À Espreita Entrevista – Mayko Martins Santos, autor de Fruto Podre.

Jovem autor fala sobre seu primeiro livro, sua relação com a cultura pop, suas influências em um bate-papo divertido.

Mayko Martins ou M. M. Santos, como assina suas obras, mora com a família em Guarulhos – SP. É estudante de Publicidade e Propaganda e apaixonado por cinema, embora, segundo ele, nunca tenha ganhado nenhum bolão do Oscar. Tem paixão pelo teatro, motivo pelo qual faz parte do Grupo Teatro Mix. Mayko se diz “preso” a muitas séries, mas a culpa de não terminar nenhuma delas é de Shonda Rhimes – criadora de “How To Get Away With Murder”, que o fez rever as temporadas várias e várias vezes. No momento está lendo o livro “Cemitério de Dragões” e ainda recuperando-se do final da terceira temporada de “Shingeki no Kiojin” (o anime). Muito bem-humorado, ele diz que prefere não falar do que mais gosta de comer, pois está fazendo regime e tem medo da fome aparecer. Mas, acima de tudo, ele ama escrever! Segundo ele, contar histórias é a melhor coisa.

Nós tivemos o prazer de ter um bate-papo super divertido com Mayko Martins, autor da obra “Fruto Podre”, da qual já falamos aqui no blog. Ele falou sobre suas influências, seu amor pela escrita, pela atuação e muito mais. Confira aí!

Evan – Olá Mayko, é um grande prazer poder conversar contigo. Sabemos que você tem uma forte relação com o teatro e a cultura geek. O que te levou a escrever com o intuito de contar histórias?

Mayko – Estou muito feliz com a entrevista; obrigado. Vamos lá. Passei minha infância toda escrevendo um “livro” sobre arqueologia, catalogando animais, momentos históricos e seres míticos, pois meu sonho era ser arqueólogo. A paixão pela escrita se manifestou cedo, mas eu não a enxergava. Estava ali, bem na minha cara, meu amor pela escrita, mas o “eu” criança não entendeu isso! Eu sempre aproveitava os momentos de tarefas para bolar histórias na mente, com personagens de filmes e animes. Foi somente com 15 anos que uma ideia estalou na minha cabeça. Após isso, rascunhei uns 6 cadernos com uma narrativa minha. E pouco a pouco, meu amor em contar histórias foi crescendo. Em suma, foi aquele sonho de infância em ser um quase “Indiana Jones” que me colocou no caminho da escrita.

Evan – De onde vem essa sua relação com o teatro?

Mayko – Acredito que seja culpa da vontade de “contar histórias”. Sempre me fascinei com o teatro e essa coisa “mágica” em criar/interpretar personagens.  Como eu digo para os meus amigos do Grupo Teatro Mix: “Hoje eu posso ser um pirata, amanhã posso ser um monstro, talvez, um dançarino. No teatro vivemos mil vidas”. Eu ingressei nesse grupo de teatro em 2015 como um membro. Hoje, somos um grupo independente e eu auxilio na coordenação, além de roteirizar algumas peças.

Evan – Nas divulgações do seu livro que você faz na internet, muito bem-humoradas por sinal, há diversas referências à personagens de séries e filmes, como Game of Thrones, Harry Potter e Jogos Vorazes. Conte para nós de onde vêm essas influências e o que você curte nesse cenário?

Mayko – J. K. Rowling foi a força da natureza que soprou em mim essa magia chamada ‘escrita’. A cada livro de Harry Potter que eu lia, mais a minha vontade em escrever histórias aumentava. Harry Potter me inspirou e continuará me inspirando para “sempre” (potterheads entenderão a referência!). Jogos vorazes foi um tapa na minha cara. Suzanne Collins, criadora do mundo de Panem, mostrou que um livro de Distopia é capaz de nos tirar da zona de conforto e nos fazer questionar tudo a nossa volta. A jornada de Katniss está cravada na minha mente. Game Of Thrones me ganhou com aquele medo de “meu personagem favorito pode morrer hoje!”. Ainda não li os livros de George R.R. Martin, mas acompanhei a série. Acredito que o forte de GOT sejam os personagens bem construídos. E as reviravoltas, é claro. Devo mencionar aqui também o pai da Literatura Fantástica: Tolkien. Foi lendo “O Hobbit” que vários personagens de minhas histórias surgiram em minha mente, como inspiração.

Evan – De onde veio a ideia para a história de “Fruto Podre”?

Mayko – Fruto Podre nasceu numa aula de “Redação” na faculdade, (obrigado pela exercício, Profº Claudio Filho!). Bom, a história nasceu como uma referência ao mundo da série “The Handmaid’s Tale – O Conto da Aia”, cuja sociedade é comandada por uma facção religiosa e ditatorial que obriga cada mulher fértil a ser barriga de aluguel; esse grupo opressor impõem certos cumprimentos na sociedade; um dele é o “Bendito seja o Fruto”, daí surgia a ideia da minha história “Fruto Podre”. Todavia, quando eu reformulei a história para lança-la no Wattpad, eu criei um mundo fantástico com outros personagens e apliquei a mensagem por detrás do título. O título possui um forte significado, que ficará claro no decorrer da história.

Evan – Frequentemente você utiliza a seguinte frase “Não coma! Não beba! Nada aqui foi feito para nós.” Obviamente isso tem relação com “Fruto Podre”. O que você pode falar para nós sobre esta sentença, sem contar demais (risos), para atiçar a curiosidade dos leitores?

Fruto Podre – Divulgação

Mayko – O medo de soltar um “spoiler” é grande! Bom, vamos lá. É uma frase dita por um personagem da história em um momento crucial. É um diálogo dentro da narrativa com um grande significado. Arrisco dizer, que essa frase em questão pode até ajudar os leitores a desvendar os mistérios de Fruto Podre. Será que algum aspirante a “Sherlock Holmes” ou a “Nancy Drew” consegue desvendar? (Risos).

Evan – Você tem alguma influência, digo, algum autor em quem você se inspira?

Mayko – Já citei quatro autores que me influenciam e muito. Portanto, vou aproveitar para citar outros dois. Veronica Roth, autora de Divergente, escreveu essa história de um modo que meus olhos não desgrudavam das páginas. Eu me sentia ao lado da protagonista Tris, sofrendo com ela e chorando com todas as consequências de suas escolhas. Preciso falar de outra grande escritora, uma mestre do suspense — Agatha Christie. Cada história dessa escritora é uma aula de como trabalhar o suspense linha por linha. Jamais esquecerei aquele poema da história “E não sobrou Nenhum”, começava mais ou menos assim: “Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move; um deles se engasgou, e então sobraram nove…”.

Evan – Há uma crítica social intrínseca em “Fruto Podre”. Isso foi proposital ou acabou entrando na história para incrementar o enredo?

Mayko – Foi totalmente planejado. Assim que esbocei o primeiro rascunho da história de Luna, eu anotei quais relações sociais as entrelinhas apresentariam. No decorrer da narrativa, foram surgindo outras críticas sociais. Meu maior objetivo é fazer o leitor se questionar sobre “atos heroicos ou não heroicos”, ou seja, o que faz um herói ser um “herói”? O que faz um vilão ser um “vilão”? No fim, eu desejei que o leitor de Fruto Podre fizesse essas perguntas e chegasse a sua própria conclusão. Espero que assim seja.

Evan – Você tem outras obras já publicadas ou em andamento?

Mayko – Fruto Podre é minha primeira obra. Hoje, estou com quatro histórias para desenvolver e postar no Wattpad. Além disso, estou desenvolvendo um conto para participar de um concurso (torçam por mim!). Além disso, existe uma história em formato de saga que escrevo a mão desde 2011, essa é a minha “grande aposta” que, se tudo der certo, pretendo lançar nas livrarias daqui a alguns anos.

Evan – “Fruto Podre” está disponível no Wattpad. O que você pode falar sobre essa plataforma? O quanto você acha que o Wattpad facilita a vida de novos escritores?

Mayko – A Plataforma do Wattpad é funcional e cheia de possibilidades, pois oferece interatividade entre escritores e leitores. O feedback é instantâneo, pois a cada parágrafo o leitor pode comentar suas impressões sobre a evolução da história. Além disso, os leitores adicionam livros em sua biblioteca virtual dentro da plataforma, podem até mesmo marcar outros amigos nos comentários dentro da história. Também acredito que seja uma boa oportunidade de escritores montarem seu portfólio.

Evan – Que mensagem você deixaria para os seus leitores, para os amantes dos livros e até para aqueles que não tem o hábito de ler sobre o bem que um livro pode fazer na vida delas?

Mayko – Essa pergunta me deixou sem palavras! (Pausa enorme para pensar)… Bom, galera, leiam aquilo que mais lhe agradarem. Deem livros, gibis, HQs e mangás de presente. Todo mundo ama ouvir histórias. Acredito que aqueles que não “gostam de ler livros” só não encontraram o livro certo, ainda! Sempre existirá um bom livro para qualquer pessoa ler, e sempre existirá uma pessoa certa para um bom livro.

Evan – Muito obrigado por conversar com a gente, Mayko, te desejamos sucesso no seu caminho como escritor e que venham ainda muitas outras obras e projetos como “Fruto Podre”.

E aí pessoal, gostaram da nossa conversa com o Mayko? Deixe seus comentários e inscreva-se no blog, assim você não perde nenhum conteúdo.

Publicado por Evan Klug

Escritor, Redator, Roteirista, Produtor de Conteúdo para Web e Analista de Qualidade. Amante da literatura, super-heróis, boa comida e o bom e velho rock n' Roll.

9 comentários em “À Espreita Entrevista – Mayko Martins Santos, autor de Fruto Podre.

  1. O livro fruto podre deixou muitas coisas para se pensar, as críticas sociais que o autor e o livro nos deixa me fez refletir sobre aqueles que o povo ver como “herói” e os que o povo ver como “vilão”. Tive a honra de conversar com o autor Mayko Martins, e expressar minhas opiniões sobre o livro e as ideias que me surgiu a partir da leitura. Como já mencionado na entrevista fiquei muito feliz quando fez os devidos agradecimentos pelo meu feedback e agradeço a ele pela a atenção pelas minhas palavras.

    Esperando ansiosamente pelos próximas obras literárias e desejo todo o sucesso, pois você é um jovem escritor com um grande sucesso e talento pela frente.

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  2. Acabo de acompanhar a entrevista. Vim diretamente do Facebook logo que vi o nome Mayko Martins. Fiquei com mais vontade de conhecer este autor e também a sua obra que já está na minha biblioteca virtual no wattpad.

    Desejo a si Mayko Martins sucesso.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Já li Fruto Podre e digo que é uma obra ímpar, com grande potencial de venda. Um enredo bem diferente, longe de qualquer clichê. A história nos prende do início ao fim, sem abrir espaço para respirar. Parabéns pela conquista.

    Curtido por 1 pessoa

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