À Espreita Entrevista: Marcela Farias

A Entrevista de hoje é com uma escritora encantadora, Marcela Farias. Ela fala sobre si, seus trabalhos e seus sonhos.

Hoje temos a honra de conversar com uma grata revelação da literatura, Marcela Farias. A autora é formada em História, mas como se diz, tem a arte na veia. Participante de eventos das mais variadas vertentes artísticas como teatro, caligrafia, artesanato, pintura e claro… a literatura, Marcela nos conta hoje um pouco sobre sua trajetória em uma entrevista para lá de interessante. Confere aí:

Evan – Oi Marcela, primeiramente é uma satisfação poder conversar contigo e saber um pouquinho mais sobre a escritora Marcela Farias. Sua formação é de licenciatura em História. Como a literatura entrou na sua vida? Em que momento você decidiu que queria ser escritora também?

Marcela – Desde os dez anos de idade gosto de escrever versos, porém, somente na adolescência comecei a ler romances. Sobre ser escritora me veio depois de muito sofrimento e, de tentar me compreender nos meus erros e acertos, que eu poderia através de todas as minhas desventuras criar histórias. Sempre gostei de escrever, e, quando adolescente almejei escrever romances, mas não consegui. Não sonhava em ser escritora, até que quando finalmente consegui escrever o meu primeiro livro de ficção, percebi que queria criar outras histórias e, portanto, tornar-me uma escritora.

Evan – Você nasceu em Manaus, morou em diversas cidades e agora reside em Campo Grande. Quase se tornou freira e virou professora. Conte um pouquinho para nós como foi essa trajetória… como chegamos na Marcela Farias de hoje?

Marcela – Eu era uma adolescente manauara, que foi morar no Rio de Janeiro com quatorze para quinze anos de idade. Era muito religiosa, gostava de ler romances, pintar e estudar História. Foi um longo processo até compreender o que eu realmente queria, qual era a minha vocação… acredite, estou em constante construção como pessoa. A vida religiosa me ensinou muitas coisas, por isso, não me arrependi de ter entrado para congregação, só que apesar de ser uma bela vocação, eu mesma não tinha, então, não permaneci e, desisti. Estudei licenciatura em História por estar morando em Corumbá na época, e não havia muitas opções, eu não tinha como me sustentar morando em outra cidade. Infelizmente, não me adaptei a sala de aula. Mas a História Mundial serve de inspiração para criação das minhas estórias ou histórias. A Marcela Farias de hoje sonha em construir uma família, continua indo para igreja como leiga, gosta de pintar como hobbie e sonha em ver todos os seus livros publicados e sendo reconhecida internacionalmente. O último sonho é tão pequeno, né?! (Risos).

Evan – Toda realização começa com um sonho, não é mesmo? E por falar em sonhos, em “No Mundo dos Sonhos” você conta a história de Rosa, uma jovem do interior cheia de sonhos, mas que esbarra na falta de oportunidades do mundo real. Conte para nós um pouquinho dessa trama mágica e o que lhe inspirou a escrever esse livro.

Marcela – Muitas coisas da minha vida me inspiraram, como os meus próprios fracassos, a vontade de ser artista e, não conseguir. A Rosa tem de mim, principalmente o fato de eu ser birrenta, contudo, ela é principalmente como eu era quando mais jovem. Ainda possuo muitas coisas da adolescência, mas digamos, que eu mudei alguma coisa. (Risos). Mas é só uma inspiração. Resumidamente “No Mundo dos Sonhos” narra a história de uma adolescente de dezessete anos que faz um pedido para Deus para realizar sete sonhos. Depois disto, toda a noite passa a abrir uma passagem que a conduz para um mundo misterioso, onde ela vai tentar realizar os seus sonhos… contudo, lá tem um segredo. O que me inspirou para construir este mundo foram sonhos que tive quando estava dormindo, e o meu próprio espírito sonhador de querer conhecer outros países e culturas e ser artista plástica, entre tantas coisas. Mas não se engane, não é um livro de fantasia como qualquer outro, discute de modo profundo sobre o sentido da vida. “No Mundo dos Sonhos” foi meu primeiro livro, por isso, um grande aprendizado, tanto de experiência de vida, quanto de aprender a escrever, mesmo não sendo uma “gênia” da gramática e tendo dificuldade para memorizar. Da literatura, minhas fontes de inspiração são O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder e Alice No País das Maravilhas e através do Espelho.  Uma curiosidade é que quando vou escrevendo uma história, é como um filme sendo criado na minha mente.

Evan – Ter uma publicação física é o sonho de muitos escritores e “No Mundo dos Sonhos” tem sua versão física. Conte um pouco sobre o processo de encontrar uma casa literária para o seu livro. Como foi esse processo e quais foram os principais desafios?

Marcela – Foram inúmeros desafios, só consegui publicar depois de dois anos que terminei de escrever. Nunca imaginei que fosse tão difícil conseguir publicar um livro como físico, porque aliás, quase ninguém quando escreve o primeiro romance sabe. Em qualquer país é difícil, mas no Brasil, devido ao pouco hábito de leitura de maior parte dos brasileiros, entres outros fatores, conseguir publicar um livro numa grande editora brasileira é quase impossível, principalmente se for o primeiro. Então, meu padrasto fez um empréstimo para mim, e assim, precisei pagar para uma editora que cobra pela publicação. E depois disso veio outro desafio, divulgar e vender. Realmente não é fácil porque recai só sobre o escritor fazer isso. Contudo, eu ainda acredito como sonhadora que sou que uma grande editora ainda publicará os meus livros e, colocará nas livrarias de vários cantos do país e, quem sabe do mundo. Estou a procura, hein! Deixo uma dica: quando estiverem procurando uma editora “cuidado! ”, analise bem se valerá a pena e, se é tudo feito com honestidade.

Evan – Grande conselho! Não são poucos os relatos de escritores tendo enormes dores de cabeça com algumas editoras. Precisa pesquisar e se informar bem. Agora, conte-nos um pouco sobre seu segundo livro, “O que há no seu Coração?”

Marcela – “O que há no seu coração?” é uma linda história que mistura amor, suspense, ficção científica e drama. Falará também de questões existenciais, e vai dentro do coração da personagem, que se chama Heloise. Ela é descendente da aristocracia brasileira, foi criada pela avó, mas apesar de todas as oportunidades que teve na vida, possui um vazio no seu coração, como grande parte de nós. Contudo, não me prendo somente a tristeza, a vida tem seu lado bonito. Heloise vive uma aventura de viajar no tempo e, vai parar em plena década de 1950. É surpreendente o que vem depois. Para quem se interessar em ler este meu bebê, está a venda em plataformas, por enquanto, a Amazon.

Evan – Você ainda tem um livro de poesias, “Da Imaginação”. Que temas você aborda em suas poesias e no que você se inspira?

Marcela – “Da Imaginação: A poesia em meio ao caos”, tem temas como o amor, os sonhos, a simplicidade da vida, meus questionamentos existenciais. É uma reunião de pensamentos e poesias. As poesias para mim servem como um meio para desabafar, assim, em geral são poesias escritas em meio ao caos da minha vida, pois como encontrar beleza quando tudo está preto e branco, quando só quero chorar e me entregar? Os problemas dão belas poesias.

Da Imaginação: A Poesia em meio ao Caos de Marcela Farias

Evan – É como dizem por aí, o artista extrai o melhor de si em seus momentos de maior sofrimento. Muitas vezes isso é verdade. Você tem autores nos quais você se espelha, ou dos quais você recebeu influência? Que tipo de livros você costuma ler?

Marcela – Eu deixo me influenciar por muitos autores, mas eu diria que há mais obras que me influenciam do que autores. Gosto muito de histórias de amor e, como uma boa romântica gosto de Nicholas Sparks. (Risos). O Mundo de Sofia está entre meus livros preferidos. Eu poderia citar muitos outros livros como os clássicos O Jardim Secreto, Orgulho e Preconceito, Dom Casmurro… e, autores que me influenciam, não sei se sou tão boa como eles e, sempre tento ter o meu diferencial como escritora, ser a Marcela Farias.

Evan -Quais são seus hobbies? Existem projetos paralelos voltados à literatura ou à arte de um modo geral dos quais você participa?

Marcela – Meus hobbies são pintar, assistir filmes, gosto de caminhar entre a natureza, viajar, apesar de que não tenho dinheiro para isso e, estamos na pandemia. Amo ir a museus e teatros. Não coloco a leitura aí, porque agora isto é trabalho. (Risos). Enfim, muitas coisas. Já participei quando morava em Corumbá, do Passa na Praça que a Arte te Abraça do ALEC, na verdade, mesmo distante, ainda participo. E não sei se dá para incluir, mas também vez ou outra, participo de grupos de leituras.

Evan – Dá pra incluir sim. (Risos). Grupos de leituras são ótimos tanto como hobbies ou como projetos literários. O que podemos esperar da Marcela Farias em um futuro próximo? Projetos literários em andamento?

Marcela – Além dos livros citados, tenho mais dois romances escritos. Assim, o que podemos esperar é mais publicação de livros. Espero sinceramente que sejam publicados como físicos. Como estamos na Pandemia não dá para almejar a realização de muitas coisas em 2020.

Evan – Tempos muito complicados mesmo. Essa pandemia derrubou os projetos do mundo inteiro. Não há o que não foi afetado de alguma forma. Mas… que mensagem você deixaria para os colegas escritores e para os leitores?

Marcela – Leitores continuem amando a literatura e leiam livros de autores brasileiros também, incentivem seus filhos a lerem desde criança. E aos escritores, aqueles que são ativistas, meus parabéns pela doação ao outro! E aqueles que são apenas escritores, meus parabéns pelo dom maravilhoso! E vamos expandir a literatura brasileira dando oportunidades aos escritores da Literatura Fantástica também.

Evan – Isso aí! Vamos apoiar a literatura nacional e fazer a fantasia decolar. Temos ótimos escritores, inclusive de literatura fantástica no Brasil. Marcela, foi um grande prazer poder conversar contigo. Eu, particularmente, curti muito. Espero que nossos leitores gostem tanto quanto nós do À Espreita. Te desejamos todo o sucesso e que seus sonhos, grandes e pequenos, se realizem. Grande abraço da Equipe À Espreita.

Se você curtiu nossa entrevista com a escritora Marcela Farias, deixa aí seu comentário. Para conhecer melhor as obras da Marcela, clique nos links abaixo e adquira seus exemplares.

No Mundo dos Sonhos você pode adquirir por este link, que é o da editora ou diretamente com a autora. Segue as redes sociais para falar ou simplesmente seguir a Marcela Farias.

Instagram: @marcela.ofarias

Facebook: marcela.ofarias1987

O que há no seu Coração?

 

Publicado por Evan Klug

Escritor, Redator, Roteirista, Produtor de Conteúdo para Web e Analista de Qualidade. Amante da literatura, super-heróis, boa comida e o bom e velho rock n' Roll.

8 comentários em “À Espreita Entrevista: Marcela Farias

  1. Parabéns, Marcela, e obrigado por nos renovar, generosa e ingenuamente, a esperança na humanidade e no porvir. Não por acaso, cursou História. Não sem motivo, morou no Coração do Pantanal e da América do Sul. Não sem razão fez da literatura e das artes plásticas seus instrumentos de transformação, de lapidação, da espécie humana, sobretudo nestes tempos em que o obscurantismo conspira contra as letras, as artes e a diversidade…
    Alvíssaras! Não se trata apenas de uma escritora, é uma mensageira dos novos tempos que estão por vir, e seu clarim é a pena — e a toada está toda inscrita em letras e imagens artisticamente construídas com originalidade, talento e meiguice…

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  2. Boa noite escritora! Escrever é uma arte, mas antes, é uma paixão interior. Todavia o escrever, seja poesia, seja letrar música ou seja poesia esbarra com um grande problema ao escritor; pensa ou acha quem lê, que o escritor fala de si, que naqueles versos, ou texto, ou letra, está a expor a nú, sentimentos particulares e íntimos dele. Salta aos olhos nos comentários e críticas à obra feita, tal realidade. É desagradável à quem escreve ficar contrapondo e explicando que não é assim, que é apenas uma fantasia, uma criação, uma ficção artística. Eu, por exemplo, já vivi e vivo o problema no pouco que escrevi. Em sendo assim, escrever é um ato de coragem de qualquer escritor. Em toda e qualquer obra, quem lê, crê ver intimidades do autor esparramadas na produção literária. Sei que a escritora Marcela nas suas publicações desenha com letras e pinta nas páginas sua imaginação descritiva no seu enredo. Mas há quem veja nas suas telas escritas, o interior, o âmago da escritora. Grande abraço escritora

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