Boa parte do nosso sucesso tem a ver com isso. Tomar decisões rapidamente; corrigir curso, rapidamente.

Evan – A Bienal é sempre um momento muito esperado, seja no Rio ou em São Paulo, o público aparentemente tem correspondido. Qual era a sua expectativa para Bienal do Rio deste ano?

Pedro – A Bienal do RJ é bem diferente da de SP. Como no RJ ainda há poucas livrarias espalhadas pelo estado, a Bienal atrai mais pessoas, que veem nela uma oportunidade para adquirir livros de todos os temas. E, neste ano, os acordos feitos com os governos municipais e estadual deram um incremento nas vendas. Esta foi a minha 26ª e ainda me sinto estreando. Foi a 1ª da Faro com estande grande, independente. Eu estava ansioso, mas também apreensivo. Levantar um estande de mais de 100 metros, colocar uma equipe para trabalhar tantos dias, autores vindos de algumas partes do país não é simples. Há um peso grande para a face empresário e ao mesmo tempo manter a atividade principal da editora que está no outro estado: será que vamos conseguir cobrir os custos? Então era um misto de ansiedade alegre e alguma tensão mas, o resultado foi incrível.

Estande da Faro na Bienal do RJ

Evan – Agora, passada a bienal é hora de avaliar o caminho adiante. Qual o seu sentimento sobre o que nos reserva o mercado editorial para curto e médio-prazo? Podemos ficar otimistas? Acha que a mentalidade do brasileiro tem mudado para ser um maior consumidor de livros?

Pedro – Na Bienal de SP de 2018 tivemos a mesma resposta. Trata-se de um evento jovem, para atrair novos leitores, encantar novas plateias. As Bienais do RJ e de SP entenderam bem isso. Os jovens de hoje são mais leitores que os da minha geração e esse movimento começou 20 anos atrás, com Harry Potter. E melhor, não parou. Outros autores tem formados novos leitores e os eventos só têm confirmado isso.

Evan – Talvez o incidente de maior repercussão durante esta bienal tenha sido a tentativa de censura de materiais com temática LGBT, por parte da prefeitura do Rio de Janeiro. Conte-nos como isso aconteceu e como essa notícia foi recebida por você.

Pedro – Foi meio insano. Eu me mudei para um apartamento no RJ durante os dias da Bienal. À noite soube do Twitter do Crivella. Na parte da manhã, que havia reservado para trabalhar do apartamento, minha gerente comercial mandou mensagem contando da proibição, de que todos os estandes foram orientados a tirar da exposição livros eróticos e LGBTS. Na hora eu falei por mensagem: Carol, anuncia. Ela respondeu: É para avisar aos clientes que estamos recolhendo? NÃO! Coloque os livros na ponta do estande, com a melhor exibição. Vou te mandar um cartaz para você imprimir e colocar em todas as pontas. Liguei para o meu sócio e avisei: Diego, cuide de conseguir um advogado. (Risos…) Nós rimos, mas foi tenso. Cheguei no estande, preguei os cartazes nas extremidades, com ótima visualização e avisei à equipe qual seria nossa postura. Se tentassem recolher faríamos um bloqueio humano. Não iríamos permitir. Algumas pessoas não sabem, mas minha luta LGBT vem desde os anos 90. Fui o primeiro homossexual que levou uma empresa ao tribunal por homofobia no ambiente de trabalho. Até então esses processos nunca eram levados adiante. Tenho pique para enfrentamento quando sinto meu direito desrespeitado. Publico livros LGBTs também porque acho necessário, sobretudo para os jovens, e não poderia me acovardar. Que exemplo eu daria para eles? Então, na noite de sábado, quando avisaram novamente que iriam vir ao estande para recolher, sobretudo por conta do cartaz, que havia tornado minha editora alvo central da ação eu fiz dois posts pedindo ajuda aos amigos de outras editoras que estivessem por perto, para se juntar a nós. E recebi muito carinho e força. Foi tenso mas também emocionante.

Bienal do Rio 2019

Evan – Com tanta repercussão, a literatura LGBT acabou tendo suas vendas alavancadas na bienal. Você acredita que isto se deve a um amadurecimento da mentalidade do público, principalmente o público que lê, ou há outros fatores envolvidos?

Pedro – Esses “eventos” que expõem o preconceito servem para que mais pessoas saiam da toca. Como diz a frase, não basta não ser racista, temos de ser antirracistas, o mesmo acontece para machismo, homofobia etc. Há hoje mais pessoas dispostas a enfrentar as causas que acreditam.

Evan – Independente se somos gays, héteros, power rangers ou marcianos, que mensagem você deixaria à nós, como sociedade organizada, para que não venhamos mais presenciar atos de censura ou mesmo de intolerância em um futuro próximo?

Pedro – Nessa Bienal, depois de muito tempo, vi as pessoas esquecendo suas opiniões políticas e se unindo por causas em comum. Por muito tempo tivemos muitas causas sociais sequestradas por ideologias. O que eu vivi nos últimos 30 anos me fez abandonar as ideologias partidárias, porque nelas, as causas sempre valem menos que as ideologias partidárias. Decidi que não seria mais refém. E desse fato as pessoas se juntaram. É muito louco falar disso, mas Crivella chegou até onde está com muito apoio da esquerda, então não era uma questão de ideologia política, mas de causa. A ação do Felipe Neto, por exemplo, foi sensacional. Eu não o acompanho, já tive minhas reservas, discordo de coisas que ele pensa, como discordo de coisas que até meus amigos muito próximos pensam, mas numa hora dessas o inimigo é comum: a ignorância.

Evan – A Faro, com certeza, está trabalhando em novos projetos literários para os próximos meses. Você pode nos adiantar algo?

Pedro – Eu só adianto os livros estrangeiros. Os nacionais só anuncio quando me entregam. Mas todos os autores da casa estão trabalhando para entregar novos originais entre o fim desse ano e o próximo. Teremos uns livros sobre racismo, um na linha do futurismo como Sapiens, um sobre os trabalhos de Ayn Rand, alguns sobre o Pensamento Liberal, sobre Filosofia, e um investimento maior em YA para o próximo ano.

Evan – Já ouvi você dizer algo como “Um ótimo livro pode quebrar uma editora”. Muitas coisas são levadas em consideração antes que um editor decida publicar ou não um livro. Pode nos contar o que você leva em conta para que um livro receba o selo Pedro Almeida?

Pedro – Os editores recebem indicações o tempo todo. Eu recebo cerca de 30/50 por dia. Contrato 3 no máximo por mês. Há livros ótimos que eu não publico. E o motivo? Não tem um grande público. Não tem uma abordagem que pode alcançar um público mais amplo. Basta que um editor publique mais de 50% dos seus títulos que deem prejuízo que leva o negócio à falência. E não se trata apenas de qualidade, mas de haver plataforma de leitores suficientes para cada obra. Eu procuro sempre algo que não vi antes. Eu leio todos os livros pensando em não gostar… e o livro deve me fazer pensar o contrário. E tento ler cada livro como um leitor comum, para não cair no erro de publicar para mim mesmo.

Evan – Pedro Almeida, foi um grande prazer falar contigo. Ficamos muito agradecidos e honrados por ter aceito nosso convite e fica aqui nosso desejo de sucesso cada vez maior com a Faro Editorial, com o Prêmio Jabuti e em tudo que você faz. Grande abraço da família À Espreita.

Gostou do nosso bate-papo com o grande Pedro Almeida? Deixe seu comentário e não deixe de se inscrever no blog. Abaixo deixamos os links para alguns dos lançamentos da Faro Editorial. Grande abraço à todos!

Feitos de Sol

Quando Ela Desaparecer

Vozes do Joelma

O Homem Que Odiava Machado de Assis

A Devolvida

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Rambo: De “First Blood” a “Last Blood”.

Rambo: First Blood ou Programado para Matar.

Talvez nem todo mundo saiba que Rambo I, Programado para Matar como ficou conhecido no Brasil, é a adaptação do livro “First Blood” de David Morrell (1972).

Em First Blood, Morrell trata de assuntos como os traumas psicológicos sofridos pelos soldados em campo de batalha e como o próprio país que enviou jovens para a guerra tinha dificuldades em recebê-los de volta, não lhes dando qualquer tipo de auxílio ou assistência para que os mesmos pudessem continuar ou recomeçar suas vidas.

Capa de First Blood – David Morrell

Existem muitas semelhanças entre o romance de Morrell e o filme que trouxe Sylvester Stallone para viver o personagem John Rambo, mas também tem algumas diferenças. O filme mostra o boina verde, ex-combatente, após retornar do Vietnã, procurando um amigo que conheceu na guerra, mas o mesmo já havia falecido. Em seu trajeto, Rambo é tido como um vagabundo andarilho enquanto atravessa uma pequena cidade do interior norte-americano. O xerife local implica com ele e o prende, à partir daí começa uma pequena guerra. Rambo foge e é caçado pela polícia local. A problemática escancarada pelo autor é bem representada pelo filme, mas o longa trás algumas diferenças do original também. A principal delas é o destino do protagonista. No original, Rambo seria morto pelo oficial que o treinara e fora seu mentor nas forças armadas, o Coronel Samuel Trautman. No filme, Rambo se suicidaria no final, após falar com Trautman e a cena chegou até a ser filmada, mas Stallone convenceu diretor e produtores a não matarem o personagem, que, por fim, se entregou às forças policiais e foi preso.

Rambo II – A Missão

Uma missão para detectar prisioneiros de guerra no Vietnã é o pretexto para libertar Rambo da prisão. Trautman o recruta para uma missão em que dificilmente outros teriam sucesso em troca de sua liberdade e readmissão ao exército. Rambo era o cara certo para a missão. Para muitos esta é a melhor sequência da franquia e tem algumas das melhores cenas de filmes de ação de todos os tempos. No fim, Rambo é traído pelo comando da missão e fica sem suporte para voltar aos Estados Unidos com os prisioneiros que ele libertou a muito custo. Rambo é capturado e torturado pelos Vietnamitas e russos que apoiam seus trabalhos. Com a ajuda de uma local, Co Bao, ele consegue fugir, mas ela é morta, logo na sequência pelos vietnamitas.

Com sangue nos olhos, Rambo ataca os russos e vietnamitas e liberta os prisioneiros americanos, trazendo-os de volta para casa. A premissa de Morrell é vista mais uma vez no fim de Rambo II, ao fim da missão, Rambo recusa a oferta de retornar ao exército americano, ficando apenas com sua liberdade. Questionado por Trautman, Rambo diz: “Eu quero o que eles querem, e o que todos os outros que vieram aqui, que deram o sangue e deram tudo o que tinham querem. Que nosso país nos ame, tanto quanto nós o amamos.”

Com a promessa de que o comando do exército continuaria procurando e resgatando outros prisioneiros de guerra, Rambo vai embora, tocar sua própria vida.

Rambo III

Refugiado em um mosteiro budista, Rambo é obrigado a interromper sua busca por paz espiritual para sair em uma nova missão. Resgatar seu mentor e amigo, o coronel Trautman que foi aprisionado pelos russos em sua invasão ao Afeganistão. No terceiro filme da franquia, Rambo ajuda os afegãos a lutar contra o domínio russo na região e resgata o único amigo que lhe sobrou: Trautman.

Rambo IV

Vinte anos depois, John Rambo vive na Tailândia e leva uma vida simples e solitária nas montanhas, pescando e capturando cobras venenosas para vender. Um grupo de missionários precisa passar pelas minas terrestres escondidas pelo caminho que leva ao campo de refugiados, onde pretendem entregar suprimentos médicos e comida para a tribo Karen. Depois de muita insistência, Rambo aceita levá-los de barco porém, pouco tempo depois, o grupo é sequestrado pelo exército birmanês. Um grupo de mercenários é contratado para resgatá-los e Rambo lhes leva até o lugar onde deixou os missionários. No entanto, ele terá que ajudá-los, pois estes renegados não conseguirão fazer isto sozinhos e nem fazem ideia de quem é o barqueiro que lhes conduziu até ali. Rambo IV é, talvez, o mais sangrento da franquia, (resta ver o V) com tiros de grosso calibre que fazem corpos despedaçarem-se.

Rambo IV – Trailer

Rambo V – Até o Fim (Last Blood)

Filme é massacrado pela crítica mas, é bem aceito pelo público.

O final de Rambo IV termina quando o ex-combatente chega ao Rancho da família, onde se dá a entender que finalmente Rambo voltou ao rancho da família para viver em paz, dando fim aos seus dias de guerra.

Rambo vive uma vida tranquila no rancho, se torna o tiozão de Gabrielle, filha de uma amiga a quem ele trata como filha. No entanto, no anseio de conhecer o pai biológico a garota viaja ao México e acaba sequestrada por uma quadrilha de tráfico de mulheres. Rambo decide resgatá-la e enfrentará um forte e armado cartel para fazer justiça.

O que os fãs da franquia e de filmes de ação querem ver em geral? Enredos complexos que fazem refletir sobre a existência humana? Não! Quem vai assistir à um filme de Rambo quer ver, violência, sangue, explosões, mortes, tiros, flechadas, etc. E isto, o filme entrega.

Os críticos “especializados” tem feito uma verdadeira oposição ao filme mas, o que chama a atenção é que quem foi conferi-lo, até agora, tem saído do cinema satisfeito. E, na verdade, é isso que interessa. Em seu primeiro fim de semana o filme arrecadou mais de U$ 19 milhões, só ficando um pouco abaixo da estreia de Rambo II, que fez U$20,1 milhões em relação aos demais filmes da franquia. Isso é o que a crítica precisa entender: Qual é o público do filme! Tendo em vista a reação do público, o filme deve ter seu sucesso garantido mesmo com as críticas negativas, e isso também não é nenhuma novidade.

E você, já foi assistir Rambo: Até o fim? Deixe suas impressões nos comentários.

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Campo do Medo

Campo do Medo, filme baseado no conto de Stephen King e Joe Hill ganha trailer sombrio e data de estreia.

Quando trata-se de Stephen King o mundo entra em polvorosa. E não é para menos, o mestre do terror tem nada menos que dezenas de sucessos literários que tornaram-se filmes ou séries para a TV. Em parceria com seu filho, Joe Hill, ele escreveu Campo do Medo (In The Tall Grass).

Como de costume, grande parte de seus escritos hora ou outra, acabam se tornando audio-visuais e vão parar nas telas do cinema como Cemitério Maldito, Carrie, A Estranha ou It, a Coisa. Tornam-se séries para a TV como A Torre Negra ou ambos, como O Nevoeiro que tem versão em longa metragem e depois ganhou uma série.

Campo do Medo parece ter uma trama simples, mas ainda assim arrepiante. Um irmão e uma irmã ouvem um garoto pedindo ajuda. Eles entram em um grande matagal dos infernos para salvá-lo, mas descobrem que o lugar pode não ter saída. Logo descobrem que “dos infernos” não é apenas força de expressão do editor aqui e encontram mais pessoas na mesma situação e outras coisinhas a mais.

Campo do Medo – Cena do Filme

O elenco conta com Patrick Wilson (Invocação do Mal e Aquaman), Will Buie Jr. (Bunk’d), Laysla de Oliveira (The Gifted) e Avery Whitted (The Vanishing of Sidney Hall).

Vincenzo Natali (Hannibal, Westworld) é diretor e roteirista.

A estreia de Campo do Medo acontece em 4 de outubro na Netflix.

Como está sua expectativa? Confira o trailer abaixo.

Trailer de Campo do Medo

Enquanto 4 de outubro não chega, lembre de outros livros de Stephen King e os links se quiser comprar algum deles para preparar o clima… e a pipoca.

It: A Coisa

Cemitério Maldito

O Iluminado

Doutor Sono

O Instituto

Carrie, A Estranha

Outsider

Zona Morta

A Dança da Morte

A Metade Sombria

Misery

Joyland

Escuridão Total Sem Estrelas

Bazar dos Sonhos Ruins

Cujo

A Hora do Lobisomem

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Um Anjo Chamado Nicholas – Novos Autores

Quando a morte bate à nossa porta, ninguém quer ser a pessoa que atende.

Um Anjo Chamado Nicholas, romance da autora Jojo Correa, chega ao Wattpad trazendo fortes emoções já nos primeiros capítulos. Desde o início o clima é de despedida. Natasha narra a forte ligação que tem com seu irmão gêmeo, Nicholas. Uma ligação que não pode ser quebrada, uma cumplicidade que poderia ir até o mais profundo abismo do universo.

O aniversário dos gêmeos, serviria de data também para o casamento de Nicholas com Emily, sua noiva, que espera um filho seu. Seria uma data muito feliz e todos estavam ansiosos para este grande momento.

No dia do casamento, Natasha tem um mal pressentimento sobre o irmão, antes que este saísse em direção à igreja. Ela o abraça forte. Não tem como impedi-lo de ir. É seu casamento. É o dia que ele mais esperou na vida.

Uma tragédia vai mudar a vida de todos. Uma conexão que não podia ser quebrada pode ser interrompida pela morte? Isso, Natasha vai descobrir enquanto ajuda a cuidar da cunhada e do futuro sobrinho. E o que mais essa história de dor, perda e tentativa de superação pode reservar aos leitores?

O livro está em andamento no Wattpad e Jojo Correa promete fortes emoções até o fim da história. Acompanhe esse drama, recheado de amor e cumplicidade, no Wattpad, clicando aqui: Um Anjo Chamado Nicholas.

Um Anjo Chamado Nicholas – Book trailer

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A Porta Trancada – Conto do Editor

A Porta Trancada, conto do autor Evan Klug traz o melhor do romance de época aliado ao suspense.

Sombrio, A Porta Trancada, conta sobre a chegada de um misterioso jovem milionário à uma pequena cidade. Viúvo e sem filhos, Liam, torna-se instantaneamente o assunto preferido na pequena cidade onde comprou um antigo casarão.

Enola, uma simples moça da pacata cidade, serve chá durante o suntuoso baile de sua senhora, e Liam interessa-se por ela, contratando seus serviços para ajudá-lo a organizar seus pertences na recém adquirida mansão.

Depois de um requintado almoço e um dia divertido, desembrulhando bugigangas, Liam e Enola se tornam cada vez mais próximos, apaixonam-se e casam-se em uma badalada festa que incluiu boa parte da cidade.

Tudo parecia um conto de fadas, exceto pela cara feia da governanta do casarão, chegada juntamente com Liam. Henriet tem modos autoritários e um sotaque alemão carregado. Enola, é simples, não se importa com convenções, está feliz com o marido saído de um conto de fadas.

Mas, nem tudo é o que parece e o que tinha tudo para ser o casamento dos sonhos torna-se um pesadelo. Cheio de abusos, violência, mentiras e um segredo escondido por trás de uma porta trancada.

Acompanhe Enola, nesta trama sombria, cheia de segredos e aparências. Ajude-a a descobrir o segredo escondido por trás de A Porta Trancada.

A Porta Trancada é um conto, leitura rápida, mas não pense que não precisará de nervos de aço para destrinchá-lo até o fim. Do mesmo autor do premiado livro de terror e suspense Olhos Vermelhos: a fera, o diário e o amuleto, e de outros contos como Minha Pequena Fantasma, selecionado para a antologia de terror Inefáveis, A Porta Trancada lhe mostrará o que de pior há no coração humano.

Para apreciar esta obra do suspense, basta clicar no link e ler gratuitamente no Wattpad: A Porta Trancada.

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Peregrina – Novos Autores

Peregrina, ficção científica traz aventuras e descobertas de jovem alienígena.

Sci-fi, esta é a nomenclatura mais atual para a nossa boa e velha ficção científica. Se por um lado, séries e franquias como as de Star Trek ou Star Wars trouxeram às telonas como seriam as diferentes espécies humanoides nos mais distantes planetas do universo, Peregrina, livro da jovem escritora Thayna Andrade, nos apresenta uma alienígena diferente. Dando o nome ao livro, Peregrina é uma bela jovem de cabelos avermelhados como fogo e olhos azuis como o céu.

Peregrina, vem do planeta Neptunitra, da vizinha galáxia de Andrômeda e por um problema em sua viagem espacial, acaba pousando sua nave por engano no nosso planetinha azul aqui.

Adotando o nome de Lorena Anastasiya Petrova, para ocultar sua verdadeira identidade, Peregrina, após observar os terráqueos brevemente, sente um estranho desejo de investigá-los mais a fundo e quanto mais ela o faz, mais encontra semelhanças entre os terráqueos e ela. Já que nunca conseguirá uma resposta concreta sobre sua origem, vinda dos pais, que sempre lhe negaram a verdade, ela tenta encontrar respostas sobre si mesma na Terra.

Que fora adotada, nunca lhe foi segredo e o improvável planeta Terra parece ter as respostas de que precisa para descobrir sua verdadeira origem. Tentando se misturar, a ruiva vai contar com a ajuda de alguns novos amigos mas, como nada é fácil na vida e nem os alienígenas fogem a esta regra, ela também vai encontrar resistência e perseguição. Afinal, um novato sempre sofre para se encaixar, ainda mais uma novata no planeta. De personalidade forte, intolerante e pode-se dizer até que arrogante, Peregrina terá muito a aprender em sua estadia na Terra ao mesmo tempo que tenta esconder sua origem extraterrestre.

Sim, Peregrina é uma busca para conhecer a si própria. Pode imaginar o que nosso planeta reserva para esta visitante inesperada? Você vai se apaixonar ao acompanhar as aventuras de Peregrina.

A história ainda não está completa, mas a autora está trabalhando nos próximos capítulos e em breve estará finalizada. Enquanto isso você já pode conferir gratuitamente no Wattpad, basta clicar aqui: Peregrina.

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Um Encontro em Portugal – Novos Escritores

Baseado em fatos reais, romance hot promete esquentar os ânimos em terras lusitanas.

Amizade virtual. Quase todo mundo tem. E quando essa amizade se transforma em um algo a mais e os lados querem encontrar-se pessoalmente? É isso que acontece no romance da autora Daiane Gomes.

A protagonista da história, que também, e não por acaso, se chama Daiane é uma veterinária de 24 anos que decide viajar até Portugal para conhecer pessoalmente seu amigo virtual de longa data, Vasco Rafael.

Como a autora explica, o relacionamento virtual dos dois é recheado de tesão reprimido e o que seria um encontro casual no antigo continente transforma-se em um relacionamento estranho, pois tanto Daiane, quanto Rafael, se envolvem mais do que pretendiam.

Um Encontro em Portugal é uma mistura de fatos reais com ficção e caberá ao leitor imaginar o que, de fato, aconteceu e o que pertence ao imaginário da autora. Este é um romance com uma pegada “hot” temperada por uma paixão cheia de ciúmes e uma grande surpresa que fará com que Daiane repense seus sentimentos.

O livro possui em sua escrita dois dialetos portugueses que acabam se misturando à medida que os personagens interagem no enredo.

Com cerca de 1.800 leituras na plataforma digital, Wattpad, muita gente já têm conferido o clima esquentar entre Daiane e Rafael.

Um Encontro em Portugal no Wattpad

Eu fiquei curioso. E você?

Para conferir, Um Encontro em Portugal, basta acessar o Wattpad e ler esta história, tão boa quanto um vinho português, clicando aqui: Um Encontro em Portugal.

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Versos da Eternidade – Novos Escritores

Versos da Eternidade, obra de poetisa estreante, traz paz à alma desamparada.

Nos piores dias, em meio à tempestade, o errante viajor sempre encontrou consolo nos salmos e provérbios. Pois agora, pode também encontrar alívio para a alma com o livro da poetisa e por que não, salmista, Paloma Geambastiani.

Versos da Eternidade traz diversos poemas, que poderiam facilmente até serem cantados. São mais de setenta textos que delineiam a fé, a esperança, o consolo e até a advertência, tudo de maneira muito sublime e singela.

Segundo a autora, os versos são inspirados em suas vivências e têm por objetivo trazer paz à alma, fazer refletir e seguir sempre adiante. Estes são ótimos motivos para conferirmos a obra da nossa querida Paloma, afinal… quem não precisa sentir um pouco do amor de Deus em sua vida?

Como hoje estamos bonzinhos vamos deixar uma pequena amostra do que lhe aguarda em Versos da Eternidade.

Guarda-me

Poema – Guarda-me

Seja você religioso ou não, vale à pena apreciar Versos da Eternidade, seja pela mensagem, seja pela arte ou… seja por ambos.

Versos da Eternidade, uma coleção de poemas que pode trazer alento ao aflito e entretenimento ao leitor. Duas maneiras formidáveis de alimentar a mente e a alma.

Você encontra Versos da Eternidade para leitura gratuita no Wattpad, clicando aqui: Versos da Eternidade.

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My First Love – Novos Escritores

My First Love, a história de um primeiro amor é também a estreia de um novo talento.

Quem nunca curtiu um romance adolescente? A jovem escritora, Lays Domingues estreia na plataforma Wattpad, com seu primeiro romance e conta uma história que poderia ser a de qualquer garota.

My First Love, narra a história de Brianna, uma jovem de 15 anos, que encontra no melhor amigo de seu irmão mais velho, a primeira paixão. Ser a presidente do clube de literatura da escola não faz de Brianna uma garota muito popular, por outro lado Hero James é o que se pode chamar de “o sonho de toda garota”. Não bastasse o fato de ser bonitão, o cara também é o capitão do time de futebol americano da escola. Hero é tipo de cara que vai deixar todas as leitoras suspirando a cada nova página lida. O “crush” perfeito.

Mas, se você está pensando que esta é só uma história bobinha de Sessão da Tarde, você está enganado. Os sentimentos se misturam tanto quanto à realidade e o que parecia simples, se mostra complexo, tal qual a vida real.

Quando enfim, os dois se apaixonam e parece que tudo vai acontecer com naturalidade vem a primeira surpresa. Que obviamente não irei revelar aqui, mas, que coloca a vida de muita gente de pernas para o ar.

A adolescência, com todos os seus questionamentos, conflitos internos, transformações externas e internas e o desabrochar de novos sentimentos são abordados na obra de Lays Domingues.

A autora, revela que a trama se divide em duas partes e a primeira, já com muitas reviravoltas, encontra-se totalmente disponível no Wattpad. E enquanto ela trabalha na segunda parte da obra, podemos nos deliciar com as aventuras e desventuras desta época tão conturbada e dramática que faz parte da vida de todos nós.

Brianna e Hero, e mais uma gama de personagens que hora podem ser apaixonantes, hora podem ser odiosos, esperam por você nos capítulos de My First Love, afinal, todo mundo já teve um primeiro amor.

Book Trailer de My First Love

My First Love, encontra-se disponível e totalmente gratuita no Wattpad. Basta clicar aqui: My First Love

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Antologia Poética – Inscrições abertas

Alvorecer – Coletânea Poética traz oportunidade a poetas/poetisas de todo país.

A editora Porto de Lenha, através do selo Cavalo Café, está com inscrições abertas para poetas de todo o país exporem seu trabalho através de mais uma antologia. A editora já é conhecida por suas diversas coletâneas de sucesso em diversos segmentos da literatura.

O que diferencia a editora é o custo da participação. Enquanto normalmente editoras exigem um investimento um pouco “salgado”, principalmente para autores iniciantes, as antologias do selo Cavalo Café exigem, além de um bom texto, apenas que o autor compre pelo menos um livro. Isto é básico, visto que o autor selecionado vai querer no mínimo ter uma cópia sua para guardar de recordação.

O organizador desta antologia poética é o renomado poeta Jonnata Henrique, membro da Academia de Artes, Ciência e Letras do Brasil e com experiência em diversas antologias. Ele tem a árdua tarefa de selecionar os melhores textos que estarão nas páginas de Alvorecer.

Jonnata Henrique – Organizador

O tema para participar da antologia é livre, ou seja, seu poema ou poesia pode ser sobre qualquer assunto e de qualquer estilo. A data limite para envio dos trabalhos é 31/10/2019.

Mostre seu talento, divulgue seu trabalho. Participe!

Para acessar o edital da antologia clique em: Edital Alvorecer

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10 Livros Com a Cara da Sexta-feira 13

Terror e Suspense nunca fizeram mal a ninguém

Sexta-feira 13, dia de azar? Mal presságio? Ou apenas uma data como qualquer outra? Não se sabe dizer ao certo de onde vem essa tradição mas, com certeza o cinema encarregou-se de marcar nossa infância com medo da Sexta-feira 13. O psicopata que nunca morre definitivamente, Jason Woorhees, caçou e estripou muita gente nas telas do cinema nesta data. Isso é facilmente associado, sempre que uma quinta-feira 12 termina.

Desde que os monstros impregnados nesta data não ultrapassem as telas do cinema ou as páginas dos livros, não tem problema. Estaremos sempre ansiosos por mais sustos e sangue. Por isso reunimos 10 livros que tem a carinha da sexta-feira 13, diferentes em estilo, únicos em suspense e terror, sempre deixando nossos cabelinhos em pé.

10 Livros para você conhecer, com o selo Sexta-13 do À Espreita.

Os livros em questão não estão em ordem e também não formam nenhum ranking, são somente indicações desta humilde redatora para os seguidores do À Espreita. Supersticiosos ou não, aí vai:

1 – Os Sete – André Vianco

” Nobres homens de bem, jamais ouseis profanar este túmulo maldito. Aqui estão sepultados demônios viciados no mal e aqui devem permanecer eternamente. Que o Santo Deus e o Santo Papa vos protejam. “Uma caravela portuguesa naufragada com mais de 500 anos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, uma estranha caixa de prata lacrada esconde um segredo. Apesar do aviso grafado, com a recomendação de não abri-la, a equipe de mergulhadores que a descobriu decide seguir em frente, e encontra sete cadáveres. Esses corpos misteriosos e cadavéricos são levados para estudos e tudo parece estar sob controle até o despertar do primeiro deles. Em Os Sete, André Vianco atualiza o mito dos Vampiros, apresentando ao leitor seres poderosos, cada um com uma característica única, mas todos com natureza monstruosa e sanguinária. O resultado é um livro envolvente, repleto de ação e reviravoltas, que em pouco tempo ocupou seu merecido lugar entre os mais importantes livros de terror e fantasia brasileiros. Vampiros e Sexta-feira 13 sempre tiveram tudo à ver e contada pelo mestre brasileiro da vampiragem recebe o nosso selo Sexta-13. Gostou? Para comprar clique aqui.

2 – Lacrymosa Juliana Daglio

O mal não resiste a uma porta destrancada. Dotada de um poder misterioso que sempre considerou como uma maldição, Valery Green não é uma detetive comum. Quando ela e seu parceiro, Axel, são chamados a investigar o desaparecimento de um pai e sua filha, o lado mais sombrio do passado de Valery ameaça encontrá-la e envolvê-la em uma trama repleta de horrores, mistérios e intrigas. “A escrita de Juliana Daglio constrói o equilíbrio delicado de uma situação criada a partir de mentiras, expõe e nos lembra da inevitável fragilidade humana e conta uma história que prende do início ao fim. Tudo isso narrado com o tom de suspense e velocidade certos para desafiar o leitor a render-se ao universo de sombras, segredos e possessões demoníacas. Sim, este livro da nova queridinha da literatura de terror e suspense, merece nosso selo Sexta-13. Gostou? Compre clicando aqui.

3 – Bile Negra – Oscar Nestarez

Uma pandemia se espalha por bairros, cidades e países. Sorrateira, é causada por uma perigosa substância, que age como um verme que fatalmente conquista a vida do hospedeiro. E Vex, um jovem tradutor, precisa recrutar todas as suas forças para conter este avanço.
Com origem na Teoria Humoral segundo a qual o bom funcionamento de corpos e mentes depende do equilíbrio entre humores, o romance explora o excesso do mais saturnino deles: a bile negra, ou melancolia — do grego mélas (negro) e cholé (bile).
Bile negra (do grego μελαγχολία, ou melagcholía, onde μέλαγ = mélas, “negro”, e χολή = cholé, “bile”): um dos quatro humores que, de acordo com a Teoria Humoral (séc. IV a.C. – séc. XII), regiam a saúde física e mental do ser humano. Ficou intrigada assim como eu? Sim, selo para ele também. Você pode comprar a versão digital aqui.

4 – Veias Abertas Não Sangram Para Sempre – Glau Kemp

Uma história de terror medieval inspirada em um caso real. Quando a fantasia é só uma alegoria para falar dos horrores da humanidade e, a realidade é pior que a ficção. Um mundo onde as bruxas não são monstros, mas os monstros estão entre nós. Veias abertas não sangram para sempre, é um conto de terror fantástico inspirado em um dos casos de bruxaria mais famosos da história. Para quem não quer começar uma leitura longa nesta sexta-feira 13, nada melhor que o conto da nossa querida Glau Kemp. Versão digital, clicando aqui.

5 – Olhos Vermelhos: A Fera, o Diário e o Amuleto – Evan Klug

Will faz parte de uma expedição que documenta curiosidades sobre a vida selvagem. O novo projeto em que está envolvido leva-o, juntamente com o restante da equipe, até o Canadá. No entanto, vários contratempos os colocam em um lugar um pouco diferente do seu destino. O misterioso desaparecimento de um garoto, aliado ao desejo de se registrar a vida selvagem da região, coloca Will e seus colegas em um grupo de buscas.
O ataque de uma fera selvagem dispersa o grupo. Will se vê sozinho em uma floresta estranha onde muitas coisas parecem não fazer sentido. Um a um, os integrantes do grupo são caçados por uma misteriosa criatura. O que poderia ser? Um ser humano, animais selvagens? Ambos? Ou algo bem diferente?
Repleta de suspense e emoção, esta aventura promete ser aterradora. Em quem Will poderia confiar? O coração humano pode ser cruel e ele está prestes a descobrir o que tudo isso pode custar… sua vida, sua família e sua humanidade. Poderia uma antiga lenda indígena provar-se verdadeira? O terror assola a realidade e a mente. Tensão, tortura e morte te levarão ao covil nas montanhas onde a grande maldição pode ser continuar vivo. Will precisará de toda ajuda disponível para enfrentar o mais brutal dos desafios: Vencer a si mesmo! Mistério, monstros, morte e sangue? Selo para Olhos Vermelhos também. Ficou curioso? Compre a versão digital clicando aqui.

6 – Caveiras: Toda Tropa Tem Seus Segredos – Vitor Abdala

“O menino correu pelas ruas escuras da favela olhando a todo momento para trás. Seus perseguidores gritavam para que parasse, mas ele sabia que não deveria. Talvez conseguisse chegar à sua casa se tivesse sorte. Era sua única chance. Em sua ingenuidade infantil, esperava que a mãe o protegesse”. Numa favela do Rio de Janeiro, Serginho, um menino de apenas 12 anos, é executado com um tiro na cabeça dentro de sua própria casa por cinco homens fardados de preto. Segundo a mãe do garoto, os assassinos são policiais da tropa de elite. O crime está envolto em mistério. Afinal, os caveiras, integrantes do respeitado batalhão, executaram o menino? E por que teriam feito isso? Ivo, um jovem repórter do jornal O Carioca, começa, então, uma busca para saber a verdade por trás dessa história. E, quanto mais ele aprofunda a investigação, mais se aproxima de um terrível segredo que envolve a tropa de elite. Agora, a vida de Ivo e de sua família está em risco. Caveiras é um suspense policial com elementos de horror sobrenatural que mergulha na violência do Rio de Janeiro. A dura realidade mesclada ao sobrenatural leva nosso selo Sexta-13 de qualidade. Para comprar, clique aqui.

7 – Twittando Com o Vampiro – Aislan Coulter

Às vésperas de se tornar o governante do mundo, o vampiro Kelvin Malon dizima a pacata Rancho Oeste. A trama se desenrola por meio de três narrativas: a morte narrando os ataques do vampiro, as páginas do diário de uma jovem esquizofrênica que teve um vídeo íntimo exposto na internet, um assassino da Deep Web em busca de uma cruz misteriosa ao Norte do país. Mais uma história de vampiros, mas de uma forma totalmente diferente e moderna. Selo para o vampiro da internet. Compre a versão digital, clicando aqui.

8 – Teu Pecado – Wellington Budim

Uma garota que foi assassinada de forma brutal é encontrada boiando no lago do parque do Ibirapuera. As investigações levam os oficiais de justiça a acreditarem que estão diante do crime perfeito, até que uma pequena prova é encontrada durante a autópsia. Um papel com uma letra e dois números: R67. A garota é Amanda Fortes, uma stripper do Babylon Night Club, e seu assassinato se torna uma incógnita nas mãos da polícia. Enquanto as investigações prosseguem, as pessoas que a conheciam tentam entender quais motivos alguém teria para fazer algo tão hediondo com a garota e, então, segredos de um passado não tão distante começam a vir à tona, fazendo com que mais mentiras sejam contadas. Ninguém é tão inocente quanto aparenta ser, e o assassino de Amanda sabe disso. Qual terá sido o seu pecado? Teu pecado é o livro de estreia de Wellington Budim e promete prender o leitor do começo ao fim neste suspense policial. Crime, investigação e suspense combinam também, e muito, com Sexta-13. Selo para Teu Pecado. Você pode comprar aqui.

9 – Suprema – Danilo Morales

Nina tenta a sorte grande na cidade. Tem desejo de ascender de classe, e vê em Angelique uma oportunidade. Ela a introduz no mundo da magia, e desperta o seu lado maligno, que estava adormecido. O passado bate a sua porta e traz consequências irreversíveis.
“Imediatamente se desvencilhou, caindo no buraco, diretamente no caixão, abraçado ao cadáver. A tampa do ataúde se fechou. Ele o esmurrou algumas vezes antes que se abrisse novamente. Estava todo dolorido. Subiu novamente enquanto um riso histérico ressoava de um lugar incompreensível, unido ao choro de um bebê.” Deu pra sentir a tensão nesse trecho? Interessados podem adquirir o e-book aqui e selo Sexta-13 pra essa belezura também.

10 – O Escravo de Capela – Marcos deBrito

Durante a cruel época escravocrata do Brasil Colônia, histórias aterrorizantes baseadas em crenças africanas e portuguesas deram origem a algumas das lendas mais populares de nosso folclore. Com o passar dos séculos, o horror de mitos assustadores foi sendo substituído por versões mais brandas. Em o Escravo de Capela, uma de nossas fábulas foi recriada desde a origem. Partindo de registros históricos para reconstruir sua mitologia de forma adulta, o autor criou uma narrativa tenebrosa de vingança com elementos mais reais e perversos. Aqui, o capuz avermelhado, sua marca mais conhecida, é deixado de lado para que o rosto de um escravo-cadáver seja encoberto pelo sudário ensanguentado de sua morte. Uma obra para reencontrar o medo perdido da lenda original e ver ressurgir um mito nacional de forma mais assustadora, em uma trama mórbida repleta de surpresas e reviravoltas. OK, se esta obra é virada no Saci, nosso selo Sexta-13 está bem representado nesta história assustadora. Para adquirir o seu é só clicar aqui.

Pois bem, meu objetivo aqui era formar uma lista diversificada de indicações. Não só monstros, não só psicopatas, não só bruxas. Algo que possa atender à todos os gostos e ainda tenha a carinha de uma sexta-feira 13. Que Jason nos guarde!!

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Instituto Pegaí Leitura Grátis – A iniciativa que pode mudar o Brasil

Instituto Pegaí Leitura Grátis – O Brasil que dá certo no interior do Paraná.

Livros sem leitores, leitores sem livros. Indivíduos ávidos em viajar por novos mundos, novas vidas, novas tramas ao mesmo tempo que há livros empoeirados em grandes prateleiras, abandonados em um canto escuro da casa, prendendo em si mesmos uma infinidade de possibilidades. Como promover o encontro de leitores e livros? Ao que parece esta resolução é óbvia e simples, pelo menos, na teoria. Na prática as coisas são um pouco mais complexas, por um ou outro motivo esse encontro não acontece na forma ou na quantidade que deveria. Promover este encontro se tornou o sonho do professor universitário Idomar Augusto Cerutti.

Com uma ideia na cabeça e o apoio da família e alguns amigos, Idomar arrecadou livros ociosos nas casas de amigos e parentes e com pouco mais de uma centena de livros montou uma estante e levou-a a um evento na cidade de Ponta Grossa – PR, onde reside. Em poucas horas os livros abandonados encontraram novos leitores. Mas, como fazer com que estes livros agora, não apenas trocassem de prateleiras e permanecessem sem uso?

Foi da necessidade em resolver esta questão que nasceu o Instituto Pegaí Leitura Grátis. Um grupo de amigos e pessoas que compartilhavam do mesmo desejo de Idomar começaram a arrecadar, etiquetar e a disponibilizar os livros em espaços públicos da cidade. Assim o sonho de um homem tornou-se o sonho de dezenas de pessoas que passaram a colaborar com o projeto.

“Criamos o Pegaí e fomos logo explicando seu funcionamento”, revela Cerutti. Qualquer pessoa pode pegar um livro, a sua escolha, sem qualquer tipo de cadastro, ler a seu tempo, e devolvê-lo em uma das caixas de coleta. Simples assim.

Pegaí – Estante

De 2013 para cá, o Pegaí, cresceu bastante. A média de 1,6 mil livros mensais arrecadados entre pessoas e empresa passou para mais de 6 mil livros por mês. O projeto se espalhou geograficamente também e suas fronteiras se alargaram para vários outros municípios do Paraná. Foi dada a preferência para pequenos municípios, para que novas oportunidades de democratização da leitura fossem alcançadas.

E o sonho do professor universitário não parou por aí, o Instituto abriu novas possibilidades e em 2015, a impressão de livros (em domínio público ou com autorização de seus autores) a baixo custo para disponibilização nas estantes teve início.

Após publicar dois livros, com autorização de suas editoras e autores, o Instituto Pegaí Leitura Grátis montou um Comitê Editorial para análise de obras. “As pessoas que tem interesse em ver seu livro publicado com a ‘marca’ Pegaí, e, portanto, sem fins lucrativos, nos mandam seus exemplares originais”, conta o coordenador do Instituto. Os livros com análise positiva podem fazer parte do rol dos livros que preenchem as estantes do Pegaí Leitura Grátis. Desta forma, o Instituto passou a incentivar tanto a leitura quanto a escrita.

Está bom para vocês? Os mais de 100 colaboradores voluntários do projeto queriam mais. Então, ainda em 2015 foi firmada uma parceria do Instituto Pegaí com o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). Além de disponibilizar estantes de leitura dentro de ambientes prisionais, os detentos interessados puderam capacitar-se como restauradores, com profissionais qualificados, e ali mesmo, começarem o trabalho de restauração de livros danificados. Assim pessoas e livros ganhavam uma nova oportunidade. Além de aprender uma nova profissão, os agora restauradores, diminuem um dia de pena em troca de três de serviço. Estava criado o Hospital de Livros do Instituto Pegaí.

Pegaí – Hospital de Livros

Gostou do projeto? Quer ajudar? Existem vários pontos de coleta para doação de livros espalhados pelo Paraná, inclusive na capital, Curitiba. Quer ser um colaborador? É de outro estado e quer participar? Entre no site do Instituto Pegaí, clicando aqui, e veja como você pode ajudar. Afinal, é sempre bom ver e participar de ações que nos enchem de esperança e mostram que o Brasil pode dar certo.

Pegaí – Voluntários

Parabéns ao Instituto Pegaí Leitura Grátis e seus colaboradores!

Um grande abraço do À Espreita.

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Vozes do Joelma

Vozes do Joelma – Os gritos que não foram ouvidos, é a nova aposta da Faro Editorial para a literatura nacional de terror.

O ano é 1974, chamas em um grande edifício em São Paulo, o Joelma, param o Brasil e boa parte do mundo para acompanhar uma das maiores tragédias já vistas. Um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado, divisórias e móveis de madeira, pisos acarpetados, cortinas de tecido e outros materiais serviram de combustível para que o edifício comercial de 25 andares, rapidamente se tornasse um inferno ardente. Cerca de 200 pessoas morreram vítimas do incêndio e mais de 300 ficaram feridas.

Incêndio Edifício Joelma 1974

Mais de 40 anos depois, o Joelma ainda habita o imaginário da população, que ao lembrar do fatídico 1 de fevereiro de 1974, também conta outras histórias e o porquê de crer-se que o terreno do Joelma é amaldiçoado. Acredita-se que o terreno do edifício já foi um pelourinho e que outros crimes foram ali cometidos no terreno onde mais tarde seria construído o prédio.

Vozes do Joelma, verdade ou imaginação?

Quatro dos maiores escritores do terror nacional retiram das profundezas de suas mentes doentias, histórias que ligam o desastre do Joelma ao sobrenatural:

Vozes do Joelma ainda conta com uma apresentação feita por uma mente não menos nefasta que a dos autores, Tiago Toy.

Vozes do Joelma é em si mesmo já uma obra de arte, se não julga-se um livro pela capa, este pode pelo menos, já em sua capa, mostrar à que veio. A capa é linda, com efeitos de brilho sobre as chamas do Joelma. O título trabalhado em alto-relevo. Toda a arte, tanto externa quanto interna, é um primor, com destaque para as tenebrosas ilustrações que permeiam as páginas de Vozes do Joelma. O livro subdivide-se em quatro histórias nas quais os autores narram suas visões do desastre e suas possíveis “explicações”.

Ficha Técnica:

Título: Vozes do Joelma – Os Gritos Que Não Foram Ouvidos

Editora: Faro Editorial

Páginas: 288

Preço: R$ 42,40

Para comprar, clique aqui:

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Olhos Vermelhos

Olhos Vermelhos: a fera, o diário e o amuleto

Olhos Vermelhos: a fera, o diário e o amuleto

Terror, Suspense… e Aventura, muita aventura. É isso que Evan Klug, escritor curitibano, nos proporciona com esta memorável estória tensa e cheia de reviravoltas. Um grupo de documentaristas vai até o Canadá, onde pretendem registrar a vida selvagem da região em um novo projeto. No entanto, alguns fatos recentes, como o desaparecimento de um garoto local, coloca Will (nosso protagonista) e seus companheiros auxiliando em grupo de buscas. O grupo é dispersado pelo ataque de uma fera selvagem. Um a um, os integrantes do grupo são caçados por uma misteriosa criatura. Praticamente sem rastros ou pistas a expedição começa a ser dizimada de forma sádica e cruel. Will se vê sozinho, tentando descobrir contra o que está lutando, ou melhor, fugindo. Uma antiga lenda indígena é a única pista para desvendar o mistério que o circunda.

Em Olhos Vermelhos, o leitor seguirá com Will até descobrir a verdade por trás de toda essa trama e ao mesmo tempo terá de encarar os tenebrosos olhos vermelhos que o perseguem. Sangue, tortura, morte, rituais estranhos, indígenas e pesadelos que mesclam-se a realidade fazem desse enredo uma obra-prima da literatura de horror moderna.

Não fique de fora, se curte o gênero, vai fundo… mas até para quem não é tão chegado em terror, o livro tem ótimos momentos… sim, momentos emocionantes, engraçados, tristes e… bem, felizes, só no final pra saber. O que posso lhe garantir é que suas unhas vão pagar o preço.

Olhos Vermelhos, existe apenas em versão digital até o momento e pode ser comprado pela Amazon por 1,99 ou lido on-line direto na plataforma Wattpad de forma gratuita, onde o livro já tem mais de 7.000 leituras e já recebeu vários prêmios. A nossa torcida é que Olhos Vermelhos chegue em breve às livrarias e outras plataformas que nos possibilitem adquirirmos uma versão impressa e de boa qualidade para fazer jus ao enredo.

Olhos Vermelhos: a fera, o diário e o amuleto em sua versão digital

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