À Espreita Entrevista: Denise Campos

Autora fala sobre sua veia artística, suas experiências e carreira.

Grande incentivadora da arte, Denise Campos é formada em Pedagogia, Letras, Psicopedagogia e, atualmente, bacharel em Direito.

Evan – Você sempre foi uma grande incentivadora da arte, conte-nos como foi que nasceu essa paixão pela arte.

Denise – Na minha família o interesse pela arte não era acentuado. Acredito que essa paixão foi despertada pela escola, pelos professores. Eu sempre gostei da comunicação e de público. A arte presenteou-me com essa realização. Passei a incentivar aqueles que viam sentido na arte. Como diz Osvaldo Montenegro: “Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba”.

Evan – Você participou de diversos programas de calouros. Como foi essa experiência?

Denise – Participar de programas de calouros veio da sensibilidade de uma amiga da escola JGP, filha de músico, que afirmou, com convicção, que eu cantava bem. Fui sozinha, sem contar aos amigos e familiares, cantar. Foi uma surpresa pra mim ser vencedora nos dois programas da cidade. Não planejei. Foi uma espécie de maktub.

Canção interpretada por Denise Campos

Evan – Você também já teve papel importante como mestre de cerimônias e locutora de rádio. Conte-nos como foi isso.

Denise – Quando adolescente, tive um desentendimento com minha mãe porque eu gostava muito de baladas. Brava, ela me disse: Você precisa trabalhar!! Minha mãe estava ouvindo rádio quando afirmei com toda a minha alma: -Vc vai me ouvir nessa rádio o dia inteiro! Ela sorriu. Fui até a rádio Difusora, fiz um teste e passei. Ser mestre de cerimônias foi consequência. Até hoje não sei se foi resiliência, ressignificação ou revolta. (Risos).

Denise Campos em desfile carnavalesco acompanhada de Arlindo Diniz Filho

Evan – Em que momento e por quê você decidiu que era a hora de escrever suas próprias poesias?

Denise – Os poetas me pediam para que eu declamasse suas poesias. Eles ficavam contentes com o resultado. Um belo dia me deu vontade de escrever… Eu sempre gostei da literatura de cordel. Usei esse estilo pra poder comunicar a leitura particular que fazia e faço do meu mundo subjetivo e do nosso mundo objetivo.

Evan – Conte-nos um pouco sobre os grupos ALEC e APEC, qual a diferença entre eles e qual seu papel e contribuição com esses grupos.

Denise – Acredito que mais importante entre saber a diferença entre os grupos ALEC e APEC é deixar que seus fundadores falem sobre eles no seu Blog. Benedito C. G. Lima e poeta Balbino são militantes inspiradores imortais pra mim. Minha contribuição sempre foi estar junto. Apresentando os eventos, organizando os cerimoniais, declamando e divulgando quando não podia estar presente.

Evan – Você já participou de diversas antologias poéticas. Conte-nos um pouco sobre elas e sobre como foi tornar seu trabalho autoral conhecido do público.

Denise – Penso que, embora participando de eventos, os trabalhos autorais não eram do conhecimento da maioria das pessoas de minha cidade. Acredito que, com o advento das redes sociais, os escritores passaram a usar essa ferramenta para compartilhar. Eu nunca escrevi um livro. Acredito que, talvez, eu não escreva um livro. Minha participação nas poucas antologias se deve ao fato de ter amigos que sempre me chamam. Isso me faz bem.

Evan – Você possui também várias formações acadêmicas, como Pedagogia, letras e direito. Como o estudo influenciou a sua vida?

Denise – Escrever exige responsabilidade. Estudar é preciso sempre. O conteúdo das poesias exige que estejamos abertos ao conhecimento.

Evan – Você tem algum autor(a) que a influenciou na escrita ou que a tenha feito despertar o amor pela literatura?

Denise – Sou espírita Kardecista. Li muitos romances espíritas e neles as poesias estavam presentes. Aprendi com os autores espíritas. Com as psicografias de Chico Xavier.

Evan – Artistas são sempre inquietos, já pensando no próximo projeto. Você tem algum projeto para o futuro? Pode nos adiantar alguma coisa?

Denise – Posso dizer que não gosto de repetições. Necessito de experiências novas. Estou num projeto novo, mas não posso revelar. Prometo que vc será o primeiro a saber no tempo certo.

Evan – Ok, vou cobrar isso, viu! (Risos). Estes últimos meses têm sido muito difíceis para o mundo todo, por consequência da pandemia mundial. A arte foi um dos setores mais prejudicados nesse período. Como você acredita que a cultura, a arte sobreviverão num mundo pós Covid? Qual a sua expectativa?

Denise – A arte está a nos salvar e vai continuar. Ela, por si só encontrará o caminho para continuar. O governo ajuda, mas se arte e/ou a cultura fossem depender de governos certamente não estariam vivas para serem testemunhas cabais deste momento que, embora triste, fornece a matéria prima para as produções.

Esta foi nossa entrevista com nossa grande e nova amiga Denise Campos. Desejamos-lhe sucesso em sua vida e nos seus projetos futuros. Um grande abraço da equipe À Espreita.

Publicado por Evan Klug

Escritor, Redator, Roteirista, Produtor de Conteúdo para Web e Analista de Qualidade. Amante da literatura, super-heróis, boa comida e o bom e velho rock n' Roll.

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